Dave Grohl: "Eu era próximo de Kurt Cobain como sou de Taylor Hawkins? Não!"
Por Igor Miranda
Postado em 03 de fevereiro de 2021
Os dois grandes trabalhos da carreira de Dave Grohl são com o Nirvana, como baterista, e Foo Fighters, como vocalista e guitarrista, assumindo a liderança do projeto. O músico, hoje, consegue enxergar diferenças profundas entre ambas as bandas.
Em entrevista à revista The Big Issue, Grohl apontou uma das grandes diferenças do Nirvana em comparação ao Foo Fighters. Segundo ele, a banda capitaneada por Kurt Cobain tinha uma "disfunção" que os Foos não possuem.
Inicialmente, o frontman do Foo Fighters disse que sua parceria com Kurt e o baixista Krist Novoselic era "um casamento feito nos céus". Porém, segundo ele, rolavam alguns momentos estranhos às vezes.
"Claro que amávamos uns aos outros, éramos amigos, mas, sabe, havia uma disfunção no Nirvana que uma banda como o Foo Fighters não tem. É importante observar que desde quando me juntei ao Nirvana até o fim da banda, foram 4 anos. Não foi um período tão longo. Eu era próximo de Kurt como sou de Taylor Hawkins (baterista do Foo Fighters)? Não", afirmou.
Em seguida, Dave Grohl relembrou que ficou mais próximo de Krist Novoselic após a morte de Kurt Cobain, em 1994. Todavia, como os dois ainda eram jovens, era difícil se comunicar de fato sem os instrumentos.
"Quando vejo Krist agora, eu o abraço como se fosse da minha família, mas na época em que éramos jovens, o mundo era tão estranho. Só que esse sentimento disfuncional do Nirvana era aliviado quando pegávamos os instrumentos. Se a música não funcionasse, não teríamos ficado juntos", disse.
Na visão de Grohl, é possível que algumas pessoas só se comuniquem com as outras de forma musical. Às vezes, segundo ele, é um tipo de comunicação "ainda maior e mais profunda".
"Há pessoas com quem me sinto um pouco desconfortável de conversar, mas assim que pegamos os instrumentos, é como se elas fossem o amor da minha vida", afirmou.
Por fim, o músico comentou que quando o Nirvana chegou ao fim, ele pensou em nunca mais tocar novamente. "Isso durou por um tempo, mas acho que o amor pela música que eu tinha quando eu era criança cobriu tudo isso e eu percebi que a música iria me tirar da depressão. [...] A música sempre foi a coisa que mais amei na vida. Após o Nirvana, eu precisei disso para me manter vivo. Por isso eu nunca parei", concluiu.
"Medicine at Midnight", o novo álbum do Foo Fighters, será lançado nesta sexta-feira (5).
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