Babymetal: Banda amadurece e abraça novas influências

Resenha - Metal Resistance - Babymetal

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Victor de Andrade Lopes, Fonte: Sinfonia de Ideias
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O estrondoso sucesso comercial e de crítica do álbum de estreia autointitulado das Babymetal, bem como o das subsequentes turnês, o que se soma ainda à aceitação que elas tiveram entre muitos headbangers e até entre grandes representantes do gênero cravaram o nome delas definitivamente na história do heavy metal.

Dragonforce: detalhes sobre novo disco, "Reaching Into Infinity"Separados no nascimento: Dave Grohl e Benito Di Paula

Imagem

Mas as meninas, que provavelmente estão fazendo o dono da agência delas sorrir de orelha a orelha, ainda haveriam de passar por uma prova mais: a da continuação. Seria um segundo lançamento capaz de manter o nível do primeiro? Ou ele patinaria numa tentativa de reproduzir uma fórmula já usada anteriormente? Nem uma coisa nem outra. Metal Resistance não está no mesmo nível de Babymetal, ele simplesmente está acima. Ele tampouco tenta copiar seu antecessor. As fórmulas se mantiveram, mas o disco claramente abraça novas influências sem medo de ser feliz.

A abertura "Road of Resistance" já "chega chegando" com a participação de dois músicos experientes na arte de driblar o choro dos tr00 666 from hell: Herman Li e Sam Totman, os guitarristas do sexteto britânico de power metal extremo DragonForce, cuja música quase-caricata é alvo de críticas dos maidendependentes. A mistura de duas das bandas mais inusitadas da atualidade deu mais certo do que poderia ser previsto.

A sequência "Karate" parece um recado pros haters. Tem uma clara influência metalcore - e o álbum vai além, explorando a variante electronicore de forma brilhante em "From Dusk Til Dawn", com influências que nos remetem até aos momentos mais chatos do Coldplay, só que justamente sem a chatice.

"Awadama Fever" e "Yava!" recuperam o lado mais pop da banda, com riffs menos agressivos. A primeira parece até uma continuação de "Gimme Choko!!", do trabalho anterior. "Amore" poderia servir de abertura para um anime qualquer, não fosse a instrumentação fritada à la DragonForce.

A surpreendente "Meta Taro" parece saída de um disco qualquer do Korpiklaani, com seus riffs galopantes, atmosfera viking e a bem-vinda inclusão de um acordeão na instrumentação. E aí (depois da já comentada "From Dusk Til Dawn"), vem "GJ!", surpreendendo novamente com riffs metalcore/progressivos reminiscentes de Asking Alexandria, Circus Maximus e Leprous. O "mi-mi-mi-mi" proferido aos 26 segundos parece até uma indireta aos haters brasileiros.

"Sis. Anger" é uma das mais agressivas lançadas por elas, com riffs rápidos de thrash e blast beats bem nervosas intercaladas com passagens mais lentas e poderosas. Tudo isso logo antes de "No Rain, No Rainbow", aquela baladinha básica para desacelerar um pouco o ritmo. Este tipo de música, quando feita por artistas japoneses, ganha um charme em particular, que só quem escuta B'z, GLAY e L'arc~en~ciel entende.

Fechando o álbum com chave de ouro, as surpreendentes "Tales of the Destinies" e "The One". Progressivas e técnicas, a primeira mistura essas bandas novas da cena progressiva (Haken, Leprous, Withem, Prospekt, etc.); enquanto que a segunda parece saída do Images and Words, do quinteto estadunidense de metal progressivo Dream Theater. Um trabalho impecável na guitarra quase nos faz consultar o encarte à procura de John Petrucci na lista de convidados.

Por um lado, abandonar um pouco o lado pop tornou a música da banda mais acessível à comunidade do metal, mas ao mesmo tempo quase deu fim naquilo que as tornou tão distintas. Quase. Metal Resistance não tem mais aquele elemento de choque do disco de estreia delas, ainda que tenha suas surpresas. Ele é mais um álbum de evolução, para mostrar que as meninas eram bem mais do que uma jogada de marketing (embora ainda o sejam). Elas amadureceram e abraçaram novas influências, diversificando seu som.

Se o seu amigo hater não começar a gostar delas ouvindo este lançamento, não começará nunca mais. E digo mais: as Babymetal mostraram definitivamente que são um projeto "sério", capaz de se comportar como uma banda "de verdade", que evolui e busca a própria superação, apesar de todo o aspecto publicitário envolvido.

Abaixo, o vídeo de "Karate":

Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Track-list:
1. "Road of Resistance"
2. "Karate"
3. "Awadama Fever"
4. "Yava!"
5. "Amore"
6. "Meta Taro"
7. "From Dusk Till Dawn"
8. "GJ!"
9. "Sis. Anger"
10. "No Rain, No Rainbow"
11. "Tales of the Destinies"
12. "The One - English ver. -"

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Outras resenhas de Metal Resistance - Babymetal

Babymetal: "Chupem, haters, Metal Resistance é brilhante"

Dragonforce: detalhes sobre novo disco, "Reaching Into Infinity"Dragonforce: veja a capa do novo álbum da bandaBlend Guitar: em vídeo, batalhas fantásticas de guitarrasDragonforce: album novo ainda este ano, diz Herman LiTodas as matérias e notícias sobre "Dragon Force"

Dragonforce
E quando o público não sabe a letra?

Sempre a mesma coisa
12 bandas que nunca mudam

Dragonforce
Garota de 15 anos toca "Through The Fire And Flames"

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 12 de abril de 2016

Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Babymetal"Todas as matérias sobre "Dragon Force"

Foo Fighters
A bizarra semelhança de Dave Grohl com Benito di Paula

Aerosmith
Tyler tem o maior "instrumento" do Rock?

Black Sabbath
A capa rejeitada que foi parar no disco do Rainbow

Rob Halford: seu álbum preferido do Black SabbathGuns N' Roses: a história das tours, de 85 a 2007Black Sabbath: Ozzy exibe bandeira do Brasil na ArgentinaGuns N' Roses: o mundo visto do banquinhoOpositores de Satanás: cover Black Metal Gospel de Aline BarrosPorta dos Fundos: Andreas Kisser e a cobrança dos metaleiros

Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 0077507/SP) formado pela PUC-SP e membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil. Paulistano e morador de Carapicuíba (Granja Viana), tem um blog de resenhas musicais e outros assuntos chamado Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cinema, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados. Além de ouvir, também toca piano e teclado, compondo algumas bobagens de vez em quando.

Mais matérias de Victor de Andrade Lopes no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em agosto: 1.237.477 visitantes, 2.825.604 visitas, 7.034.755 pageviews.

Usuários online