John Lawton: Em São Paulo, inédito, surpreendente e carismático
Resenha - John Lawton (Blackmore Rock Bar, São Paulo, 12/02/2009)
Por Humberto Domiciano de Paula
Postado em 25 de fevereiro de 2009
John Lawton é um vocalista que tem mais de 45 anos de experiência. Passou por diversas bandas, mas ficou conhecido mesmo pelo excelente trabalho no Lucifer’s Friend e principalmente no Uriah Heep. Pela primeira vez no Brasil, o vocalista fez a primeira de uma série de apresentações em São Paulo, no Blackmore Rock Bar.
Fotos: Fábio Sales
A troca de integrantes sempre foi uma coisa comum para diversas bandas. Deep Purple, Black Sabbath, Yes são exemplos claros disso. No entanto, a mudança de vocalistas costumava causar alguma polêmica.
No caso do Uriah Heep, a história não foi diferente. Quando a saída de David Byron foi definida em 1976, o guitarrista Mick Box encontrava dificuldades para substituir um vocalista tão marcante. Cogitou-se até mesmo a entrada de David Coverdale (DEEP PURPLE, WHITESNAKE). Mas a solução encontrada foi John Lawton, que já tinha uma sólida carreira ao lado do LUCIFER’S FRIEND.
Esse mesmo Lawton esteve em São Paulo pela primeira vez e durante pouco mais de uma hora e meia desfilou clássicos do Heep, da sua carreira-solo e do Lucifer’s Friend.
A apresentação aconteceu no Blackmore Rock Bar e justamente por se tratar de um local menor, o show teve um clima bastante intimista.
Para a abertura, Lawton escolheu "The Hanging Tree", primeira música do álbum "Firefly", que marcou sua estreia no Uriah Heep. Por se tratar de uma música forte, o vocalista apresentou excelente forma.
Na seqüência, o primeiro clássico da era Byron: "Stealin’", a faixa do álbum "Sweet Freedom", levantou os cerca de 200 fãs que estavam na casa. Vale destacar que a banda que acompanhou Lawton executou com muita fidelidade e precisão as músicas do Heep, tarefa bastante complicada.
Logo depois, o vocalista tocou "Still Paying My Dues", música de sua carreira solo e emendou outro clássico: "The Wizard", um som que dispensa maiores apresentações e independentemente da formação ou da época, sempre emociona o público.
Aproveitando o momento mais relaxado, Lawton brincou com a platéia antes de tocar a balada "Come Back to Me", do disco "Fallen Angel", seu derradeiro no Uriah Heep.
Na minha opinião, dos três álbuns de Lawton no Heep, o mais forte é "Innocent Victim", de 1977. E ele foi prestigiado com uma boa versão da pesada "Free n’ Easy".
Após mais uma música de sua banda solo, a boa "Reach Out" e da primeira do Lucifer’s Friend, "Burning Ships", Lawton iniciou mais uma seqüência de tirar o fôlego.
Primeiro pegou o violão e executou "Lady in Black", seguida por "Wise Man", "Easy Livin’", "July Morning" e "Free Me".
A opção de intercalar músicas suas com clássicos da fase de David Byron, foi acertada, já que Lawton conseguiu resgatar uma parte do clima do álbum "Live in Europe", único registro ao vivo oficial daquela fase do Uriah Heep.
Para o bis, o vocalista reservou apenas duas músicas: "Sympathy", do "Firefly" e "Ride the Sky", principal clássico do Lucifer’s Friend.
Por fim, a apresentação deixou boa impressão. Se Lawton não é um vocalista tão famoso, ele compensa isso com carisma e capacidade vocal excelentes.
Set-List
1-The Hanging Tree
2-Stealin’
3-Still Paying My Dues
4-The Wizard
5-Come Back to Me
6-Free n’ Easy
7-Reach Out
8-Burning Ships
9-Lady in Black
10-Wise Men
11-Easy Livin’
12-July Morning
13-Free Me
Bis
14- Sympathy
15- Ride the Sky
Outras resenhas de John Lawton (Blackmore Rock Bar, São Paulo, 12/02/2009)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Steve Harris defende o criticado álbum do Iron Maiden que foi gravado num celeiro
A expectativa de Derrick Green para uma banda pesada depois do Sepultura
19 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de agosto
Megadeth anuncia turnê europeia com Black Label Society e Testament para 2027
Fabio Lione reage extremamente irritado após Circo Voador admitir erro sobre show
11 bandas que nunca fizeram um disco tão bom quanto o primeiro
O dia em que Steve Harris foi a um show do Metallica e elogiou Dave Mustaine
O rival que Eddie Van Halen achava sem feeling: "Será que é assim que me enxergam?"
O melhor álbum e a melhor faixa do heavy metal de 1980, segundo a Noise Creep
5 clássicos do rock que chegam ao ápice já na introdução, segundo a Far Out Magazine
5 hits de 2001 que ainda serão ouvidos 100 anos depois, segundo a Far Out
O álbum do Judas Priest que não fez sucesso no lançamento, mas virou um clássico
O clássico do Black Sabbath em que Ronnie James Dio atingiu a nota mais alta de sua carreira
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Lucas Inutilismo
Canhão do palco cai do lado e assusta Brian Johnson durante show do AC/DC em Las Vegas
Os três solos de guitarra listados por Jeff Beck como seus favoritos
Matanza: do dinheiro ao cansaço, Jimmy London conta por que a banda acabou
Quem é a pastora que foi grande responsável pela conversão de Rodolfo do Raimundos



Masters of Voices (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 13/07/2026)
Com toda sua experiência e talento do seu novo vocalista, Nazareth conquista o público mineiro
Covil Brutal recebe Sentence, Pathologic Noise e Critical Fear em Belo Horizonte
Prime Rock Brasil 2026 reúne gerações do rock nacional em noite histórica no Mineirão
Masters of Voices agita o público em Belo Horizonte
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



