Dinossauros na Terra: sagração do culto à memória
Por Nino Lee
Postado em 13 de abril de 2010
Se vivo, o que Lester Bangs diria do atual panorama do GUNS N’ROSES e das bandas que hoje ainda resistem ao tempo?
Conhecido por defender o rock em seu estado mais bruto e visceral, Lester quando quis foi honesto e impiedoso ao disparar sua ferocidade até mesmo contra seus próprios ídolos por não aceitar transformações que em sua visão os afastavam da essência que fez com que eles fossem dignos de sua reverencia.
Não sei e nunca saberei o que ele pensaria a respeito da explosão do GUNS N' ROSES em sua época dourada, talvez ele preferisse o NIRVANA, mas certamente se pudesse escolher um momento entre a fase áurea e a atual da banda de Axl, com certeza ficaria com o que representava a banda em seu estado mais brutal e selvagem, o espirito mais puro, a novidade e o frescor de algo que ali rompia barreiras, um mito transgressor e delinqüente, mesmo que logo em seguida essa transgressão acabasse envolta em toda pompa que ele tanto detestava no rock, as garras da indústria que ao seu ver matou a pureza da música que ele mais admirava, o sentido de uma obra de arte maldita mas irresistível e de impacto irreversível no cérebro das pessoas.
Hoje Axl ainda está ali vestido em seu manto de excentricidade e as pessoas que lotaram os shows da turnê na América Latina também estavam lá, mas será que estavam lá pelo que o "Guns" é hoje?
Pensando como Lester eu diria que todos que estavam diante de Axl e sua nova banda vibrando com clássicos que moldaram uma geração, ali se encontravam porque o rock está morto, de certa forma.
Antes de me crucificarem por estas palavras deixem que eu possa explicar meu pensamento, afinal em bem pouco tempo tivemos antológicas apresentações de OZZY OSBOURNE, ACDC, METALLICA, IRON MAIDEN, MOTORHEAD... o que gera certa incoerência em minha teoria, mas uma coisa é certa, todos nós estávamos lá pelo que eles passaram a representar um dia em nossas vidas e a partir dali eternamente.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Temos nestes grandes expoentes do rock algo a nos apegar com unhas e dentes e não é nada relativo ao que as bandas são nos dias de hoje em termos de criatividade, elas são o que representam por fazerem parte de todo nosso insconsciente popular, se fôssemos como Lester, na época de Lester, teriamos razões de sobra para nos dividir em inúmeras opções e críticas, sua época pariu todas as vertentes divisórias e vibrantes do rock, do beat à psicodelia, do hard ao folk rock, da chegada da música pesada à New Wave Of British Heavy Metal, a explosão do Punk Rock, da New Wave, do Progressivo, do Glam Rock e consequentemente todas as cagadas que um dia muitos destes artistas cometeram, por estarem acorrentados a uma posição no ranking de vendagens.
Mas, afinal, porque dar a cara a tapa ao concordar com a opinião de Lester de que o rock está morto?
Porque, assim como ele, concordo com o fato de que a indústria o matou, afinal que chances temos de ver a história de alguma destas bandas acontecer novamente com o impacto que tiveram, que chance há?
Para nós se tornou irrelevante apontar falhas, formas físicas caóticas, não ver as bandas em seu estado original, suportar atrasos dantescos, chiliques, hipocrisia, grana, caça níquel, ou seja lá o que for que possamos desconfiar não estar certo, isso pouco nos importa quando há a chance de vermos algo que ainda carregue algum sentido da palavra rock em si mesmo, mesmo que seja na celebração da memória.
Talvez Lester estivesse em algum porão assistindo a algo transgressor se ainda fosse vivo nos dias de hoje, mas transgressor a que?
Tudo o que há, por mais radical e indiferente que possa ser, carrega fortemente o DNA de alguém impresso em uma personalidade que acaba comparada, portanto Lester também acabaria se contradizendo se estivesse em nossos dias, não há nada novo realmente no front, nada realmente revolucionário parece estar a caminho.
Para finalizar, termino dizendo que não sou e nem chego perto de ser como Lester Bangs e sendo o que sou vou selar aqui minha nova tese e que é a realidade de milhões, o rock sempre estará vivo em nossa memória enquanto mantivermos vivo o culto em sua homenagem e enquanto tudo se pareça realmente como uma grande, imbatível e emocionante religião.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Site diz que Slayer deve fechar tour pela América do Sul ainda em 2026
Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Show do Iron Maiden em Curitiba é oficialmente confirmado
A banda que o Cream odiava: "Sempre foram uma porcaria e nunca serão outra coisa"
Iron Maiden fará show em Curitiba na turnê de 50 anos "Run For Your Lives"
A banda dos anos 80 que Ozzy até gostava, mas ouviu tanto que passou a odiar
Quando o Deep Purple substituiu Ritchie Blackmore por um cantor de baladas
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
Ouça Brian May (Queen) em "Eternia", da trilha de "Mestres do Universo"
Eric Clapton elege o melhor baterista que existe, mas muitos nem sabem que ele toca
Atual guitarrista considera "Smoke on the Water" a música mais difícil do Deep Purple
A condição imposta por Ritchie Blackmore para voltar aos palcos
O casamento que colocou Sebastian Bach no Skid Row e Zakk Wylde na banda de Ozzy
A música "pop genérica" de um disco clássico do Jethro Tull que incomoda Ian Anderson
A música que até o Led Zeppelin achou complicada demais para levar ao palco
O dia que Prince demitiu o guitarrista que ele considerava o melhor de todos os tempos
O integrante do Metallica que James Hetfield acha fraco, mas está ali por outros motivos
As 38 maiores bandas de metal da história, segundo a prestigiada revista Forbes

A definitiva resposta de Angus Young para quem diz que o AC/DC se repete muito
5 bandas de abertura que roubaram o show e deixaram artistas gigantes sem saber o que fazer
10 álbuns dos anos 70 que já foram chamados de heavy metal
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
O guitarrista que chegou mais perto de Jimi Hendrix, segundo Angus Young
Rolling Stone publica lista com os 100 melhores solos de guitarra de todos os tempos
A canção do AC/DC que veio de Bon, foi gravada por Brian e ainda arrepia Angus
O rock ainda é gigante no Brasil? Números e dados desafiam o discurso de "crise do gênero"
As 10 melhores músicas que o AC/DC lançou após "Back in Black", segundo a Classic Rock
O álbum do AC/DC que tirou Malcolm Young do sério; "todo mundo estava de saco cheio"
