Paul McCartney: Deus esteve em São Paulo
Por Gabriel Gonçalves
Fonte: Blog Imprensa Rocker
Postado em 26 de novembro de 2010
Deus pode não ser brasileiro, mas esteve em São Paulo nos últimos quatro dias (que Eric Clapton me perdoe). Sem dúvidas, a melhor palavra para descrever a passagem do ex- Beatle pela capital paulista é "catarse". Foi literalmente uma catarse coletiva que durou três horas no dia 21 de novembro e outras três horas no dia seguinte. De repente a Beatlemania pareceu ter invadido São Paulo – para onde se olhava, via-se gente gritando, chorando, pulando, cantando, e qualquer outro gerúndio que exista na língua portuguesa.
Após 17 anos, o velho Macca estava de volta ao Brasil, para três shows – 7 de novembro em Porto Alegre e 21 e 22 de novembro na capital paulista -, fato que causou rebuliço mesmo antes da confirmação das apresentações. O messias havia chegado!
Paul McCartney - Mais Novidades
Tenho certeza que todos que foram ao Morumbi têm sua própria epopéia para a compra dos ingressos, espera nas filas, etc, mas aqui vou contar a minha experiência, que se iniciou no sábado e terminou na madrugada de terça. Não farei uma resenha comum dos shows, mas irei relatar a minha experiência no olho do furacão. Preparados? Então vamos nessa!
No sábado, 20 de novembro, acordei na capital Baiana, onde estava há uma semana visitando amigos e familiares. Meu vôo estava programado para aterrissar no aeroporto de Congonhas às 16h30 – daria tempo suficiente para chegar, ir para casa, tomar um banho e trabalhar (sim, trabalhei no sábado à noite) – mas então tudo começou a dar errado. Às 16h20 o avião em que estava já sobrevoava Congonhas, entretanto passou uns 30 minutos voando em círculos, no que imaginei ser devido a um intenso tráfego aéreo. Ledo engano: "Boa tarde senhores passageiros, aqui quem fala é o seu comandante. Infelizmente nosso avião está com um problema técnico, e só temos um flap funcionando. Estamos nos dirigindo ao aeroporto de Guarulhos, onde pousaremos", foi a mensagem que saiu dos auto-falantes. A merda é que eu tinha sonhado com dentes na noite anterior, e alguém tinha me dito que sonhar com dentes significa "morte" – pense na merda… E o pior de tudo é que quando o comandante falou isso, a única coisa que conseguia pensar era: "Previously, on Lost…". No final, conseguimos pousar (ou vocês estariam lendo o primeiro blog psicografado da rede).
Domingo, dia do primeiro show, acordei cedo apesar de ter chegado de madrugada em casa. Tínhamos marcado com uma turma grande de fazermos a concentração para o show numa hamburgueria chamada "John & Paul", que fica na Vila Madalena e é temática dos Beatles. Lá começamos o aquecimento do show, que significa cerveja e um prato de hambúrguer e batata frita. Às 16h pegamos o caminho do estádio do Morumbi. Chegamos lá bem rápido e festa começou: correndo o risco de ser achincalhado aqui, a maior (ou a mais animada) torcida do Morumbi naquele dia era do meu Bahêa. De todos os lados surgiam camisas e bandeiras do esquadrão de aço. Na fila, nos juntamos aos outros amigos baianos que estavam por lá (todos secando o Vicetória, que naquele instante jogava contra o Corinthians). Ah, a cerveja continuava fluindo…
Entramos no estádio um pouco depois das 18h e a ansiedade já estava descontrolada. Por sorte, a aparição do próprio Deus, que estava prevista para às 21h30, começou às 21h40 – não foi uma pontualidade britânica, mas foi perto (uma pontualidade escocesa, pode-se dizer).
As luzes se apagam, a gritaria começa e Ele entra no palco, trajando calça preta, camisa branca, suspensórios e um paletó azul. Mal Ele surge e o Morumbi entra numa nova dimensão – aqui o tempo e o espaço são percebidos de outra forma. É incrível como Paul parece ter luz própria; o público simplesmente não consegue tirar os olhos dele.
O Morumbi vivenciava algo muito próximo a uma experiência de hipnose coletiva. Todos estavam sob controle do velho Macca, que cantou, tocou tudo que tinha direito, conversou em português, correu, pulou, brincou e até levou um tombo (quando deixava o palco, no fim do show, ele tomou uma queda, transmitida ao vivo pelos telões de altíssima definição).
O que falar da música? Na boa, uma pessoa que tem o catálogo que ele tem não pode ser chamado de nada menos do que gênio. Três horas de show, três horas de canções que definiram a música popular do século XX.
Ele abriu a apresentação com a arrasa-quarteirão "Venus and Mars/Rock Show", emendou com a clássica "Jet", e então tome "All My loving" no meio da cara… Enquanto isso o público gritava e chorava. Alguém abriu um túnel do tempo que nos levou direto à Beatlemania, com direito a garotas escandalosas e tudo. Não importava qual música estava tocando, o público cantava junto em uníssono. "Eu ia pedir que vocês cantassem esta música comigo, mas vocês já estão cantando todas as canções mesmo sem eu pedir", falou Paul, arrancando gargalhadas de todos, antes de mandar "Ob-La-Di, Ob-La-Da"
Confira a matéria completa no www.imprensarocker.com.br.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ian Hill anuncia a aposentadoria e Davey Rimmer assume o baixo no Judas Priest
Registro perdido do Black Sabbath de 1970 reaparece com versão impressionante de clássico
O músico que mudou o som do Scorpions; "vamos tornar essa porra pesada novamente"
O trabalho do Metallica que James Hetfield admite que não funciona bem ao vivo
Tobias Forge (Ghost) reativa sua banda de death metal, Repugnant
5 prisões de astros do rock que tiveram consequências muito além da cadeia
As 5 melhores músicas do AC/DC com Bon Scott, segundo Gastão Moreira
Do início caótico ao último álbum, a discografia do Megadeth comentada por Mateus Ribeiro
Dois discos do Pink Floyd que parecem feitos por bandas diferentes - qual é o melhor?
A melhor música de glam rock de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
A música do AC/DC que ensinou Kurt Cobain o suficiente para começar a compor
Os melhores álbuns de melodic death metal dos anos 90, segundo o Loudwire
"Civil war" do Guns N' Roses, uma profunda música de protesto
12 bandas de rock que contam com apenas um membro original na formação
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Mike Terrana: "Malmsteen foi uma das piores pessoas que conheci!"
O vocalista que teve a chance de entrar no Iron Maiden, mas deixou o bonde passar
Solos: Alguns dos mais bonitos do Heavy Metal



Paul McCartney diz que John Lennon podia ser "um completo idiota" em algumas coisas
O dia em que Paul McCartney ensinou seu herói a tocar baixo
A música dos Beatles composta por Paul McCartney diante de um astro de Hollywood
Por que Paul McCartney se recusava a tocar Beatles nos primeiros shows do Wings
O cantor com quem Paul McCartney sempre quis trabalhar e finalmente conseguiu
O melhor compositor dos últimos 100 anos, segundo Ritchie Blackmore
Jane Asher - a mulher que não quis viver à sombra de Paul McCartney
O baterista que teve que escolher entre Elton John e Paul McCartney no auge dos anos setenta
John Lennon sobre seu álbum favorito dos Beatles: "Musicalmente superior ao 'Sgt. Pepper's'"
John Lennon sobre o real motivo da separação dos Beatles: "Era inevitável desde o Sgt. Pepper's"
Quando Jimi Hendrix chamou Eric Clapton para subir no palco e afinar sua guitarra
O baixista que John Paul Jones diz ser "perfeito"; "ele sempre foi muito bom"



