Álgida: como uma viagem a um pub inglês nos anos oitenta

Resenha - Dias Cinzas - Álgida

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Giorgio Moraes
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Imagem
O primeiro full-length dos gaúchos da ÁLGIDA chegou às mãos há alguns dias. O trabalho, encartado em um mini-book no melhor estilo HQ, saiu sob a égide de um projeto cultural da prefeitura de Caxias do Sul, cidade-natal dos caras.
Jon Bon Jovi: "já perambulei pelo lado negro"Jack White: Sem laços de amizade com a "eremita" Meg White

O que você vai encontrar em "Dias Cinzas" é o som oitentista, característico da ÁLGIDA: guitarras cruas; vocal cantado e falado; bateria 'seca'; baixo recheado de frases; e um teclado muito bem conduzido. Se você espera uma banda que mistura estilos, na tentativa de se adequar ao mercado, esqueça! A sonoridade desses gaúchos não abre concessões a modismos ou caprichos da indústria fonográfica. É uma viagem aos anos 80 que se inicia com 'Seus Braços', num clima soturno conduzido pelo baixo de Anderson Aguzzoli e pelo teclado de Andrius Wagner: "Me entrego a você, chorando ao seu lado. Me entorpeço de você, me entregando em seus braços".

Outro destaque é a faixa-título, que dá muito bem o tom do CD: "Aquele céu cinzento afugentava as estrelas. Ao espreitar de sua janela, o vulto se transformava em tormento. Noites sem fim em estradas estranhas". Em alguns momentos, a sonoridade deste trabalho fez com que eu visualizasse a banda, tocando em um pub inglês qualquer, numa tarde tipicamente londrina. Esse é, sem dúvida, o quadro que melhor descreve a ÁLGIDA. Também merecem atenção as faixas 'Requiem', com sua sonoridade dark; 'Flores do Mundo', que em muito me lembrou o JOY DIVISION; e 'Deserto Urbano', que trata com muita propriedade da estranha relação entre as pessoas nos grandes centros urbanos.

Destaque também para o mini-book que 'agasalha' o CD e que apresenta um bonito design de revista em quadrinhos. Só faço uma ressalva: em alguns momentos, tornou-se bastante difícil identificar os nomes das músicas, que ficaram um tanto quanto dispersos em meio ao forte apelo visual. O pessoal responsável pela parte gráfica pesou a mão em determinados momentos, tornando confusa a identificação dos títulos das músicas. Nada que estrague a festa, mas é bom estar sempre atento para esses detalhes.

Track-List:

01 - Seus Braços
02 - Vazio
03 - Dançando no Vácuo
04 - Delírio
05 - Dias Cinzas
06 - Requiem
07 - Súdito Fiel
08 - Flores do Mundo
09 - Cada Vez Mais Longe
10 - A Palavra
11 - Deserto Urbano
12 - Onda do Fim
13 - (instrumental)
14 - Vultos
15 - Frio
16 - Aqui o Sol Nasce Ao Amanhecer

Quer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Outras resenhas de Dias Cinzas - Álgida

Álgida: um registro que vai para muito além da música

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Álgida"

Jon Bon Jovi
"Estou numa banda de rock! Não fui nem sou um santo!"

Jack White
Sem laços de amizade com a "eremita" Meg White

Invisible Oranges
Os 5 melhores momentos metal dos filmes

Grohl: "quase saí do Nirvana depois de críticas de Cobain"Eu Sou Rock n' Roll: Top 10 do Heavy MetalGuitarras: você é capaz de reconhecer cada uma delas?Anvil: Lips quase desmaiou quando McCartney reconheceu a bandaNightwish: Marco Hietala responde perguntas de fãsThe Kinks: Em 1964, o lançamento de "You Really Got Me"

Sobre Giorgio Moraes

Giorgio Moraes, 33 anos, é formado em Letras. Natural do Rio de Janeiro, ele reside a 20 anos em São Luis do Maranhão. Tem em seu currículo shows como Raimundos, Detonautas, Skank, e a histórica apresentação dos Stones em Copacabana, no ano de 2006. Escritor, atualmente divulga seu 1º Ebook de poesia.

Mais informações sobre Giorgio Moraes

Mais matérias de Giorgio Moraes no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online