Liberation Festival: Resenha do festival que rolou em São Paulo
Resenha - Liberation Festival (Espaço das Américas, São Paulo, 25/06/2017)
Por Rogerio Souza
Postado em 12 de julho de 2017
Nas imediações do Espaço das Américas já dava pra sentir o clima desse domingo de Heavy Metal em São Paulo/SP. Basicamente muita gente do lado de fora se aquecendo antes mesmo de começar a primeira banda agendada para início às 17h30.
Com previsão de casa cheia, ainda tinham ingressos disponíveis e a fila para compra não estava tão grande, pois a maioria esmagadora já adquiriu as entradas antecipadamente devido a tamanha importância do headliner do festival e um possível sold out do evento. A organização parecia perfeita com a entrada do público ocorrendo normalmente, a fila no banheiro masculino só aumentava consideravelmente no intervalo das bandas, muitos pontos de caixa para compra de bebidas e outros pontos diversos de serviço de bar sem tumulto algum. Só o que causou espanto foi o tamanho da fila para compra de merchandising e que durou até quase o final da penúltima banda.
A pontualidade imperou durante todos os espetáculos e as 17h25 a banda brasileira Test subiu ao palco com seu duo de guitarra e bateria para apresentar seu grindcore por menos de 30 minutos. Antes mesmo do último acorde a equipe da próxima banda já estava no tablado para desmontar os equipamentos do Test e ajustar toda a parafernalha do Heaven Shall Burn que invadiu o palco às 18h10 e a banda alemã de Hardcore animou o público que já ocupava metade da lotação da casa.
Com um atraso de 5 minutos adentra ao palco, diretamente da cidade dos Beatles na Inglaterra, o Carcass. Com seu Death Metal extremamente bem tocado e a qualidade de som perfeita o público, que já era de 75% da lotação do Espaço das Américas, aplaudiu bastante essa importante banda dos anos 80. A cena cômica foi o Jeffrey Walker chutando o ventilador, que de alguma forma estava lhe incomodando ou atrapalhando, e o Roadie entrando para prender o aparelho no piso, mas Jeffrey chutava de novo e isso se repetiu pelo menos mais umas três vezes. O Roadie deve estar até agora sem entender nada.
Eram 20h40 quando o Lamb of God mostrou o porquê está tão em evidência na cena Metal Mundial e deveria ter seu nome alterado para Riff of God de tão espetaculares e ricos os riffs que a banda produz e despeja em suas canções de peso e intensidade. Grande parte da plateia parecia ter ido ao festival só por causa deles o que demonstra o motivo da banda estar há 18 anos na ativa com extrema competência. Conferi a primeira passagem dos americanos pelo Brasil no Espaço LUX em São Bernardo do Campo/SP e foi de uma ferocidade e qualidade tamanha que precisaria de mais uma resenha para contar pra vocês o que foi esse concerto de 2010.
Marcado para as 22h15, mas a música "The Wizard" do Uriah Heep só começou a ecoar dos PAs as 22h20, chegou a hora mais esperada desde sua última passagem pelo Brasil com o Mercyful Fate em 1999. Com suas harmonias maravilhosas, melodias muito ricas, linhas de guitarras sem iguais e bateria tocada com perfeição, sobe e desce do palco o rei, o mestre, o maestro, a figura que mais tem a cara do Heavy Metal, King Diamond. Achei que não tivesse como a equalização do som estar melhor que das outras bandas, mas a equipe tinha de onde tirar. Ele trouxe toda a casa do Abigail para o Festival, não economizou em nada e era um cenário digno de um filme de terror. Há quem não goste dos falsetes de King, e até entendo, mas eles são perfeitos para as composições da banda e são muito bem encaixados.
Outro destaque importante é a sincronia da banda para execuções de músicas às vezes complicadas e em especial o guitarrista Andy La Roque que acompanha King desde o Fatal Portrait. Um verdadeiro monstro dos seis arames. O show, ou a mágica se preferirem, se passa em minutos e relembrar todas essas músicas compostas antes dos anos 90 ao vivo é uma viagem que não queria que terminasse mais.
Nem preciso comentar que sou um fã incondicional do King Diamond, mas acho que foi um show sensacional e de qualidade para todos. Acredito que será bem difícil encontrar outra opinião que não seja parecida com essa.
Banda:
• King Diamond: vocal
• Andy La Roque: guitarra
• Mike Wead: guitarra
• Pontus Egberg: baixo
• Matt Thompson: bateria
Setlist:
• The Wizard (Uriah Heep)
• Out from the Asylum (Them)
• Welcome Home (Them)
• Slepless Night (Conspiracy)
• Halloween (Fatal Portrait)
• Eye of the Witch (The Eye)
• Melissa (Mercyful Fate/Melissa)
• Come to the Sabbath (Mercyful Fate/Don’t Break the Oath)
• Them (Them)
• Funeral (Abigail)
• Arrival (Abigail)
• A Mansion in Darkness (Abigail)
• The Family Ghost (Abigail)
• The 7th Day of July 1777 (Abigail)
• Omens (Abigail)
• The Possession (Abigail)
• Abigail (Abigail)
• Black Horsemen (Abigail)
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