Heavy Metal: o papel do visual no gênero
Por João Marcelo
Postado em 08 de outubro de 2012
"A imagem visual possui uma grande importância no Heavy Metal". Foi a partir desta frase, publicada no site Wikipedia na página que faz referencia ao gênero, que despertou a minha curiosidade de analisar se a aparência e as características físicas realmente tem importância nessa vertente da música.

Ao analisarmos superficialmente as pessoas que estão envolvidas com o Rock/Metal, a primeira característica visual que percebemos é a adoção de cabelos compridos. Esse costume foi herdado do movimento hippie pelas primeiras bandas surgidas no início da década de setenta, que começaram a definir a base do que seria chamado posteriormente de Heavy Metal, aspecto logo copiado pelos fãs para ficarem parecidos com seus ídolos e se identificarem como parte de um mesmo núcleo, como algo que pudesse diferenciá-los dos cidadãos moralistas, os "caretas", que achavam essa prática rebelde e subversiva.
Logo em seguida percebemos uma forte tendência para a utilização de jaquetas de couro e a preferência pela cor preta, fator fortemente baseado nas vestimentas de grupos como BLACK SABBATH e JUDAS PRIEST, esse último acrescentando tachas, correntes e tudo que satisfizesse a vontade de seu front-man ROB HALFORD.

O jeans azul é outra marca registrada no aspecto físico condizente a imagem padrão do "uniforme" clássico dos fãs de Heavy Metal. Popularizada por grupos como MOTÖRHEAD & GIRLSCHOOL, a prática definiu a utilização dessa peça de roupa como padrão, tanto para o público feminino como masculino.
Dentre os diversos aspectos que caracterizam as dezenas de subgêneros existentes no Metal, abordei apenas os mais utilizados para ilustrar o tema e me permitir voltar ao questionamento inicial do texto. O que surgiu como uma prática de rebeldia com o aspecto visual vigente da época acabou se tornando um padrão a ser seguido, um uniforme muitas vezes necessário para ser aceito entre os grupos de "headbangers". Se durante a década de 1980 o ato de utilizar cabelo comprido aqui em nosso país era mal visto e tratado como ato de delinqüência juvenil, atualmente é aceito e enquadrado no rótulo "Moda Metal", não quer dizer mais nada, não representa mais nenhum tipo de oposição e sim um modelo a ser copiado. Partindo para o segundo ponto, a utilização de jaquetas de couro e a preferência pela cor preta. Analisem que essa prática foi popularizada na Europa, um continente frio e nevado, e não na América do Sul, composta por países tropicais. O ato de usar uma jaqueta de couro em um país como o Brasil só mostra a figura caricata que é o metalhead sul-americano tentando se enquadrar no molde europeu, que não condiz de forma alguma à sua realidade. A utilização exclusiva ou majoritária da cor preta se encaixa no mesmo aspecto, já que uma superfície preta não reflete nenhuma cor, absorvendo todas as luzes e transformando-as em calor, algo totalmente contraditório para um país onde a temperatura chega a 40º. O jeans azul que marcou o vestuário dos headbangers no século XX atualmente também não quer dizer absolutamente nada. Uma peça jeans utilizada por um integrante de um grupo de Hard Rock provavelmente é comprada na mesma loja onde visita artistas como LUAN SANTANA e GUSTAVO LIMA.
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