Guaru Metal: o segundo ato do attack metálico

Resenha - Guaru Metal Fest (Guarulhos, 10/08/2013)

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Por Leo Gomes
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

A segunda edição do Guaru Metal Fest trouxe 12 bandas de diversas cidades, mostrando o poder do cenário underground brasileiro. O festival aconteceu no Clube Recreativo em Guarulhos, um local amplo, capaz de receber um bom número de pessoas, com uma ótima estrutura, responsável por suportar a 'barulheira infernal' que bandas como: Vulcano, Crucifixion Br, Woslom, Selvageria, entre outras lhe propuseram. O evento também contou com vários sorteios de prêmios; camisetas, CD's, uma guitarra personalizada, uma tattoo no valor de R$300,00, acessórios e afins.

Agora, você ficará sabendo (ou irá relembrar) alguns dos acontecimentos deste, que já pode ser considerado como um dos melhores festivais realizados do underground tupiniquim.

Fotos: Kennedy Silva
Página no facebook: https://www.facebook.com/KennedyFotografiaShow

A banda de Power/Heavy Metal PUNHO DE AÇO foi responsável pela abertura do evento. Por volta das 17h, o power trio surgido no ano de 2011, de Guarulhos/SP, que tem como proposta resgatar a essência do metal oitentista, com letras cantadas em português, começou a executar seu setlist, infelizmente no local, o público ainda era pequeno, mas isso não fez com que a banda se intimidasse diante da tal situação, muito pelo contrário, a banda nos proporcionou um ótimo show, todos com uma ótima presença de palco, com destaque para o baixista Ismael Mayorga 'Ufo', que não parava um minuto sequer diante das câmeras (sim, a apresentação dos caras estava sendo filmada). Oito músicas foram executadas, dentre elas "Dimensões do Poder", que abriu a lista, "Eu Quero Acreditar", "Irmãos de Metal", "Quebre as Correntes" entre outras.

Na seqüência os gaúchos do CRUCIFIXION BR entram em ação com seu Black/Death Metal tocado de forma crua, rápida e impiedosa. O também "power trio" iniciou suas atividades no ano de 1996, o nome "CRUCIFIXION" foi inspirado na música homônima da banda SEPULTURA. Em 2011 a banda lançou o EP "War Against Christian Souls", eles possuem também um álbum ao vivo, duas demos e uma Split, lançado juntamente com a banda "Dark Torment" intitulada como "Hordes of the Apocalypse".

O som escolhido para abertura do set foi a ensurdecedora "Crucifixion", infelizmente a casa ainda permanecia com um público pequeno, mas pôde-se ver alguns dos amantes do Metal extremo de frente ao palco curtindo o som do trio, onde, logo em seguida foi executada a faixa "Eternal Judgement". Foram sete sons no total e fechando o set mandaram um cover brutal de "Schizo" do VENOM, que aliás, é uma forte influência para a banda, ao lado do já citado SEPULTURA, BEHEMOTH entre outras.

Vale lembrar e também informar aos que não sabem, que a responsável pelos "bumbos infernais" é Juliana Novo "DarkMoon", que deixa muito marmanjo no chinelo, uma prova de que ainda existem mulheres que continuam na luta pelo metal.

Então diretamente de Atibaia/SP, foi a vez do Speed/Thrash do Metallic Crucifixion, em seu set foram executadas as faixas "Metal Destroyer", "Crucificator", "Power Hellish Force", que é um dos sons que mais gosto, inclusive faz parte da Split lançada em 2011 juntamente com a banda de São Paulo/SP Nuclear Decimation (Thrash metal), que foi intutulada como "Metallic Decimation", uma junção com os nomes das bandas, também estava presente em seu set "Witches Rising", entre outras. Durante sua apresentação ocorreram alguns contratempos, que logo foram resolvidos, exceto com relação ao contrabaixo, o instrumento estava com o volume um tanto exagerado, digamos assim, e devido a isso, meio que encobriu um pouco o som da guitarra, que inclusive o responsável pelas seis cordas (Cesar) pediu que aumentassem o volume de seu instrumento, pois no começo da apresentação quase não se ouvia o som, mas o problema foi logo resolvido pelos responsáveis, mesmo com os 'problemas' a banda conseguiu agitar o público que ali estava sedento por metal. A banda iniciou suas atividades em 2010 e atualmente é um quarteto, após a saída do guitarrista Vinicius "Sodomanyak". Até o momento, a banda possui 3 demos lançadas e a Split que foi citada anteriormente.

Pouco tempo depois sobe ao palco o DUNKELL REITER, com seu Thrash Metal vindo diretamente de Contagem, Minas Gerais, o berço do Metal no Brasil. Lá nos meados dos anos 90 a banda surgiu, praticando seu som veloz, lembrando em partes o Dark Angel (EUA), a meu ver. Dentre seus registros, o que mais me chamou atenção foi o EP "Death and Pain", muito recomendado aos que curtem Thrash Metal. A banda conseguiu agitar bastante os que ali estavam assistindo, digamos que seja praticamente impossível não agitar ao som dos caras, que parece transmitir algo aos pescoços alheios, impedindo-os de ficar parados.

Em seguida o WARPRIDE, também de Guarulhos/SP tocou seu Epic Heavy Metal, fazendo-nos lembrar de bandas como Grave Digger, Manowar, Manilla Road, entre outras. A banda nasceu em 2002, teve outros nomes antes de ser conhecida pelo atual.

Com a casa bem mais cheia, comparada a como estava no começo do evento, a apresentação dos caras caiu como uma luva para os que apreciam bandas com tal proposta, que assim como eu, gostei bastante, essa foi a primeira vez que pude vê-los ao vivo e só pude chegar a conclusão de que a banda é realmente muito boa.

O JACKDEVIL de São Luís, Maranhão veio na sequência com seu Thrash Metal. A banda maranhense surgiu em 2010 e desde então lançou uma demo intitulada "Under the Satan Command" (2012) e um EP que leva o nome de "Faster Than Evil" (2013).

A banda se mostrou bastante animada durante o show, com uma boa presença de palco e assim executou seu setlist, dentre alguns dos sons estavam "Faster Than Evil" que foi emendada com "Thrash Or Die", na faixa "Bastards in the Guillotine" o vocal/guitarra André Nadler falou sobre os políticos em nosso país, demonstrando a insatisfação que a banda sente, não só a banda, aliás, com certeza boa parte do público partilha da mesma opinião. A banda tocou oito músicas no total, incluindo um cover do Sepultura da música "Arise" que fechou o seu set.

Após a apresentação do JACKDEVIL foram sorteados alguns brindes, para em seguida dar início a apresentação do FIRE STRIKE (São Paulo/SP).

A banda iniciou as atividades sob o nome de HOLE OF HELL, mudando de nome para CRIMSON FIRE, para mais tarde em 2005, se tornar o FIRE STRIKE e lançaram atualmente um EP intitulado "Lion and Tiger".

O som escolhido para abertura do set foi "True As a Dream", em seguida "Night Fever", "Streets of Fire", também mandaram um cover do Exciter "Die in the Night", o público reagiu de forma muito positiva ao show do quinteto, que assim deu continuidade com sua apresentação e ao finalizar os integrantes se juntaram para saudar os bangers presentes.

O NERVOCHAOS com seu Death metal tocou minutos depois. O show dos caras trouxe dez sons, tocados com fúria total e sem piedade, iniciando o set com "Dark Chaotic Destruction" e dando sequência com "Sheep Amongst Wolves", "Infernal Words", a banda foi bem comunicativa com o público, que após alguns pequenos discursos voltava a porradaria sonora, outros sons que também fizeram parte do set foram "Total Satan", "Pazuzu is Here" e não esquecendo de citar sobre o último som "Pure Hemp", que a banda ofereceu à todos os maconheiros. Foi uma ótima apresentação dos caras. A banda surgiu em 1996 na capital de São Paulo, possuí 5 álbuns de estúdio lançados, algumas demos e também um álbum ao vivo.

A banda que tocou em seguida foi o DRAGONHEART, o quarteto que pratica um Power Metal, abordando temas medievais e fantasiosos, surgiu em 1997 e possuí três álbuns de estúdio.

A apresentação da banda fez com que o público cantasse junto várias de suas músicas, infelizmente alguns problemas ocorreram com o microfone de Mauricio Taborda Vocal/Baixo, mas nada que prejudicasse o show dos caras.

Por volta das 2h20, sobe ao palco a atração principal da noite, os pioneiros do metal brasileiro VULCANO, para minutos depois iniciarem sua destruição sonora, tocando vários clássicos imortalizados como: "Satanic Legions" (que abriu o set), "Witche's Sabbath", "Ready to Explode", durante a execução de "Dominios of Death" o vocalista Luiz ergueu o dedo do meio apontando para o céu. Aliás, essas duas últimas faixas citadas, fazem parte do melhor álbum da banda, a meu ver, fiquei contente em tê-las ouvido ao vivo.

Ao final de cada música a banda era aplaudida com o público gritando pelo seu nome, mas o ponto mais alto da apresentação estava reservado para o final, quando foram tocadas as faixas "Total Destruição" emendada com "Guerreiros de Satã" (que foi pedida diversas vezes), foi nessa hora que pôde-se ouvir grande parte do público cantar juntamente com a banda cada verso.

E ao finalizar a dobradinha (que vieram a ser as últimas da lista), o público gritava pedindo por mais sons, mas infelizmente não rolou e então a banda encerrou sua apresentação.

Durante o evento, houve algumas etapas do sorteio da guitarra, até que finalmente chegou o momento em que seria escolhido o ganhador, o som escolhido desta vez para performance, foi "Battle Hymns" do Manowar, entre os três finalistas ficaram: Sol, Wagner Vieira e Jucie Lord, sendo que o vencedor foi Wagner, que agradeceu aos que o apoiaram e citou um breve discurso falando sobre o metal nacional.

Na sequência o SELVAGERIA invade o palco com seu Speed metal, banda que surgiu em 2005 na capital de São Paulo, sua primeira e única full-length foi lançada em 2009 e leva o mesmo nome da banda.

Assim como o PUNHO DE AÇO, os caras cantam suas letras em português e o show deu início com a música "Metal Invasor", o público tinha as letras na ponta da língua, ao finalizar a música, o vocalista Gustavo perguntou ao público se queriam álcool, vários bangers se manifestaram e então ele pediu-lhes que erguessem suas 'taças'. Na execução da música "União Total", o público estava novamente cantando junto com a banda, os bangers invadindo o palco a todo momento para mergulhar no público, para o Stage diving, melhor dizendo.

Vários pediam para que a banda tocasse "Stronger than Steel" dos alemães do Iron Angel, música que sempre tocam em seus shows. O pedido foi atendido logo após a execução de "Àguias Assassinas", o público, assim como nas próprias músicas da banda, cantou juntamente. Todos agitaram do começo ao fim, essa foi sem dúvidas, uma das apresentações mais enérgicas do fest.

Assim estávamos chegando ao fim do evento, que foi sem dúvidas marcante e sensacional, e assim esperamos que venham as próximas edições. Os caras do WOSLOM foram os responsáveis pelo encerramento do rolê, banda que já tem mais de dez anos de estrada e dois álbuns de estúdio lançados. Os caras iniciaram seu setlist por volta das 4:10, infelizmente muito antes da banda começar a tocar, uma certa quantidade de gente já havia deixado o local, claro que é totalmente compreensível que muitos moravam muito longe dali e, por isso não tiveram escolha, mas alguns permaneceram para prestigiá-los, e se enganou quem achou que a banda se intimidaria pela falta de público, foi exatamente o contrário, tocaram com muita energia, eu nunca os tinha visto antes, conhecia seu som apenas pela internet.

Logo de início foi executada a faixa "Beyond Inferno" e já pude sentir o que estava por vir, me impressionei com o que os caras são capazes de fazer no palco, em seguida "Soulless", "Haunted by the Past" e assim por diante seguiram com sua apresentação, o som escolhido para fechar o setlist foi "Mortal Effect" (música que inclusive possui um vídeo oficial).

E para finalizar, essa foi a sensacional segunda edição do GMF, com 12 bandas, aproximadamente 12 horas de duração, organização, som, luz, local, tudo de ótima qualidade. Que venham as próximas edições, para a alegria de todos os bangers.

Galeria de imagens do evento:
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Sobre Leo Gomes

Nascido na Capital de São Paulo, no mesmo ano em que sua banda favorita lançou o álbum "Painkiller" (Judas Priest), iniciou no Rock por volta dos 14/15 anos, quando um amigo de escola lhe emprestou alguns CD's, desde então, a música se tornou o seu maior vício. Além de Judas Priest, tem como bandas favoritas: Queen, Manowar e, é também, apaixonado por Secos & Molhados e admira muito a banda Engenheiros do Hawaii.

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