Answer: a Irlanda não se resume a U2 e Thin Lizzy

Resenha - Live At Planet Rock Xmas Party - Answer

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Por Doctor Robert
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Para quem acha que a Irlanda no mundo do rock se resume a U2 e Thin Lizzy, aqui está mais uma prova do contrário. O The Answer surgiu no cenário mundial com o lançamento de seu álbum de estreia, “Rise”, em 2006. Um som puramente setentista, com fortes influências de Led Zeppelin, Humble Pie e Free. Em algum site pela internet afora (que não me recordo qual era), surgiu até mesmo a definição de que seu som parecia um “Black Crowes turbinado, com mais testosterona”. Mas resumi-los apenas a isso seria injustiça. Em seu segundo trabalho, “Everyday Demons”, pode ser percebido o quanto a banda evoluiu em suas composições e aprimorou seu estilo. O sucesso e reconhecimento começa a ser medido conforme registros não oficiais (os famosos “Bootlegs”) pipocam pelo mundo virtual. Eis que um deles acabou sendo oficializado pela banda no ano passado.
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“Live At Planet Rock Xmas Party” foi gravado durante a tour do primeiro álbum da banda, em uma apresentação transmitida num especial de natal para a rádio Planet Rock, em dezembro de 2007. Dá pra perceber que no palco os caras demonstram a mesma energia captada em seu debut, porém já com pinta de veteranos, dada a segurança transmitida, sem falar na precisão e no feeling demonstrados. Como costuma repetir na TV aquele famoso apresentador de programas de auditório, “quem sabe faz ao vivo”...

Na introdução feita pelo DJ, este deixa bem claro ao público que “o futuro do rock está em mãos seguras”, e ele não deixa de ter razão. Da abertura com “Never Too Late” , passando pela contagiante “Come Follow Me”, pelas boas “Revolutions”, “Doctor” e “Sometimes Your Love”, culminando na ótima “Under The Sky”, o que se presencia é um hard rock de primeira, diretão, pra se ouvir estourando os falantes do seu som. O desfecho fica por conta de outra grande faixa, “Preachin’”.

Há ainda espaço para uma participação especialíssima: Paul Rodgers, que divide os vocais com Cormac Neeson em dois clássicos do Free: “I’m A Mover” e “The Hunter”. Paul, além de ser uma influência óbvia, conforme o próprio Cormac evidencia ao apresentá-lo, é um dos nomes mais famosos a admitir sua admiração pelo quarteto irlandês. Outro famoso que já declarou ser fã da banda é Joe Elliott, do Def Leppard.

A respeito dos músicos, os destaques ficam para os ótimos vocais rasgados de Cormac, que realmente lembram algum ponto de cruzamento entre Steve Marriot e Robert Plant, e para a guitarra cortante de Paul Mahon, que mostra um bom gosto tremendo na escolha dos seus riffs e solos, fazendo o que pede a música, ao invés de ficar tentando exibir firulas impossíveis no instrumento. A cozinha formada pelo baixista Micky Waters e pelo batera James Heatley faz um pano de fundo perfeito para seus colegas brilharem, demonstrando uma pegada extremamente consistente e bons arranjos.

Fica aí a sugestão: para quem gosta do bom e velho rock and roll à moda antiga, não só este ao vivo, como também os outros dois trabalhos de estúdio são uma ótima pedida. Ao lado dos australianos do Wolfmother, o Answer tem tudo para levar adiante o legado deixado pelos grandes pilares do rock pesado da década de 1970. Seria bem interessante se eles viessem ao Brasil acompanhando o AC/DC, como tem sido lá no primeiro mundo, como uma forma de torná-los mais conhecidos do púlbico brasileiro...

1. Never Too Late
2. Revolutions
3. Come Follow Me
4. All I Know
5. Keep Believin’
6. I’m A Mover
7. Sometimes Your Love
8. Under The Sky
9. The Hunter
10. Preachin’

Obs.: Em algumas versões há ainda uma faixa bônus, “Highwater Or Hell”.

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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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