Kiss: um show direto e cheio de punch no Rio de Janeiro

Resenha - Kiss (HSBC Arena, Rio de Janeiro, 18/11/2012)

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Por João Paulo Linhares Gonçalves
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Antes de começar a falar do show em si, vamos reclamar um pouco: da organização do HSBC Arena, que abriu os portões com mais de uma hora de atraso! Cadê o respeito com o público, que mofou fazendo fila do lado de fora? Ainda por cima, na entrada, insistiram em uma revista super detalhada. Se queriam fazer uma revista tão minuciosa, poderiam abrir os portões mais cedo, não? É capaz de muitos fãs, graças a este desrespeito, terem perdido o show do Viper, banda de abertura. Eu só consegui entrar às 19:30, apenas meia hora antes do show de abertura, e cheguei mais cedo. Quem chegou um pouco mais tarde, provavelmente perdeu parte ou todo o show...

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E, falando sobre o show de abertura, o Viper mandou muito bem, explorando o pouco tempo que tinha com um repertório enxuto, adequado para a abertura, finalizando com os clássicos "Living For The Night" e "Rebel Maniac", além da cover eficiente do Queen, "We Will Rock You". O público cantou junto as principais canções e recepcionou a banda muito bem. Uma abertura de respeito para o show.

Se tive que reclamar da organização da casa de espetáculos, devo agradecer ao profissionalismo da banda principal, o Kiss, que entrou pontualmente às 21h. Após apagar as luzes e baixar o pano com o logo da banda, a histeria do público tomou conta, muitos gritos, e quase todo mundo repetindo palavra por palavra o anúncio da banda daquele jeito tradicional e clássico que já ficou famoso. A banda surge do alto, em cima de uma plataforma que foi baixando até o palco, já detonando um de seus principais clássicos, "Detroit Rock City", para delírio de todos os presentes. O palco desta turnê me pareceu mais interessante que o da turnê anterior que aportou no nosso país, em 2009. Outra coisa que fiquei receoso, para este show no Rio de Janeiro, marcado para um ginásio fechado, foi as explosões e pirotecnia, mas acho que os efeitos funcionaram ainda melhor, aumentando o impacto. Sem enrolar, a banda emendou outros dois clássicos, "Shout It Out Loud" e "Calling Dr. Love". Hora de promover o novo álbum, e duas canções novas tem espaço, com boa recepção, especialmente o single "Hell Or Hallelujah".

Paul Stanley, o mestre de cerimônias, anuncia que a banda tocaria uma canção do disco "Creatures Of The Night", e somos presenteados com o grande clássico "I Love It Loud", cantado a plenos pulmões por toda a plateia. A seguir, era a hora de Tommy Thayer brilhar, e ele canta mais uma canção do álbum "Monster", "Outta This World" - com direito a rápidos solos de Tommy e de Eric, que brincou com o público usando uma bazuca. Hora do grande demônio brilhar e dar seu show, com direito a seu tradicional solo de baixo, cuspida de sangue e voo para o alto do palco, para cantar o clássico "God Of Thunder" com sua voz cheia de efeito. Stanley então anuncia "Psycho Circus", que tem uma recepção calorosa do público (nem imaginava que esta canção era tão querida...). Uma de minhas preferidas vem a seguir, "War Machine", e rapidamente a seguir começa o voo de Paul Stanley por sobre a plateia, rumo ao pequenino espaço no fundo do ginásio, de onde ele canta "Love Gun", levando a galera localizada no fundo ao delírio. Encerrando a primeira parte, temos uma grande execução para "Black Diamond", cantada por Eric Singer.

A banda demora a retornar para o bis, e ainda anuncia que não mais tocaria. Stanley ainda brinca e provoca o público se referindo ao show do dia anterior em São Paulo (rola uma sonora vaia, coisa daquela rivalidade boba entre Rio e Sampa). Depois de muitos gritos histéricos do público, eles mandam "Lick It Up", com direito a um pequeno trecho do clássico "Won't Get Fooled Again", do The Who, no meio da música. "I Was Made For Lovin' You", apesar de remeter a uma época de crise na banda, é muito bem recebida e o grand finale não poderia ser outro senão "Rock And Roll All Nite", com direito a muito papel picado e uma festa grandiosa de todo o público, pulando, gritando, dançando, se acabando mesmo. Fim de um belo show, mais uma turnê do Kiss pelo Brasil, agora que somos lembrados pelos grandes nomes do rock, a banda marca presença quase constante nos nossos palcos. Ainda bem!!

Particularmente, eu achei este show melhor que o de 2009, pelo menos aqui no Rio de Janeiro - lembremos que o show anterior no Rio teve um temporal no meio e a Apoteose ficou meio vazia. Com a HSBC Arena mais cheia, e com efeitos pirotécnicos realçados pela fato de estarmos em um ginásio, tivemos um show mais direto e com mais punch. Adicione também a estes fatores o entrosamento e empolgação da banda, que me pareceram melhores neste show. Mas estas foram minhas impressões, o que vocês acharam? Deixem suas impressões nos comentários!

Setlist do show:

"Detroit Rock City"
"Shout It Out Loud"
"Calling Dr. Love"
"Hell Or Hallelujah"
"Wall Of Sound"
"Hotter Than Hell"
"I Love It Loud"
"Outta This World"
"God Of Thunder"
"Psycho Circus"
"War Machine"
"Love Gun"
"Black Diamond"

Bis:
"Lick It Up"
"I Was Made For Lovin' You"
"Rock And Roll All Nite"

Confira fotos do show no blog Ripando a História do Rock.

http://ripandohistoriarock.blogspot.com.br. Até o próximo show!!


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Sobre João Paulo Linhares Gonçalves

Roqueiro convicto, de carteirinha, desde os treze anos de idade. Já tive diversas bandas preferidas: de Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath a The Who, Pink Floyd e Rolling Stones. O heavy metal sempre me atraiu muito, mas o rock praticado nos anos 60 e 70 é fascinante e estou sempre escutando. De vez em quando, dou chance ao punk, rock alternativo, blues, até ao jazz e MPB, pra variar.

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