Def Leppard: "Viva! Hysteria" é o testamento definitivo da banda

Resenha - Viva! Hysteria - Def Leppard

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Por Ronaldo Celoto
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Eles nunca esconderam sua influência do melhor que havia no cenário hard e glam-rock setentista. Grupos como UFO, SWEET, DAVID BOWIE, MOTT THE HOPPLE (para quem Elliot dedicou um disco tributo ao lado de seu projeto independente), JOBRIATH, SLADE, T. REX, entre outras, povoaram os ouvidos dos então meninos da cidade inglesa de Sheffield. Eles também nunca esconderam sua incrível capacidade criativa e sua musicalidade acima do normal, que transformou-lhes em uma das bandas mais consagradas dos últimos 35 anos, com mais de 100 milhões de discos vendidos e registros históricos que estão entre os melhores da história do rock, entre eles os álbuns "On Through The Night", o maravilhoso "High'n'Dry" e o clássico pop-rock "Hysteria", este último, totalmente revisitado neste fantástico DVD/BLU-RAY que agora passo a comentar.
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A produção está impecável, o álbum "Hysteria" é tocado na integra de forma primordial, com os backing vocals marcantes, sem perder o impacto causado pelo estúdio. O cenário é o "The Joint", conhecida casa de shows em Las Vegas, cujo público até tenta, mas não consegue marcar presença de forma cativante e causar ruídos diante da incrível sonoridade trazida pela banda. Fosse no Brasil, e, certamente, teríamos um dos melhores registros ao vivo de todos os tempos, pois a plateia brasileira cantaria, do início ao fim, todas as canções, sem interrupção.

Mas, desde a abertura com "Women" (muito melhor ao vivo do que em estúdio), passando por clássicos absolutos como "Animal", "Hysteria", "Rocket" e "Pour Some Sugar On Me", a primeira parte do registro ainda tem as inspiradas "Rock of Ages" e "Photograph" (muito legais nesta versão ao vivo). Mas é na segunda parte que o setlist arrasa qualquer tentativa de algum crítico em querer minimizar o DVD/BLU-RAY, e, ao mesmo tempo, causa enfarto aos fãs mais calorosos da banda. A abertura traz uma mescla de "Won't Get Fooled Again" (THE WHO) e emenda com a épica e pesada "Good Morning Freedom" (lado B do single "Hello America" que, por uma destas situações onde não se sabe o motivo, ficou de fora do álbum de estreia).

Seguem-se a monumental "Wasted" (que mostra porque o falecido STEVE CLARK foi o grande criador de riffs dos anos 80), passando pelas belíssimas "Mirror Mirror" (do melhor de seus álbuns, "High'n'Dry"), "Rock Brigade" (um dos hinos do rock em todos os tempos), as legais "Stagefright" e "Action" (revisitando aqui, a lendária banda SWEET), e, para quem achava que ia terminar, ainda temos a sessão final, com uma sequência de seis canções do já aclamado disco "High'n'Dry", sendo elas: "On Through The Night", "Let It Go", "Another Hit and Run", "(Saturday Night)High and Dry", a belíssima balada "Briging on the Heartbreak" e a absurdamente ótima "Switch 625", uma instrumental que fecha aquela que seria uma das maiores noites do DEF LEPPARD em toda a sua história.

No geral, "Viva! Hysteria" é muito superior ao registro anterior, também ao vivo, conhecido como "Mirrorball", a sonoridade está incrível, a banda está entrosadíssima, as surpresas do setlist são sensacionais. A única ressalva é realmente, o público norte-americano, que não está mal, mas não consegue fazer jus ao que acabava de presenciar, pois à sua frente estavam os meninos de ouro dos anos 80 a fazer o que eles sabem melhor: - tocar e cantar rock'n'roll.

De qualquer forma, e, por tudo que aqui foi dito, "Viva! Hysteria" é o testamento definitivo do DEF LEPPARD sobre tudo de excelente que eles fizeram até agora. Imperdível.

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Sobre Ronaldo Celoto

Natural do Estado de São Paulo, é escritor, professor, poeta e consultor em direito, política e gestão pública. Bacharel em Direito, com Mestrado em Ciência Política, atualmente cursa Doutorado em Direito, Justiça e Cidadania pela Universidade de Coimbra. Além destas atividades, dedica diariamente parte de seu tempo à pesquisa e produção de artigos científicos, contos, romances, matérias jornalísticas, biografias e resenhas. Seus interesses pessoais são: cinema, política, jornalismo, literatura, sociologia das resistências, ética, direitos humanos e música.

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