"Irrecuperável"; apesar dos bons momentos, Slash se arrependeu da banda por causa do cantor
Por Bruce William
Postado em 14 de agosto de 2025
No início dos anos 2000, o mundo do rock viu nascer um supergrupo que parecia ter tudo para conquistar espaço: músicos experientes, repertório forte e a energia de quem queria criar algo novo. A proposta chamou atenção desde os primeiros anúncios, afinal reunia integrantes de bandas que haviam feito história e carregavam fãs fiéis.
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A formação começou a trabalhar junta em 2002, e logo mostrou que não estava para brincadeira. O primeiro álbum, lançado em 2004, foi bem recebido, trazendo singles que tocaram bastante em rádios especializadas e garantindo presença em grandes festivais. Três anos depois, veio o segundo trabalho de estúdio, que reforçou a identidade do grupo e ampliou a base de admiradores.
Por trás do sucesso aparente, no entanto, havia um clima interno que nem sempre era dos melhores. Em entrevista concedida em 2022 ao jornalista Paul Elliott, da revista Classic Rock, Slash admitiu que a banda nunca funcionou de forma totalmente sólida. "Sempre foi uma situação difícil. Estou orgulhoso de termos conseguido nos juntar e ter alguns discos legais, mas havia muita coisa acontecendo, muita gente com agendas próprias. E o vocalista era difícil", afirmou.
O guitarrista contou que, mesmo nos melhores momentos, percebia que a convivência seria um desafio constante. Segundo ele, cada integrante trazia bagagens, expectativas e formas de trabalhar que nem sempre se encaixavam. Ainda assim, tentaram manter o grupo unido enquanto era possível.
Quando falou especificamente sobre o vocalista, Slash usou uma expressão forte para descrevê-lo. "Com todas as considerações, ele era irrecuperável. Todo mundo tinha me falado sobre isso quando a banda começou, mas eu não sabia nada até trabalhar com ele. Foi triste passar por isso e ver como tudo acabou", revelou.
A saída do cantor aconteceu pouco antes de a banda encerrar as atividades. Foi um desfecho amargo para um projeto que, aos olhos do público, ainda tinha muito a oferecer. Para Slash, ficou a frustração de ver as boas ideias e a química musical ofuscadas pelos problemas fora do palco.
Apesar dos arrependimentos, ele reconhece que a experiência também rendeu passagens marcantes. "Como eu disse, tivemos bons momentos nessa banda também", completou, deixando claro que, no balanço final, o grupo ainda ocupa um capítulo especial na sua trajetória artística.
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