Somba: cheiro retrô e vintage em novo disco dos mineiros
Por Igor Miranda
Fonte: IgorMiranda.com.br
Postado em 06 de maio de 2015
O som do Somba chega a assustar de tão retrô. Com a sonoridade típica da década de 1970, a banda poderia se equiparar a nomes de destaque do rock nacional da época, como Made In Brazil, Mutantes e Casa das Máquinas – se não tivesse sido feito tantos anos depois, é claro.
Em seu novo trabalho, "Homônimo" (2014), a proposta do grupo de Belo Horizonte, que está na estrada há 17 anos e se define como uma "jam band", é semelhante à de seus discos antecessores, "Clube da Esquina dos Aflitos" (2003) e "Cuma?" (2007). O rock seco, com pitadas do boogie rock e algo da psicodelia, segue firme e certeiro. No entanto, para mim, soa melhor em "Homônimo" – seja pelas composições ou pela produção, assinada por Anderson Guerra.
Confira abaixo um trecho da entrevista com o guitarrista e vocalista Guilherme Castro:
IGOR MIRANDA: São 17 anos de banda e três discos lançados. Musicalmente, "Homônimo" (2014) não apresenta tantas diferenças em relação a "Clube da Esquina dos Aflitos" (2003) e "Cuma?" (2007). Mas há sempre uma mudança. O que mudou em "Homônimo", desde o processo ao produto final?
Guilherme Castro: "O que mudou é que pela primeira vez pudemos trabalhar com um produtor musical externo a banda. Também resolvemos investir mais fundo em uma sonoridade mais aproximada dos nossos referenciais musicais. Procuramos um estúdio que trabalhasse nessa linha mais ‘vintage’, todo analógico e um produtor que soubesse extrair isso dos equipamentos e da banda. Assim encontramos o Anderson Guerra, um cara que confiamos e que tem esse perfil. Ele elaborou muito bem a resposta ao que queríamos. Outra coisa diferente também — até em consequência disso — é que esse álbum contou com mais participações especiais, o que o difere um pouco do ‘Cuma?’. E penso que é um álbum mais maduro e sério, questionador das obsolescências da vida moderna e do discurso fácil e linear. É um álbum que articula o velho e o novo de uma maneira bem orgânica. O próprio resultado final exemplifica isso: ele foi lançado em vinil, CD e distribuição digital".
IGOR MIRANDA: O aspecto sonoro de maior destaque na produção de "Homônimo" é a textura de gravação um pouco "velha". Não parece um disco de 2014 em função do som vintage. Parece ter vindo diretamente da década de 1970. Esse foi o maior objetivo almejado com a gravação em equipamentos analógicos?
Guilherme: "Como disse, esse foi um dos objetivos. Mas ele vem como resultado dessa ideia de articulação entre o velho e o novo. As canções são novas, refletem nosso tempo e têm uma temática mais contemporânea, fazendo um questionamento sobre a vida moderna. Além disso, essa sonoridade reflete mais nossas influências musicais que, em grande parte, são artistas das décadas de 60 e 70. É como se ativasse uma memória afetiva em relação às sonoridades que escutávamos em nossa formação musical. Isso nos situa sensorialmente entre eles, o que pra nós é algo muito bom e gratificante".
IGOR MIRANDA: Entre as participações no disco, a que tem um nome de maior peso é o naipe de metais do Skank, mas há outras boas participações. Como foi contar com esse pessoal nas gravações e o que mais chamou a atenção nesse processo?
Guilherme: "Foi ótimo! A galera do naipe de metais do Skank já era conhecida nossa desde que éramos colegas na escola de música da UFMG. Desde então, sempre rolou uma admiração mútua que pode ser posta em prática nessa gravação. Além disso, tivemos as brilhantes participações de Lorena Amaral cantando magistralmente ‘By Heart and Soul’, as meninas do Caffeine Trio, juntamente com Ernane Teixeira (violinista) e Anderson Guerra (Violão) em ‘Rocambole’, e ainda a participação linda de Érico Fonseca (trompetista da OFMG) em ‘Carne Fraca’ e de Bruno Pimenta (flauta) em ‘Vem pro meu lado negro, Nega!’. Todos abrilhantaram ainda mais o álbum. Rolou um clima muito bom durante as sessões de gravação, saindo tudo muito despojado, sincero e expressivo. Isso nos ajudou a ter ainda mais confiança no que estávamos fazendo".
A entrevista completa está disponível em:
http://www.igormiranda.com.br/2015/05/entrevista-com-somba-cheiro-retro-e.html
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Seis fãs são hospitalizados após show do Angine de Poitrine em Montreal
Baterista de Piracicaba vence concurso do Metallica com galinha de borracha
A música esquecida do Led Zeppelin que Robert Plant acha simplesmente "linda"
Gravação inédita de Raul Seixas cantando Rolling Stones é lançada oficialmente
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
A música considerada a "ovelha negra" do "Black Album", segundo a Louder
O clássico do rock que causou sono na plateia quando foi tocado ao vivo pela primeira vez
A música do Pink Floyd que David Gilmour nunca mais vai tocar ao vivo
O ex-colega de banda no Pink Floyd com quem David Gilmour nunca mais falou
Os 100 melhores álbuns da década de 1980, em lista da Classic Rock
O hit do Foo Fighters que Dave Grohl odeia: "Parece uma canção dos Eagles"
As três músicas punk que Lemmy escolheu entre as maiores de todos os tempos
O álbum que é o ápice do tédio empacotado para a geração Z, segundo Regis Tadeu
Quando o Guns N' Roses conquistou o Brasil: os históricos shows do RIR que mudaram tudo
58 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em julho
O guitar hero que Eddie Van Halen "seguia como um discípulo", segundo David Lee Roth
O álbum do Pink Floyd que o baterista Nick Mason considera que "enfeitou o pavão"
Kiko Loureiro comenta a diferença entre tocar no Angra e no Megadeth


O dia que hospital dos EUA julgou que RPM não tinha grana e Paulo Ricardo mostrou fortuna
Dave Mustaine, do Megadeth, explica por que não toca "The Conjuring"
A lista de clássicos do Rock que foram regravados em versões pesadas pelo Iron Maiden
Fãs de Rock e Metal: 15 verdades que eles sempre temeram
Quem é a verdadeira Sopa onde pousou a Mosca da canção de Raul Seixas
Hair Metal: Os maiores cabelos da história do rock pesado



