Overload Music: Festival alternativo vai do doom ao progressivo

Resenha - Overload Music Fest (Via Marques, São Paulo, 06/09/2014)

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Por Diego Camara
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Este final de semana, o público brasileiro viu pela primeira vez surgir o Overload Music Fest. Festival da produtora Overload, já bastante conhecida do público brasileiro por apostar em shows alternativos, reuniu quatro artistas estrangeiros para sua primeira edição. A grande atração da noite eram os irlandeses do GOD IS AN ASTRONAUT, que fechariam a noite com seu rock insano. As outras atrações eram os franceses do ALCEST, os clássicos precursores do metal progressivo FATES WARNING e os finlandeses do SWALLOW THE SUN. Três bandas deste novo século se juntando aos veteranos americanos. O resultado foi uma madrugada regada ao som alto das guitarras e uma vontade extrema das bandas em dar o seu melhor. Confiram abaixo os principais detalhes do evento.

Fotos: Fernando Yokota. Set completo neste link.

LABIRINTO

O festival começou com a abertura da banda Labirinto. Apesar do nome esquisito do artista, realmente não podia ter sido melhor a escolha para o festival. Estes caras tem a cara do festival, um som extremamente pesado, forte nas guitarras e com uma técnica invejável. Tocaram por em torno de 30 minutos ininterruptos, sem dizer uma única palavra durante todo o show, e com isso aproveitaram bem o tempo da galera e mostraram muito bem suas músicas. Para quem não conhece, vale muito a pena conferir, pois os caras não deixam nada a perder para os gringos.

SWALLOW THE SUN

Subiram ao palco das 22h15m, com 15 minutos de atraso do horário que havia sido divulgado anteriormente. O leve atraso não comprometeu o ânimo do público, que no geral parecia morno para a estreia dos finlandeses em solo brasileiro. A banda, por outro lado, estava bastante animada durante o show, e conseguiu trazer um som de ótima qualidade para o Via Marquês. Os fãs aplaudiram com vontade a abertura do show com “Hold this Woe”, que traduziu bem a apresentação dos caras.

A banda fez um setlist curto, mas bem variado, como uma amostra aos fãs da amplitude do som da banda em sua curta história. Destaque para os excelentes e sombrios riffs de “Deadly Nightshade” e a ótima e bastante técnica de “Swallow (Horror Pt. I)”, bastante animada e cheia de potência nas guitarras, que fez o público bater cabeça com bastante vontade. Foi uma bela apresentação, no geral, que mostrou bem o que é o Swallow the Sun para os brasileiros.

FATES WARNING

Para os mais velhos presentes, estes caras eram os mais esperados da noite. E para quem entende e curte um som progressivo, tava na cara que o Fates Warning viria com tudo e faria um show de tirar o queixo, marcado pela técnica. A banda subiu ao palco as 23h50m, juntando outros 15 minutos de atraso ao festival. A apresentação foi extremamente técnica e muito para cima. O início do show contou com uma sequência fantástica: “One Thousand Fires”, do último disco da banda, “One” e a clássica “Life in Still Water”. O público se emocionou, e a espera valeu a pena.

Apesar de destoar um pouco do resto dos artistas do line-up, o Fates foi muito bem recepcionado. O público se manteve aceso, ligado, e cantaram junto o refrão em diversas músicas, das músicas mais rápidas e potentes até as mais emotivas. Destaque também para a música “Through Different Eyes”, do “Perfect Symmetry” de 89, que para quem é das mais antigas não pode deixar de se lembrar dos bons momentos da década de 90.

ALCEST

É difícil dizer um ponto baixo no festival, mas os franceses do Alcest deixaram mesmo a desejar. Não que sejam ruins, ou que o show tenha tido graves problemas, mas podemos ver que o atraso de mais de uma hora para o início da banda – além dos 30 minutos de atraso que já haviam sido causados pelos anteriores – veio ainda com um som extremamente confuso e embolado. Aparentemente a equipe técnica dos franceses apanhou, e não conseguiu refletir a qualidade do equipamento com a excelência do Fates Warning.

Apesar disso tudo, o público foi esforçado e realmente curtiu bastante o show da banda. A banda tentou aliviar a pressão da demora, e seu estilo se encaixou bem com o do público – sem dúvidas eram a banda mais esperada do Overload Music Fest. Músicas como a excelente “Opale”, que abriu o show, e a ótima “Délivrance”, que fechou o espetáculo, realmente encantaram o público e não foram de todas ruins. Esperamos que o Alcest volte ao Brasil para uma segunda vez em um futuro próximo, desta vez sem grandes problemas técnicos.

GOD IS AN ASTRONAUT

Acordaram o público que estava dormindo, com o início do show 3h20m – desta vez sem nenhum atraso, o atraso total do festival obviamente foi mantido. Uma boa parte do público havia deixado a casa após o show do Alcest, mas ainda muita gente continuou presente para ver os irlandeses. Com o som mais insano da noite, os caras levantaram o público desde o início com as pancadas “When Everything Dies” e “Transmissions”.

A banda ao vivo é algo realmente impressionante. Do som que considero meio “morno” nos discos, eles têm uma energia no palco que torna difícil não curtir a pancada desses caras. O som estava altíssimo, e com uma super qualidade, o que evidenciou o excelente trabalho da equipe técnica da banda. O som moroso, que contrasta com a rapidez em certos momentos, cria um clima realmente bastante insano: o God is an Astronaut realmente consegue traduzir isso no palco.

A banda foi extremamente bem educada, agradecendo toda hora ao público presente, e mostrando a alegria de estarem no Brasil pela primeira vez. Músicas como “Worlds in Collision”, um dos grandes destaques do show, e a excelente e novíssima “Dark Passenger”, mostraram porque estes caras são tão especiais.

O ponto negativo ficou por conta do corte do show logo em seu final, com a música “Red Moon Lagoon” parando bem no seu meio. Conforme dados da própria Overload, uma das potências que alimentava parte do PA da casa queimou, inviabilizando o fim do show da banda. Um problema técnico que, apesar de realmente decepcionar os fãs, não acabou comprometendo a totalidade do espetáculo, que foi mais que positiva. Claro que, temos que ter em conta que este é o primeiro festival produzido pela Overload, que é uma produtora com ótimo histórico de espetáculos realizados e em grande evolução. E que comecem as conversas para 2015, pois a de 2014 já passou e fez história.

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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