O integrante do Slayer que ficou maravilhado com a obra do Pink Floyd
Por Bruce William
Postado em 21 de fevereiro de 2025
Dave Lombardo foi um dos grandes responsáveis por definir o som do Slayer, uma das bandas mais influentes do thrash metal. Como baterista, ele introduziu no gênero uma abordagem agressiva e veloz que se tornou referência musical. Seu trabalho em álbuns como "Reign in Blood", "South of Heaven" e "Seasons in the Abyss" foi um dos responsáveis por moldar a sonoridade da banda, combinando precisão técnica com brutalidade na execução. Lombardo também foi um dos pioneiros no uso intensivo do pedal duplo, elemento essencial para o som do Slayer e para o metal extremo em geral.
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Apesar de ter saído e retornado à banda algumas vezes, sua contribuição para o Slayer e para o metal permanece inquestionável. Contudo, seu interesse por música sempre foi amplo, e sua admiração pelo Pink Floyd mostra que suas influências vão além do metal, conforme ficou claro durante participação no What's In My Bag, série de vídeos da Amoeba Records onde músicos mostram os discos que compraram na loja.
Entre álbuns de Quincy Jones, Bad Brains e The Germs – banda que ele conheceu por intermédio do saudoso Jeff Hanneman –, um dos destaques da seleção feita por Lombardo foi o Pink Floyd. "Comprei recentemente os dois primeiros discos do Pink Floyd e o álbum solo de Syd Barrett, 'The Madcap Laughs'. Obviamente, ele era a principal influência da banda na época, então eu tinha que pegar também", contou Lombardo.
Ele se mostrou impressionado ao descobrir que o disco de Barrett foi produzido por David Gilmour e Roger Waters. "Vai ser uma 'viagem' interessante ouvir isso, com certeza", comentou, arregalando os olhos ao falar em viagem. "Estou realmente me aprofundando no início do Pink Floyd. Há algo especial nessas gravações antigas, e adoro perceber a progressão da banda até chegar ao 'The Wall'."
Lombardo destacou a liberdade criativa dos integrantes da banda, principalmente nos primeiros anos. "A habilidade deles, a produção, as composições... você percebe aquilo evoluindo. E acho as músicas dos dois primeiros discos muito inspiradoras, porque a banda não... a banda não tinha receio de experimentar. Eles não estavam nem aí para coisas como: 'ah, precisamos de um hit de três minutos e meio'. Eles não se importavam com isso, o que torna tudo muito especial para mim."
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