Capital Inicial: o surpreendente motivo pelo qual Dinho Ouro Preto começou a usar drogas
Por Gustavo Maiato
Postado em 19 de janeiro de 2022
O compositor, violonista e vocalista Dinho Ouro Preto é famoso pelo seu trabalho no Capital Inicial e por ser a voz de sucessos como "Primeiros Erros", "Natasha" e "À Sua Maneira". Em entrevista ao podcast Podpah, o músico comentou sobre o surpreendente motivo que o levou ao mundo das drogas. Embora seja um artista de sucesso hoje em dia, no começo de sua carreira a falta de confiança no seu próprio trabalho passou a incomodar o cantor.
Capital Inicial - Mais Novidades
"No nosso primeiro álbum, a banda já bombou. Eu acho que eu não estava preparado para o sucesso. Foi muito excesso, muita droga. Eu usava drogas para afogar essa noção que eu tinha de que eu não estava à altura do desafio que era estar na banda. Eu me achava imaturo em todos os sentidos. Eu tinha uns 21 anos no primeiro álbum. Não tinha a manha musical, não sabia compor nem cantar. Eu sabia que eu não sabia. Eu achava que todos em minha volta percebiam que eu não sabia. Estava na cara! Eu precisava de mais tempo de garagem até aprender. Essa frustração de saber das próprias limitações me levou a tentar afogar minhas mágoas. Era uma anestesia. As drogas estavam ligadas à minha percepção de mim mesmo. Eu sabia meus limites", refletiu.
Em outro ponto da entrevista, Dinho Ouro Preto explicou os motivos que o levaram a sair do Capital Inicial em 1993. Segundo o músico, os excessos ligados principalmente às drogas estavam tornando sua vida insustentável.
"Foi preciso anos de aprendizado até eu aprender e perceber que sabia compor, cantar e fazer show. Foi preciso expiar meus demônios em público. Eu sabia que tinha muito a aprender. Em 1993, eu saí do Capital Inicial. Lá estava como uma descida para o inferno. Eram muitos excessos. Foi um período que lembro meio fora de foco. É incrível eu ter sobrevivido. Era muito álcool e cocaína, basicamente. Você entra em uma bola de neve. Precisei sair do Capital. Eu saí com 29 anos. Fiquei lá dos 19 aos 29. Depois disso, conheci minha mulher, que é a mesma até hoje. Ela foi minha salvação. A partir dali, começo a reconstruir minha vida. Voltei para o Capital em 1998 e tudo voltou diferente. Eu sabia compor, sabia o que queria. Sabia cuidar da minha carreira. Voltei a controlar meu próprio destino", completou.
Assista ao episódio completo aqui.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Vocalista do Moonspell sobre tradução literária: "É mal pago, mas adoro"
A origem de "Por Quem os Sinos Dobram", que une Raul Seixas e Metallica
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Bangers Open Air divulga as primeiras atrações da edição 2027
Os 25 melhores discos de gothic metal de todos tempos, segundo a Louder
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal
Com mais de 40 atrações, Monsters of Rock Cruise fecha cast para viagem de 2027
Edu Falaschi lança "MI'RAJ", capítulo final de sua trilogia conceitual
O político que iniciou a decadência do Rio de Janeiro, segundo Paulo Ricardo
Tarja Turunen lança "Frisson Noir", disco mais pesado da sua carreira solo
As bandas clássicas e nem tanto que estarão no novo game dos criadores do Guitar Hero
Dia dos Namorados: 4 cantoras de Metal e Hard Rock e suas histórias de amor
A opinião de Mike Portnoy sobre o primeiro show da nova baterista do Rush
Anika Nilles conta como aprendeu partes de Neil Peart para turnê com o Rush



5 discos indispensáveis para entender o rock nacional
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
As músicas de 10 bandas brasileiras que mais foram tocadas no Spotify


