Ricardo Confessori diz que tem "mais a cara do Shaman" do que Andre Matos
Por Gustavo Maiato
Postado em 21 de fevereiro de 2025
Em entrevista ao Ibagenscast, Ricardo Confessori relembrou a ascensão do Shaman e afirmou que sua identidade musical era mais marcante na banda do que a de Andre Matos. O baterista falou sobre sua importância na criação do grupo e destacou que teve papel fundamental na composição, na produção e na gestão do projeto.
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Confessori contou que o sucesso da banda no início dos anos 2000 foi o auge de sua carreira. "Foi um negócio inimaginável. Estávamos na Globo, na MTV, no RockGol, com música em novela. Em dois anos, eu estava lançando um disco e gravando o melhor DVD do Brasil", disse.
O baterista destacou que sua trajetória foi marcada pela determinação. "Saí do Angra e montei outra banda. Nunca fui de falar isso aos quatro ventos, mas a real é que eu comecei o Shaman. Escrevi três músicas, fui atrás de gravadora, chamei os caras. Na demo que encontrei recentemente, o Andre ainda não fazia parte, não tem voz gravada", afirmou.
Confessori também ressaltou que, além de ser o baterista, teve uma forte influência no direcionamento do Shaman. "Eu era o bandleader, compositor, escrevia músicas, tocava guitarra, fechava contratos, contratava produtor. Vejo muita gente falando que a molecada de hoje está ferrada, mas não vejo ninguém com 30 anos fazendo o que fiz", declarou.
Ao comparar sua influência com a de Andre Matos, Confessori foi direto: "Eu tinha mais a cara do Shaman do que o Andre. Ele tinha mais a cara do Andre, e eu, a cara do Shaman".
Ele explicou que sua abordagem musical se diferenciava do estilo do vocalista. "Muita coisa do Shaman tem minha identidade. O Andre trazia muito do Angra para dentro da banda. Minhas ideias eram diferentes, com grooves inesperados e harmonias influenciadas por Yes e pelo rock progressivo. Sempre fui mais prog do que clássico", explicou.
Para Confessori, seu trabalho no Shaman foi único. "Gravei o maior DVD do Brasil há 23 anos. Ninguém vai bater esse DVD, já desistiram. Hoje, vejo músicos focados em tocar bem e se promover, mas não vejo mais um baterista com visão para criar uma banda do zero e transformá-la em um fenômeno", disse.
Ele lamentou a falta desse espírito no cenário atual. "A galera quer algo pronto, já tem um plano B. Mas a gente também dava aula, trabalhava, corria atrás. Eu tinha 30 alunos por semana e ainda cuidava da banda. Foi uma época que nunca mais vou alcançar em termos de ímpeto, de vontade de furar a bolha", concluiu.
Confira a entrevista completa abaixo.
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