Rock Nacional - Renovar é preciso
Por João Carlos Santana
Postado em 30 de junho de 2002
Porque o rock nacional ainda não se renovou dentro da grande mídia? Se o último grande sucesso do rock-Brasil foi o álbum acústico do Capital Inicial e a volta aos palcos e no disco do RPM promete ser uma grande tacada comercial, tudo indica que precisamos urgente de uma novidade no cenário.
Mas as novidades estão escassas ou as gravadoras têm medo de arriscar? Como a primeira possibilidade é remota, já que no país são realizados anualmente dezenas de festivais, como, por exemplo, o Abril Pro Rock de Recife e o Mada (Música, Alimento da Alma) em Natal, resta apenas a segunda hipótese e outra indagação: porque as gravadoras não investem nos novos talentos que se destacam nesses festivais?
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Dentro da estrutura das gravadoras existem os "olheiros" que deveriam frequentar esses festivais atrás de novos nomes. Se eles estiverem trabalhando é sinal que os grupos nacionais não estão desenvolvendo um trabalho de qualidade, o que não deve ser verdade pois quem acompanha esses eventos, quem realmente gosta de música e não pensa apenas na cor do dinheiro, sabe que tem muita gente fazendo som de qualidade pelo país. Mas quem são esses profissionais? Os mesmos que há 10, 15, 20 anos estão ouvindo as fitas de nossos aspirantes a artistas profissionais? Esse aspecto é muito relevante pois se não acontece uma renovação nesses setores, onde também se encontram os diretores artísticos, que controlam quem entra e quem sai do quadro ou do elenco das gravadoras, logicamente na área artística tende a não ocorrer mudança alguma.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Outro ponto que merece ser destacado é a inconstante situação econômica mundial que se reflete na indústria fonográfica somando-se ainda aos fantasmas que assustam os empresários do setor, o formato mp3 e a pirataria, mas isso não justifica uma aparente má vontade de investimentos no mercado de novidades. Felizmente a imprensa está fazendo sua parte divulgando novos grupos, festivais, promovendo e mostrando que a diversidade está aí para quem quiser aproveitar.
E já que a diversidade se faz presente no nosso território acho que está na hora das empresas, digo, gravadoras, investirem em coletâneas. Durante os anos 50, enquanto os Estados Unidos viviam desfrutando das vendas do fenômeno Elvis Presley, inúmeros títulos foram lançados explorando a imagem dos roqueiros solo como Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e tantos outros, que até hoje fazem parte das prateleiras. Na mesma época o Brasil descobria a Bossa Nova e o mesmo fenômeno ocorria em seguida, ou seja, dezenas de novos nomes apareceram por aqui. Na era Beatles/Stones milhares de grupos também invadiram as lojas em todo o mundo. Aqui no Brasil no final dos anos 60 e 70 a diversidade de grupos, dentro da onda da jovem guarda, forçou as gravadoras lançarem uma enxurrada de novos artistas. Nos anos 80 diversas coletâneas foram lançadas com a ascenção do rock nacional. Um pouco mais tarde Chico Science provocou um aquecimento no mercado e vieram alguns lançamentos de grupos com proposta semelhante, mas depois de sua morte começou a estagnação.
Esperamos que não demore muito para novos talentos aparecerem de verdade com tanta gente na berlinda esperando essa oportunidade. É bom deixar claro; nada contra os acústicos e os artistas consagrados mas não dá para ficar tentando tirar leite de pedra, ou alguem acredita "de novo" no retorno e$trondo$o do RPM?
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