Dream Theater: Comentários sobre os dois dias de show em Tokyo, em Jan
Resenha - Dream Theater (Kokusai Forum, Tokyo, 12 e 13/01/2006)
Por Rodrigo Altaf
Postado em 03 de fevereiro de 2006
E chegava a hora do Dream Theater visitar Toquio mais uma vez. O Japão já presenciou inúmeros shows da banda, mas de alguma forma cada vinda ao país adiciona uma nova página marcante na trajetória do grupo.
Na tour de divulgação de Octavarium, um trabalho cheio de influências acumuladas por cada membro ao longo dos anos, a banda decidiu tocar pelo menos uma música de cada álbum em todos os shows, e continuou com a tradição de tocar um álbum clássico do rock na íntegra cada vez que fizer dois shows seguidos na mesma cidade. Para isso, a idéia de não contar com bandas de abertura e adotar o formato "an Evening with Dream Theater", com shows chegando a durar três horas e meia, parecia ideal.
Dream Theater - Mais Novidades
O primeiro show começa com a primeira música do novo álbum, The Root of All Evil. Depois disso, datas de lançamento dos seus outros trabalhos e as suas respectivas capas aparecem no telão na ordem inversa, e assim toda a história do Dream Theater é repassada, desde o primeiro trabalho, When Dream and Day Unite, até os tempos mais recentes. O que se vê é uma banda precisa e afiada na medida, e é notavel o quão empolgados os músicos estão em tocar juntos, apesar do silêncio da platéia do Kokusai Forum. Músicas como Under a Glass Moon e Caught in a Web, tocadas à exaustão pela banda ao longo dos anos, amadureceram bem, e pareceram tão atuais quanto o novo material. E para mostrar o cuidado com a escolha das músicas para essa nova tour, a banda ainda tirou do armário Another Won, de uma época distante em que eles ainda se chamavam Majesty.
Uma coisa que não se pode acusar o Dream Theater de fazer é renegar suas influências. Ao contrário, o grupo insere em shows pedaços de músicas das suas bandas favoritas sempre que possível. Nessa noite, em particular, foram tocadas partes de Necromancer, do Rush, Wish You Were Here do Pink Floy e Wherever I May Roam e Enter Sandman do Metallica, todas misturadas na lenta Peruvian Skies. E quando a faixa titulo do novo álbum foi executada, todos os artistas citados na letra foram representados no telão, de Dave Lee Roth a Peter Frampton, de Genesis a Nuclear Assault.
O show do dia 12 de Janeiro terminou com uma versão impecável de Metropolis Part I, mas o melhor ainda estava por vir: ao final da ultima música, o vocalista James LaBrie anunciou que a próxima noite seria especial, com a banda recriando na íntegra um album muito importante da história do rock.
Por falar em LaBrie, é notável o quanto ele melhorou ao longo dos anos. Após sofrer uma intoxicação alimentar há mais ou menos dez anos atras, e arruinar suas cordas vocais, ele está de volta a sua melhor forma, e sua voz está atingindo notas nunca imaginadas em outras tours. Ele já foi muitas vezes apontado como o elo fraco da banda, inclusive pelos fãs, mas esse com certeza não é mais o caso.
Na guitarra e no baixo, os amigos de longa data John Petrucci e John Myung foram perfeitos, e mostraram que a prática constante é importantíssima, mesmo quando a sua banda já está no mercado há vinte anos.
No segundo show, é mostrado um pouco mais do novo album, com as músicas Panic Attack e Never Enough, que empolgaram a galera. Uma surpresa desse setlist foi a inclusão de Raise the Knife, outra das músicas que só os fãs conhecem, que havia sido deixada de fora do álbum Falling Into Infinity por razões comerciais. Home fechou a primeira parte desse show, com os duelos de guitarra e teclados arrancando aplausos da platéia, que normalmente fica bastante quieta.
Para a segunda parte desta noite, a banda tocou sua versão para o álbum Made in Japan, do Deep Purple. Cada detalhe foi recriado com perfeição, desde as microfonias até o ato dos integrantes de afinarem seus instrumentos juntos antes de cada música. Alguns números funcionaram bem, como Highway Star, Lazy e Smoke on the Water, mas houve algumas escorregadas em Child In Time. Foi divertido ver Jordan Rudess recriar sons de orgão Hammond em seu teclado hiper moderno, e Mike Portnoy fazer suas viradas lembrando o Ian Paice, inclusive em seu solo. Foi uma boa escolha de álbum a ser "coverizado", e a platéia japonesa respondeu bem, ja que o Deep Purple é uma das bandas mais queridas na Terra do Sol Nascente.
As duas últimas músicas foram a emocionante The Spirit Carries On e o primeiro sucesso do grupo, Pull Me Under. Após o show, ficou provado que o Dream Theater tem uma qualidade muito rara na música atual: nunca se sabe qual vai ser o próximo passo dessa banda. A platéia deixou o teatro inegavelmente satisfeita, e percebia-se que cada pessoa no local se perguntava qual seria a próxima direção a ser tomada pelo quinteto novaiorquino.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ex-baterista do Black Sabbath considera Tony Iommi um dos músicos mais fáceis de lidar
O principal problema do novo documentário dos Raimundos, segundo Digão
Mortiis cita o Sarcófago entre as poucas referências do black metal no início dos anos 90
O megastar maior que o Pink Floyd cujo show David Gilmour achou apenas "mediano"
A insana rotina matinal de Lemmy revelada pelo baterista do The Clash
Quanto do Angra pertence a Felipe Andreoli, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro
A estrela de Hollywood que ajudou a transformar uma canção em clássico do Guns N' Roses
Skid Row anuncia versão remasterizada de coletânea, que será lançada em novembro
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Qual banda do Big Four do thrash metal possui a discografia de estúdio mais extensa?
Joe Lynn Turner explica diferenças entre trabalhar com Ritchie Blackmore e Yngwie Malmsteen
Metallica contribuiu para a ascensão do grunge e do Nirvana, segundo Kirk Hammett
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
O álbum do Pink Floyd que fez Kate Bush pensar em desistir de escrever músicas
Justin Hawkins (The Darkness) considera história do Iron Maiden mais relevante que a do Oasis
Andreas diz que jeito que Eloy escolheu para comunicar saída do Sepultura foi "esquisito"
O maior disco de todos os tempos, na opinião de Geddy Lee, baixista e vocalista do Rush

Existe uma banda de metal para cada tipo de chefe e você vai reconhecer o seu
Mike Portnoy elogia "Cursum Perficio", novo disco do Anthrax
A música do Yes que serviu de inspiração para Dream Theater e Sepultura
Cinco subgêneros do metal que despertam amor e ódio
Mike Portnoy relembra álbum do Dream Theater que traz Torres Gêmeas em chamas na capa
As únicas 11 músicas do Dream Theater que são boas, segundo Regis Tadeu
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida



