Hammerfall: Passando por cima das críticas com sua música

Resenha - Hammerfall (Master Hall, Curitiba, 02/06/2005)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Clovis Roman
Enviar Correções  












O Dragonheart fazia o show de lançamento de seu novo CD, "Vengeance In Black". Então, mandaram basicamente só músicas novas, como "Eyes Of Hell". A primeira cover da noite foi a indefectível "Rebellion", do Grave Digger - onde é possível notar a incrível semelhança das vozes do baixista Taborda e do frontman alemão. Depois, a apresentação da banda, sempre seguida de "Dinasty and Destiny", do álbum Underdark; e "The Blacksmith", do aclamado "Throne Of The Alliance". Encerraram sua excelente apresentação com "Into The Storm", do Blind Guardian. A banda bem que poderia fazer uma turnê européia, afinal, já tem experiência suficiente para isto - além de já contarem com 3 álbuns excelentes nas mãos.

Depois de uma boa espera, o Hammerfall sobe ao palco. E logo nas primeiras músicas, já mandaram clássicos como "Riders Of The Storm", "Renegade" e a magnífica "Let The Hammerfall". "Living In Victory", do álbum Renegade, foi a seguinte.

O solo de bateria de Anders Johansson foi divertido. O musico puxou a levada inicial de "Run To The Hills", e na parte onde entraria a guitarra, ele vai ao microfone e começa a cantarolar a melodia, com uma voz engraçadíssima. Depois, pede ao público que cante as guitarras enquanto ele toca - e foi prontamente atendido. Também arriscou a entrada de "Painkiller" (e foi acompanhado pelo guitarrista Stefan Elmgren, que estava atrás do palco), que levou o público ao delírio. Finalmente solos que não torram a paciência do espectador. A banda volta e manda mais uma música nova: "Fury Of The Wild". A banda, durante "Glory To The Brave", encenou um desentendimento entre Joacin Cans e Stefan, onde o guitarrista começava a tocar riffs de algumas bandas famosas, como Iron Maiden. Cans desligava o pedal do guitarrista, na esperança que ele voltasse a tocar a música do Hammerfall. No meio de toda esta brincadeira, a banda toca um bom pedaço de "Enter Sandman", do Metallica (até o primeiro refrão).

Depois desta, era a vez da música que dá nome a banda: "Hammerfall", cantada em uníssono pelo público. Depois de "Hammer Of Justice", o grupo mandou 3 clássicos que animaram ainda mais a platéia, a cadenciada "Crimson Thunder", a metal till' the bone "Templar Of Steel", e "Heeding The Call" - nesta, Cans ouve visivelemten empolgado o público cantando seu refrão, antes mesmo da canção ser iniciada. A nova, porém já hit, "Blood Bound" foi a penúltima música do setlist, e se mostrou perfeita para ser tocada ao vivo. Para encerrar, atendendo aos pedidos ensurdecedores, tocaram a poderosa "Hearts On Fire". A banda agradece ao público e se despede, e assim acaba a noite do Metal no Curitiba Master Hall. Podem falar o que quiserem, que a banda é mais um sub-produto da Rock Brigade, ou qualquer outra crítica infundada - o Hammerfall passa por cima de tudo isto com sua música, provando que é capaz de fazer um excelente show.