Overload Music: Festival alternativo vai do doom ao progressivo
Resenha - Overload Music Fest (Via Marques, São Paulo, 06/09/2014)
Por Diego Camara
Postado em 11 de setembro de 2014
Este final de semana, o público brasileiro viu pela primeira vez surgir o Overload Music Fest. Festival da produtora Overload, já bastante conhecida do público brasileiro por apostar em shows alternativos, reuniu quatro artistas estrangeiros para sua primeira edição. A grande atração da noite eram os irlandeses do GOD IS AN ASTRONAUT, que fechariam a noite com seu rock insano. As outras atrações eram os franceses do ALCEST, os clássicos precursores do metal progressivo FATES WARNING e os finlandeses do SWALLOW THE SUN. Três bandas deste novo século se juntando aos veteranos americanos. O resultado foi uma madrugada regada ao som alto das guitarras e uma vontade extrema das bandas em dar o seu melhor. Confiram abaixo os principais detalhes do evento.
Fates Warning - Mais Novidades
Fotos: Fernando Yokota. Set completo neste link.
LABIRINTO
O festival começou com a abertura da banda Labirinto. Apesar do nome esquisito do artista, realmente não podia ter sido melhor a escolha para o festival. Estes caras tem a cara do festival, um som extremamente pesado, forte nas guitarras e com uma técnica invejável. Tocaram por em torno de 30 minutos ininterruptos, sem dizer uma única palavra durante todo o show, e com isso aproveitaram bem o tempo da galera e mostraram muito bem suas músicas. Para quem não conhece, vale muito a pena conferir, pois os caras não deixam nada a perder para os gringos.
SWALLOW THE SUN
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Subiram ao palco das 22h15m, com 15 minutos de atraso do horário que havia sido divulgado anteriormente. O leve atraso não comprometeu o ânimo do público, que no geral parecia morno para a estreia dos finlandeses em solo brasileiro. A banda, por outro lado, estava bastante animada durante o show, e conseguiu trazer um som de ótima qualidade para o Via Marquês. Os fãs aplaudiram com vontade a abertura do show com "Hold this Woe", que traduziu bem a apresentação dos caras.
A banda fez um setlist curto, mas bem variado, como uma amostra aos fãs da amplitude do som da banda em sua curta história. Destaque para os excelentes e sombrios riffs de "Deadly Nightshade" e a ótima e bastante técnica de "Swallow (Horror Pt. I)", bastante animada e cheia de potência nas guitarras, que fez o público bater cabeça com bastante vontade. Foi uma bela apresentação, no geral, que mostrou bem o que é o Swallow the Sun para os brasileiros.
FATES WARNING
Para os mais velhos presentes, estes caras eram os mais esperados da noite. E para quem entende e curte um som progressivo, tava na cara que o Fates Warning viria com tudo e faria um show de tirar o queixo, marcado pela técnica. A banda subiu ao palco as 23h50m, juntando outros 15 minutos de atraso ao festival. A apresentação foi extremamente técnica e muito para cima. O início do show contou com uma sequência fantástica: "One Thousand Fires", do último disco da banda, "One" e a clássica "Life in Still Water". O público se emocionou, e a espera valeu a pena.
Apesar de destoar um pouco do resto dos artistas do line-up, o Fates foi muito bem recepcionado. O público se manteve aceso, ligado, e cantaram junto o refrão em diversas músicas, das músicas mais rápidas e potentes até as mais emotivas. Destaque também para a música "Through Different Eyes", do "Perfect Symmetry" de 89, que para quem é das mais antigas não pode deixar de se lembrar dos bons momentos da década de 90.
ALCEST
É difícil dizer um ponto baixo no festival, mas os franceses do Alcest deixaram mesmo a desejar. Não que sejam ruins, ou que o show tenha tido graves problemas, mas podemos ver que o atraso de mais de uma hora para o início da banda – além dos 30 minutos de atraso que já haviam sido causados pelos anteriores – veio ainda com um som extremamente confuso e embolado. Aparentemente a equipe técnica dos franceses apanhou, e não conseguiu refletir a qualidade do equipamento com a excelência do Fates Warning.
Apesar disso tudo, o público foi esforçado e realmente curtiu bastante o show da banda. A banda tentou aliviar a pressão da demora, e seu estilo se encaixou bem com o do público – sem dúvidas eram a banda mais esperada do Overload Music Fest. Músicas como a excelente "Opale", que abriu o show, e a ótima "Délivrance", que fechou o espetáculo, realmente encantaram o público e não foram de todas ruins. Esperamos que o Alcest volte ao Brasil para uma segunda vez em um futuro próximo, desta vez sem grandes problemas técnicos.
GOD IS AN ASTRONAUT
Acordaram o público que estava dormindo, com o início do show 3h20m – desta vez sem nenhum atraso, o atraso total do festival obviamente foi mantido. Uma boa parte do público havia deixado a casa após o show do Alcest, mas ainda muita gente continuou presente para ver os irlandeses. Com o som mais insano da noite, os caras levantaram o público desde o início com as pancadas "When Everything Dies" e "Transmissions".
A banda ao vivo é algo realmente impressionante. Do som que considero meio "morno" nos discos, eles têm uma energia no palco que torna difícil não curtir a pancada desses caras. O som estava altíssimo, e com uma super qualidade, o que evidenciou o excelente trabalho da equipe técnica da banda. O som moroso, que contrasta com a rapidez em certos momentos, cria um clima realmente bastante insano: o God is an Astronaut realmente consegue traduzir isso no palco.
A banda foi extremamente bem educada, agradecendo toda hora ao público presente, e mostrando a alegria de estarem no Brasil pela primeira vez. Músicas como "Worlds in Collision", um dos grandes destaques do show, e a excelente e novíssima "Dark Passenger", mostraram porque estes caras são tão especiais.
O ponto negativo ficou por conta do corte do show logo em seu final, com a música "Red Moon Lagoon" parando bem no seu meio. Conforme dados da própria Overload, uma das potências que alimentava parte do PA da casa queimou, inviabilizando o fim do show da banda. Um problema técnico que, apesar de realmente decepcionar os fãs, não acabou comprometendo a totalidade do espetáculo, que foi mais que positiva. Claro que, temos que ter em conta que este é o primeiro festival produzido pela Overload, que é uma produtora com ótimo histórico de espetáculos realizados e em grande evolução. E que comecem as conversas para 2015, pois a de 2014 já passou e fez história.



Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |













Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Masters of Voices reúne quatro gerações do rock e heavy metal na América do Sul e no Brasil
Live anuncia dois shows no Brasil para o mês de setembro
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
Rock e Heavy Metal - lançamentos de faixas, álbuns e mais novidades
Fugindo do óbvio: 5 artistas fora do radar para quem cansou da mesmice
Os cinco maiores álbuns da história do rock progressivo
Geoff Tate não considerou chamar outros ex-Queensryche para "Operation: Mindcrime III"
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
A música do Pink Floyd que Roger Waters detestou e David Gilmour transformou num clássico
A melhor música de prog metal lançada a cada ano, de 1985 até 2025
O disco que foi o divisor de águas para o Testament, segundo Chuck Billy
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
Tuomas Holopainen não gostou do primeiro disco que comprou na vida
A música do Nirvana que critica o machismo e homenageia as mulheres
O clássico de Bon Scott que Brian Johnson nunca quis cantar no AC/DC
A banda punk a que Jimmy Page tirou o chapéu: "É impecável, simplesmente muito boa"
O que significa "Lá em casa tem um poço, mas a água é muito limpa" no hit da Legião
Kirk Hammett e Kiko Loureiro: "Não dá nem pra comparar", diz Bill Hudson, da NorthTale


Ray Alder declara estar disposto a voltar aos palcos com o Fates Warning
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil
