AYIN: frontman rebate declaração negativa de Edu Falaschi
Por Ludimila Sicsú
Fonte: Abner Ramires
Postado em 11 de novembro de 2011
O vocalista e guitarrista da banda AYIN (Technical Death Metal), Abner Ramires publicou em seu blog pessoal um contraponto às afirmações recentemente noticiadas a respeito do comportamento dos brasileiros que fazem parte do cenário Metal em relação às bandas nacionais. Segue a análise crítica do músico na íntegra:
"Enquanto as pessoas se preocupam com o Edu Falaschi estar certo ou não, muita gente continua a vida no heavy metal – que ao contrário do que foi dito, VIVE!!! Seja ele o heavy tradicional, melódico, extremo, moderno, etc.
Muita gente está me perguntando o que acho a respeito, e não discordo das palavras do Edu que, embora exageradas, têm profunda verdade nos fatos.
Porém, dizer que tudo está morto é falso. Se está morto, porque ainda existem bandas? O fato é que nem todos fazem só pelo dinheiro! Shows, apoio, tudo verdade. Agora, não é porque o estilo do indivíduo e de sua banda está em decadência que o Brasil está morto no Metal!
Não vejo, e nunca vi o Krisiun reclamar de "cena morta". Nem Korzus, nem Torture. Que, aliás, são bandas que o Edu nem fez questão de citar. E pasmem, existem muito mais bandas que estas. É claro, todos sabem! Não estou questionando o Edu ou sua banda. Mas sim, o fato de todos estarem apoiando uma notícia que NÃO É NOVA! Esta situação não é de hoje! Ele sente isso hoje, mas isso acontece desde sempre! Então, porque as pessoas em geral não discutem isso desde sempre!? Isto está virando ativismo utópico!
Jovem, você quer glamour? Tá na roda errada! Observe a situação econômica de seu país, a realidade musical que você está ativo. Poucos têm condições de ir a todos os shows que aparecem. Eu mesmo vou quando posso (R$)!! Quem tem família, filhos, aprende que a pouca grana que se tem, tem que ser muito bem administrada.
Quer jogar comercialmente, viva comercialmente. Não tente impor utopias às pessoas e não defeque pela boca! O que mais temos são bandas de excelente qualidade, ATIVAS, e com seu espaço e público (entenda público como APOIO). Se você tem pouco apoio é porque você tem pouco público. Reveja suas atitudes!
O mundo muda, e as pessoas parecem não enxergar! "Ah… acabou Angra, acabou Sepultura, acabou o metal no Brasil?" Obvio que não! É preciso ter maturidade para enxergar que existem muitos fatores envolvidos! Um deles está nas bandas. Enquanto não se dedicarem a correr atrás do seu e não ficar visando ser como Angra, ou Sepultura, ou Krisiun… nada mudará mesmo!
Não é uma questão de disputa. É uma questão de espaço. E cada um tem o seu, cada um tem o espaço que conquista! Então, trabalhem mais, discutam menos! Há muito a ser conquistado ainda! Por cada um de nós: público, bandas e produtores!
A questão não é o quanto você gasta pra fazer um disco, mas sim o que você pretende com ele. Afinal, você não faz acordo com o publico: "Oh, gastei XR$ no disco, então vocês têm que comprar pelo menos X unidades, ok?". Você faz o disco porque quer, e ninguém é obrigado a apoiar. Conquiste o seu apoio, conquiste o seu público e o seu espaço!
Enfim, o que penso é isso. Ninguém é obrigado a engolir o metal! Assim como ninguém é obrigado a engolir o funk carioca ou a batucada do mangue!
Quem sou eu pra falar isso? NINGUÉM!! Mas só o fato de curtir, acompanhar, apoiar e tentar algo no metal me torna livre para expor o que penso!
Viva o metal nacional, que está mais vivo do que nunca!!
Grato,
AbnerRamires"
Angra: a declaração polêmica de Edu Falaschi
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