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Postcards From A Young Man - Manic Street Preachers

Por Fábio Cavalcanti | Em 04/11/10
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O Manic Street Preachers, banda formada no País de Gales, ficou conhecido pela turminha alternativa como um dos maiores expoentes do Britpop dos anos 90. Porém, ao contrário dos seus colegas do movimento, o grupo nunca se contentou em se prender a um único rótulo. Em 2010, após altos e baixos - inclusive na qualidade musical - a banda chega ao seu décimo álbum: "Postcards From A Young Man".

Nota: 7

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Liderado pelo vocalista James Dean Bradfield - que já desagrada muita gente logo de cara, graças à sua voz aguda e estridente -, o trio já experimentou estilos como pós-punk, hard rock e indie rock, além do já citado Britpop. Em seu novo trabalho, lançado após o espetacular "Journal For Plague Lovers" (2009), notamos uma leve queda de qualidade, mas esta acaba passando despercebida, pelo fato da banda manter um bom nível de criatividade em suas composições - especialmente nas suas autênticas letras, um show à parte...

Ao contrário do roqueiro álbum anterior, aqui a idéia é explorar novamente o lado sensível do grupo, o que transparece logo no pomposo rock "(It's Not War) Just the End of Love". E falando em pompa, o uso de pianos e orquestras de fundo está evidente na maioria das músicas do disco, o que traz algo de novo para quem adora uma "caixa de surpresas", mas prejudica a experiência para quem aprecia um som mais cru.

Quem curtiu a sonoridade dos álbuns "Everything Must Go" (1996) e "This Is My Truth Tell Me Yours" (1998), certamente vai adorar faixas como a simpática balada "Postcards From A Young Man", e as suaves "Hazelton Avenue" e "Golden Platitudes", além do ápice do estilo "brit": a linda "Some Kind Of Nothingness". Destaque também para a estranha "The Descent" (inutilmente dividida nas partes "Pages 1 & 2", o que vale apenas como efeito cômico), e para a exótica "The Future Has Been Here 4 Ever".

O lado "roqueiro" (dessa vez, com aspas mesmo) da banda desponta na curiosa "Auto-Intoxication", e nas excelentes "A Billion Balconies Facing The Sun" e "Don't Be Evil", que relembram o clássico álbum "The Holy Bible" (1994). A indie rocker "I Think I Found It" é apenas razoável. Já a power pop "All We Make Is Entertainment" é um dos destaques do álbum.

Então, caro leitor, como você pode ter notado, o novo trabalho dos "Manics" traz um pouco do que a banda fez em seus álbuns mais marcantes, além de novos "sabores" ao seu estilo. Os fãs certamente irão apreciar o novo álbum, ainda que este não seja um dos melhores do grupo. Mas, se você ainda é iniciante, e ficou perdido em meio a tantos títulos e sub-gêneros, recomendo inicialmente um dos álbuns anteriores citados aqui. Acredite, vale a pena conhecer esta ótima banda!

Músicas:
1. (It's Not War) Just The End Of Love
2. Postcards From A Young Man
3. Some Kind Of Nothingness
4. The Descent (Pages 1 & 2)
5. Hazelton Avenue
6. Auto-Intoxication
7. Golden Platitudes
8. I Think I Found It
9. A Billion Balconies Facing The Sun
10. All We Make Is Entertainment
11. The Future Has Been Here 4 Ever
12. Don't Be Evil

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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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