Matérias Mais Lidas

Rodolfo Abrantes: O sonho da minha mãe era eu voltar aos RaimundosRodolfo Abrantes
"O sonho da minha mãe era eu voltar aos Raimundos"

Snowy Shaw: ex-King Diamond se oferece para substituir Marko Hietala no NightwishSnowy Shaw
Ex-King Diamond se oferece para substituir Marko Hietala no Nightwish

Metallica: TikToker que calou haters na guitarra agora tem patrocínio da Sully GuitarsMetallica
TikToker que calou haters na guitarra agora tem patrocínio da Sully Guitars

Carlinhos Brown: ele diz que provocou garrafadas no Rock in Rio 2001 e explica razãoCarlinhos Brown
Ele diz que provocou garrafadas no Rock in Rio 2001 e explica razão

AC/DC: Axl Rose sempre sugeria músicas esquecidas para shows (mas em cima da hora)AC/DC
Axl Rose sempre sugeria músicas esquecidas para shows (mas em cima da hora)

Soul Station: projeto de Paul Stanley com guitarrista brasileiro lança músicaSoul Station
Projeto de Paul Stanley com guitarrista brasileiro lança música

Timo Tolkki: Ex-Stratovarius abraça teorias conspiratórias negacionistas sobre Covid19Timo Tolkki
Ex-Stratovarius abraça teorias conspiratórias negacionistas sobre Covid19

Guns N' Roses: Bumblefoot revela quais músicas mais gostava de tocar ao vivoGuns N' Roses
Bumblefoot revela quais músicas mais gostava de tocar ao vivo

David Bowie: com apenas 2.500 Lps em 2003, ele escolheu seus 25 favoritosDavid Bowie
Com "apenas" 2.500 Lps em 2003, ele escolheu seus 25 favoritos

Nirvana: Kurt Cobain cuspiu no piano de Elton John pensando ser de Axl Rose.Nirvana
Kurt Cobain cuspiu no piano de Elton John pensando ser de Axl Rose.

Kurt Cobain: ele não curtia Led Zeppelin e Aerosmith devido às letras machistasKurt Cobain
Ele não curtia Led Zeppelin e Aerosmith devido às letras machistas

Jon Schaffer: Todd La Torre se diz chocado, mas não surpreso com atos do guitarristaJon Schaffer
Todd La Torre se diz chocado, mas não surpreso com atos do guitarrista

Yngwie Malmsteen: aos 10 anos ele fazia solos de Blackmore e enganava os amigosYngwie Malmsteen
Aos 10 anos ele fazia solos de Blackmore e enganava os amigos

Saxon: banda divulga cover para a clássica Speed King, do Deep PurpleSaxon
Banda divulga cover para a clássica "Speed King", do Deep Purple

Megadeth: Mustaine se tornou vocalista por acaso e por causa de um delineadorMegadeth
Mustaine se tornou vocalista por acaso e por causa de um delineador


Matérias Recomendadas

Metallica: as 10 melhores músicas segundo a LoudwireMetallica
As 10 melhores músicas segundo a Loudwire

Indústria: 17 coisas que bandas novas simplesmente não entendemIndústria
17 coisas que bandas novas simplesmente não entendem

Music Radar: Os maiores frontmen de todos os temposMusic Radar
Os maiores frontmen de todos os tempos

História do rock: Sexo bizarro, drogas, mortes e outros boatosHistória do rock
Sexo bizarro, drogas, mortes e outros boatos

Duff McKagan: Anestesias não funcionam mais no baixistaDuff McKagan
Anestesias não funcionam mais no baixista

Baladas de Sangue
Stamp

Marillion: Duas horas cravadas de música da melhor qualidade

Resenha - Marillion (HSBC Brasil, São Paulo, 09/05/2014)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Doctor Robert
Enviar Correções  

Poucos estilos de rock souberam incorporar novos elementos à sua sonoridade tão bem quanto o rock progressivo. E dentre as bandas da velha guarda, talvez o melhor exemplo disso seja o Marillion. Com seus mais de 30 anos de existência, presenciar uma apresentação do quinteto britânico é presenciar uma verdadeira palheta de cores e sensações diferentes, uma experiência única que só a boa música pode proporcionar.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Talvez a síntese perfeita deste ecletismo todo seja justamente "Gaza", a mais longa faixa do último trabalho do grupo ("Sounds That Can't Be Made"), escolhida para abrir as apresentações desta "Best Sounds Tour". De um começo que flerta abertamente com o prog metal, passando por diversas variações, foi um pontapé inicial ousado, para se dizer o mínimo. Algo marcante desde esse começo era o prazer estampado na cara de cada um dos músicos em estar ali no palco.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Talvez no mundo da música o Marillion seja uma das poucas bandas antigas em atividade que estampe tão bem a máxima de Steve "Apple" Jobs: "A única maneira de se fazer um bom trabalho é amando o que você faz". E é exatamente essa sensação escancarada de prazer de tocar que torna os shows desse quinteto tão especiais - ver profissionais que estão ali, fazendo o que gostam e porque gostam, e não por obrigação ou para cumprir contrato.

Que o diga Steve Hogarth. O homem é o êxtase encarnado em cima do palco. Incorpora personagens, representa os sentimentos passados pelas letras das músicas, interage com a plateia o tempo todo. A ponto de pegar um copo de bebida de um fã e tomar um gole ou deixar que estes toquem em seus instrumentos... Até mesmo o sisudo Steve Rothery se mostra mais solto, caminhando pelo palco e sorrindo entre um e outro de seus solos classudos... O fantástico Mark Kelly, um dos tecladistas mais subestimados da história, era uma simpatia só, assim como Pete Trewavas e Ian Mosley, uma das cozinhas mais eficientes do progressivo.

O repertório desta apresentação em São Paulo foi perfeitamente de acordo com o título da turnê, que pretende fazer um desfile de alguns dos melhores momentos de sua extensa carreira. Teve para todos os gostos. As mais emocionais, como "No One Can" e "Beautiful", as mais animadas ("Man Of A Thousand Faces", com uma interação sensacional do público, "Cover My Eyes" e "Hooks In You"), momentos mais viajantes com "Power" e "This Strange Engine". E, claro, os momentos de maior êxtase, com alguns dos maiores clássicos da banda. Se "Easter" já foi de cara a segunda música da noite, o melhor ainda estava por vir...

A dobradinha "Warm Wet Circles/That Time Of The Night", no México foi revezada no bis com a trinca "Kayleigh/Lavender/Heart Of Lothian". Eis que naquela noite para deleite dos milhares ali presentes, houve a grata surpresa da execução das duas primeiras ainda na primeira parte do set, arrancando arrepios e lágrimas de muita gente, num dos momentos mais marcantes do show.

Obviamente a tríade do álbum "Misplaced Childhood" foi guardada para a volta ao palco. E foi durante "Lavender" que a interação público/banda atingiu seu auge, com milhares de vozes cantando na íntegra esse clássico.

De alma lavada, os fãs ainda teriam um segundo bis, com a ótima "Neverland", e Steve Hogarth reproduzindo seus ecos fielmente, além da guitarra sentimental de Steve Rothery e suas marcantes linhas sonoras. Pronto! Duas horas cravadas de música da melhor qualidade, ainda melhor e mais empolgante do que a já excelente apresentação de dois anos atrás. Coisas que somente quem gosta de seu trabalho e o faz com prazer é capaz de transmitir...

Vida longa ao Marillion!

Setlist:
1. Gaza
2. Easter
3. Beautiful
4. Power
5. Man of a Thousand Faces
6. No One Can
7. Warm Wet Circles
8. That Time of the Night (The Short Straw)
9. Cover My Eyes (Pain and Heaven)
10. Hooks in You
11. This Strange Engine

1° Bis:
12. Kayleigh
13. Lavender
14. Heart of Lothian

2° Bis:
15. Neverland


Outras resenhas de Marillion (HSBC Brasil, São Paulo, 09/05/2014)

Marillion: Ostentando um ótimo e atual progressivo no show em SP


Tunecore
Receba novidades de Rock e Heavy Metal por Whats App


Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Rock Till You Drop: Marillion - O Script para uma carreira consagrada (vídeo)


Mike Portnoy: os dez melhores discos de rock progressivoMike Portnoy
Os dez melhores discos de rock progressivo

Classic Rock: os 50 maiores álbuns de rock progressivoClassic Rock
Os 50 maiores álbuns de rock progressivo


Ummagumma: Desentendimentos e confusões... o que é rock progressivo?Ummagumma
Desentendimentos e confusões... o que é rock progressivo?

Led Zeppelin: por que Robert Plant não gosta de cantar Stairway to Heaven?Led Zeppelin
Por que Robert Plant não gosta de cantar "Stairway to Heaven"?


Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

Mais matérias de Doctor Robert no Whiplash.Net.