Para quem acha que a Irlanda no mundo do rock se resume a U2 e Thin Lizzy, aqui está mais uma prova do contrário. O The Answer surgiu no cenário mundial com o lançamento de seu álbum de estreia, “Rise”, em 2006. Um som puramente setentista, com fortes influências de Led Zeppelin, Humble Pie e Free. Em algum site pela internet afora (que não me recordo qual era), surgiu até mesmo a definição de que seu som parecia um “Black Crowes turbinado, com mais testosterona”. Mas resumi-los apenas a isso seria injustiça. Em seu segundo trabalho, “Everyday Demons”, pode ser percebido o quanto a banda evoluiu em suas composições e aprimorou seu estilo. O sucesso e reconhecimento começa a ser medido conforme registros não oficiais (os famosos “Bootlegs”) pipocam pelo mundo virtual. Eis que um deles acabou sendo oficializado pela banda no ano passado.
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Na introdução feita pelo DJ, este deixa bem claro ao público que “o futuro do rock está em mãos seguras”, e ele não deixa de ter razão. Da abertura com “Never Too Late” , passando pela contagiante “Come Follow Me”, pelas boas “Revolutions”, “Doctor” e “Sometimes Your Love”, culminando na ótima “Under The Sky”, o que se presencia é um hard rock de primeira, diretão, pra se ouvir estourando os falantes do seu som. O desfecho fica por conta de outra grande faixa, “Preachin’”.
Há ainda espaço para uma participação especialíssima: Paul Rodgers, que divide os vocais com Cormac Neeson em dois clássicos do Free: “I’m A Mover” e “The Hunter”. Paul, além de ser uma influência óbvia, conforme o próprio Cormac evidencia ao apresentá-lo, é um dos nomes mais famosos a admitir sua admiração pelo quarteto irlandês. Outro famoso que já declarou ser fã da banda é Joe Elliott, do Def Leppard.
A respeito dos músicos, os destaques ficam para os ótimos vocais rasgados de Cormac, que realmente lembram algum ponto de cruzamento entre Steve Marriot e Robert Plant, e para a guitarra cortante de Paul Mahon, que mostra um bom gosto tremendo na escolha dos seus riffs e solos, fazendo o que pede a música, ao invés de ficar tentando exibir firulas impossíveis no instrumento. A cozinha formada pelo baixista Micky Waters e pelo batera James Heatley faz um pano de fundo perfeito para seus colegas brilharem, demonstrando uma pegada extremamente consistente e bons arranjos.
Fica aí a sugestão: para quem gosta do bom e velho rock and roll à moda antiga, não só este ao vivo, como também os outros dois trabalhos de estúdio são uma ótima pedida. Ao lado dos australianos do Wolfmother, o Answer tem tudo para levar adiante o legado deixado pelos grandes pilares do rock pesado da década de 1970. Seria bem interessante se eles viessem ao Brasil acompanhando o AC/DC, como tem sido lá no primeiro mundo, como uma forma de torná-los mais conhecidos do púlbico brasileiro...
1. Never Too Late
2. Revolutions
3. Come Follow Me
4. All I Know
5. Keep Believin’
6. I’m A Mover
7. Sometimes Your Love
8. Under The Sky
9. The Hunter
10. Preachin’
Obs.: Em algumas versões há ainda uma faixa bônus, “Highwater Or Hell”.
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Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.
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