O truque "caro" que pode ter ajudado Marty Friedman a entrar no Megadeth
Por Mateus Ribeiro
Postado em 21 de fevereiro de 2025
Considerado um dos grandes guitarristas do mundo do heavy metal, Marty Friedman se juntou ao Megadeth em 1990. Ele foi escolhido como substituto de Jeff Young, que passou cerca de dois anos como integrante da banda liderada por Dave Mustaine.
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Em um trecho do seu livro "Dreaming Japanese", lançado em dezembro de 2024, Friedman relembra o teste que fez para entrar no Megadeth. O guitarrista afirma (via Guitar World) que um "truque" pode ter o ajudado na audição.
O "truque" de Marty tem nome e sobrenome: Tony DeLeonardo. Segundo o ícone das seis cordas, o rapaz em questão, que atuou como seu técnico de guitarra, o ajudou a causar uma boa impressão.
"Tony e eu já éramos bons amigos quando ele, sozinho, assumiu todas as tarefas da equipe em Maryland para a minha antiga banda Hawaii. Tony era um técnico requisitado em Los Angeles e já havia participado das turnês de Zakk [Wylde] com Ozzy.
Eu sabia que não seria legal ficar mexendo no equipamento, conectando-o e ajustando os botões para acertar o som. Não me orgulho de dizer que até hoje não tenho a menor ideia de como ajustar o comprimento de uma correia de guitarra ou enrolar um cabo de guitarra."
Marty contratou Tony por um valor que pode parecer baixo, mas na época, ele não levava uma vida luxuosa, o que não permitia desperdícios. O investimento foi recompensado, como Friedman conta na sequência de seu relato.
"Quando contratei o Tony por 65 dólares, eu estava vivendo com sacos de pirulitos de 99 centavos e arroz branco com óleo de pimenta La Yu, então foi extremamente difícil abrir mão daquele dinheiro, uma pechincha para um técnico profissional. Mas algo me dizia que eu tinha que fazer isso, e estou feliz por ter ouvido essa voz.
Tony obteve detalhes técnicos com a equipe do Megadeth, levou meu equipamento para a audição como um chefe, certificou-se de que minha guitarra estava devidamente encordoada, entonada e afinada, obteve um ótimo som do amplificador em pouco tempo e prendeu a guitarra em mim na hora de tocar.
Antes de tocar a primeira nota, eu já parecia um profissional. Tenho certeza de que isso causou uma boa impressão, especialmente em comparação com o quão ruim teria parecido se eu estivesse mexendo nos botões dos amplificadores e carregando todo o meu equipamento pesado."
No fim das contas, Marty Friedman passou no teste e ficou por dez anos no Megadeth. E a grana que ele gastou para contratar Tony provavelmente não fez falta alguma em seu orçamento.
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