John Bonham, Keith Moon ou Charlie Watts, quem era o melhor segundo Ginger Baker?
Por André Garcia
Postado em 25 de maio de 2022
Ginger Baker foi o fundador do Cream — foi ele que idealizou a banda, abordou Eric Clapton e recrutou Jack Bruce para tirar ela do papel. Misturando peso e velocidade com as técnicas do jazz, foi um baterista único, sempre citado como influência por nomes como Neil Peart (Rush), Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) e Stewart Copeland (The Police). Sem contar que ele também foi uma das principais inspirações do heavy metal.
Em 2012, foi lançado Beware Of Mr. Baker, um documentário sobre a vida e carreira de Ginger. No filme, ele comentou as comparações entre ele e dois outros nomes que também influenciaram diretamente o metal: John Bonham (Led Zeppelin) e Keith Moon (The Who).
"O público em geral é tão burro que todo mundo diz que Bonham chegava perto do tipo de baterista que sou. Bonham tinha técnica, mas tinha o swing de um saco de m*rda, o mesmo vale para Moonie [Keith Moon]. Se ainda estivessem vivos, você poderia perguntar a eles [risos]!"
Conforme publicado pela Rock and Roll Garage, em entrevista para a Forbes, em 2015, Ginger Baker falou sobre sua formação musical: "Muita gente não se dá conta de que eu estudei. Eu sei escrever música, eu compunha partes de big band em 1960, 61. Eu senti que, se eu quisesse ser um baterista, teria que aprender a ler música na bateria. Um cara numa daquelas big bands me indicou dois livros, que li ao mesmo tempo: um era as regras básicas de harmonia, e o outro era como quebrar elas [risos]!"
"Jimmy [Page] é um bom músico", continuou. "Eu não considero que o Led Zeppelin tenha ocupado a lacuna deixada pelo Cream, mas eles fizeram um monte de dinheiro. Eu devo gostar de uns 5% do que eles fizeram — uma coisa ou outra era muito boa. O que eu não gostava era aquela porcaria pesada de bish-bash, jing-bap, jing-bash [imita]. Anos atrás, John [Bonham] disse: 'Há dois bateristas no rock n roll — Ginger Baker e eu.' Sem chance que John chegava perto de mim. Ele não era um músico."
Dois anos antes, numa entrevista para a rádio em 2013, Ginger Baker disse que John Bonham e Keith Moon "não estão no mesmo nível [que eu], e nunca estiveram. Eles não compreendem a música. Eles não tinham swing — e, se você não tem aquele swing, o que você toca não significa nada. [Eles] tocam dum-pa-dum-pa [imita], e só. Charlie [Watts (Rolling Stones)] toca melhor do que qualquer um deles. Ele tem swing; eles não."
Ginger Baker já foi jogador de polo. Conforme publicado pela Rhino, em 1970 ele declarou que aquilo era a única coisa que fazia ele feliz. Na segunda metade da década ele chegou a largar a música para se dedicar exclusivamente à prática do esporte. E ele usou o polo como metáfora para avaliar John Bonham.
"[No polo] a pontuação máxima é 10 gols — com certeza eu alcancei ela na bateria. Tipo, jogadores que marcam quatro gols podem jogar profissionalmente e, obviamente, serem bons jogadores. Eu não acho que John Bonham tenha passado disso. Era acima da média, mas não estava lá em cima"
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