Se o Thunderstone, um dia, já foi acusado de ser um mero “clone” de Stratovarius, “Evolution 4.0” afasta definitivamente qualquer hipótese de uma comparação absurda desta.
Nota: 8 







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Nino Laurenne, a propósito, é o grande destaque aqui. Sua guitarra é raivosa e agressiva, porém sóbria e bem tocada, sem exageros – surpreendentemente como toda música da banda – como se trouxesse o melhor das escolas thrash e hard, com toques de prog e metal tradicional: “Roots Of Anger”, “10.000 Ways” e “Face In The Mirror”.
Os refrães são outro ponto positivo. Reforçados pela competente, de bom alcance e não enjoativa voz de Pasi Ratanen, que capricha tanto nos tons rasgados quanto nos mais leves, músicas como “Holding On To My Pain”, “Solid Ground” e “Great Man Down” ganham em força, tornando-se marcantes.
Se “Evolution 4.0”, a despeito de ser o melhor trabalho da banda até agora, e representar, de fato, uma evolução, isto se deve não só ao entrosamento – a formação é a mesma desde a estréia – como a própria experiência mercadológica, de estrada e amadurecimento da sonoridade, bem como do ofício de compor. “Down With Me” exemplifica isto, sendo a mais bem acabada da obra.
No geral, um CD que supera expectativas. E mostra que, ao contrário do que se poderia apostar anos atrás, o Thunderstone é uma banda que tem qualidades suficientes para se destacar no cenário e, quem sabe, alçar um reconhecimento maior. Vale a pena acompanhar.
Formação:
Pasi Ratanen - Vocais
Nino Laurenne - Guitarra
Kari Tornack - Teclados
Titus Hjelm - Baixo
Mirka Ratanen – Bateria
Site oficial: www.thunderstone.org
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Maurício G. Angelo odeia definições. Acha que não entende nada de música, mas o suficiente. Pseudo-jornalista, pseudo-crítico e pseudo-escritor. Não gosta de explicar ironia. Escreve no Whiplash! desde 2003. Colaborou para uma série de veículos, como a revista Roadie Crew e os sites Rock Press, Duplipensar e Simplicíssimo. Ouve tudo aquilo que lhe interesse: do blues ao metal extremo, passando pelo pop, progressivo, clássico, jazz, eletrônico e MPB. Peca pelo tesão, nunca pela inércia. Alfabetizado, chato, detalhista e exigente: está continuamente tentando aprender a ler, e tem orgulho disso. Passou bons momentos ao lado de Rubem Braga, George Orwell, Pink Floyd e tantos outros. É apaixonado por palavras, pelo som e pelo silêncio. Erra muito. Muda mais ainda. E se permite ser hiperbólico, às vezes.
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