Kiss: Rock n' Roll e um impressionante espetáculo visual

Resenha - Kiss (HSBC Arena, Rio de Janeiro, 18/11/2012)

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Por Gabriel von Borell
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Sendo uma das bandas mais importantes de hard rock, o KISS fez o seu último show da turnê brasileira neste domingo (18), na HSBC Arena, localizada na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Com um público menor do que o esperado, provavelmente em função do alto preço dos ingressos, a banda liderada pelos remanescentes Paul Stanley (guitarra e voz) e Gene Simmons (baixo e voz) confirmou mais uma vez a sua competência para aliar rock n' roll a um impressionante espetáculo visual e pirotécnico.

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Fotos: Rodrigo Simas

Enquanto o público ainda chegava ao local da apresentação, o Viper, que tem André Mattos como vocalista, buscava entreter a plateia durante sua meia hora de show. Depois, não demorou muito para o KISS surgir no palco após o Viper se despedir do público. Foi tempo suficiente para os cerca de 9.000 fãs, segundo estimativas, se acomodarem dentro da HSBC Arena para curtir todo o circo, no bom sentido, que estava por vir.

Assim como aconteceu durante a turnê anterior do KISS no Brasil, em abril de 2009, fãs de todas as idades se inspiraram no visual do grupo e exibiam seus rostos pintados por todos os setores da casa de shows. Já os mais contidos se limitavam às camisas com a logo da banda, ou apenas uma blusa escura mesmo. E eis que, pontualmente, às 21h, o telão mostrava a caminhada do quarteto norte-americano em direção ao palco, para delírio da empolgada plateia.

Enquanto que Stanley e Simmons apareceram no alto de uma plataforma de 10 metros acima do palco ao lado do guitarrista Tommy Thayer, o baterista Eric Singer surgia ao fundo, ficando em segundo plano. Então, depois de um breve contato com os cariocas, as duas plataformas desceram e o KISS deu início ao show com a clássica "Detroit Rock City", do álbum "Destroyer" (1976), que de cara agitou os fãs. Na sequência veio "Shout It Out Loud", presente no mesmo disco e que foi ainda mais bem recebida pelo público, e "Calling Dr. Love", faixa de "Rock and Roll Over", outro trabalho do KISS lançado em 1976.

Entre labaredas, explosões e gritos uníssonos de "Kiss, Kiss, Kiss!", Stanley e cia entraram na sequência que trazia duas canções do novo disco do grupo, "Monster" (2012). Embora a empolgação não tenha sido a mesma, a plateia vibrou com "Hell or Hallelujah" e "Wall of Sound". Mas a temperatura logo esquentou com a dobradinha de "Hotter than Hell", do álbum homônimo de 1974, e "I Love It Loud", do disco "Creatures of the Night" (1982), uma das músicas mais populares da banda. Antes da última, Simmons cuspiu fogo e em seguida foi reverenciado pela plateia.

Como manda a tradição, todos os integrantes do KISS cantam e era a hora do guitarrista, Thayer, assumir os vocais e cantar "Outta this World", outra do último álbum do grupo. Depois, Thayer ficou sozinho no palco junto com Singer e os dois fizeram um número solo de guitarra e bateria. Ao final da demonstração das habilidades individuais da dupla, Singer fechou o número "atirando" um foguete através de uma bazuca e derrubando spots de luz, que caíram sobre o palco. Enquanto isso, Simmons voltou à cena para derramar sangue pela boca e exibir sua língua avantajada durante seu número solo. Momento clichê sim, mas que os fãs adoram.

O baixista, então, foi içado por dois ganchos e cantou "God of Thunder" de uma altura acima dos refletores do palco. O show teve sequência com "Psycho Circus", presente no disco de mesmo nome lançado em 1998, e "War Machine". Em seguida veio o esperado momento em que Stanley encara uma tirolesa que atravessa todo o público, e para em uma plataforma do outro lado do palco, durante a execução de "Love Gun". Se em 2009 o público carioca voltou para casa frustrado em função de a música, e consequentemente da tirolesa, ter sido cortada em função da chuva, dessa vez a lembrança serviu para testemunhar o momento com ainda mais empolgação.

"Black Diamond", interpretada pelo baterista Singer, fechou a apresentação do KISS no Rio de Janeiro com 1h10 de show até então. Quando a banda retornou para o palco, Stanley brincou dizendo que, apesar de amarem o Rio de Janeiro, eles voltaram para dizer adeus aos fãs porque parecia que a plateia estava cansada e queria ir embora. Mesmo sob o potente protesto do público, o vocalista continuou provocando os fãs. Stanley disse: "Tocamos em São Paulo ontem e eles foram incríveis. Vocês querem ser o número um? Então façam barulho!". E os cariocas reagiram.

O comportamento da plateia na sequência final com "Lick It Up", "I Was Made for Loving You Baby" e "Rock and Roll All Nite", foi selvagem. E com a previsível, porém indispensável, chuva de papel picado, o KISS encerrava, pouco depois de 22h30, mais uma passagem pelo Brasil. Embora em uma apresentação bem mais curta que a da última turnê, dessa vez foram cerca de 1h35 de show somente, os fãs se mostraram satisfeito com tudo aquilo que viram. Principalmente se tratando de um grupo prestes a completar 40 anos de estrada.

E ao som de "God Gave Rock n' Roll to You", o "KISS Army", como a própria banda se refere a quem vai aos shows, se dirigiu às saídas da HSBC Arena imaginando o que aqueles jovens senhores ainda aprontarão no futuro.

Set list:

1- Detroit Rock City
2- Shout It Out Loud
3- Calling Dr. Love
4- Hell or Hallelujah
5- Wall of Sound
6- Hotter Than Hell
7- I Love It Loud
8- Outta This World/ Jam (Thayer e Singer)
9- Solo (Simmons)
10- God of Thunder
11- Psycho Circus
12- War Machine
13- Love Gun
14- Black Diamond
Bis:
15- Lick It Up
16- I Was Made for Lovin' You
17- Rock and Roll All Nite


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Sobre Gabriel von Borell

Gabriel von Borell, nascido em 30/03/85, jornalista. Não vive sem música e também não se apega a rótulos musicais. Acredita que todo preconceito é burro, inclusive o musical. Escuta de tudo um pouco, considerando que um jornalista deve estar aberto pra conhecer e comentar sobre qualquer músico ou banda. Pode ser encontrado no Twitter em @gabrielborell.

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