Justin Hawkins comenta como associação com o pop afetou o The Darkness
Por João Renato Alves
Postado em 25 de janeiro de 2025
O The Darkness surgiu na virada do século com o álbum "Permission to Land" (2003). O trabalho fez grande sucesso, impulsionado pelo hit "I Believe in a Thing Called Love", com ecos de hard rock e um irresistível tempero pop. Porém, foi justamente no segundo item que a banda passou a ser mal interpretada.
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Quem garante é o vocalista e guitarrista Justin Hawkins, durante entrevista à Guitar World. O músico entende que algumas associações do grupo com artistas fora do círculo roqueiro acabou causando má impressão na ala mais radical do público. Ele disse:
"Havia muito disso quando começamos, como quando fizemos os grandes shows de Robbie Williams em Knebworth, no ano de 2003. Sempre houve um alinhamento pop conosco que é bem difícil de explicar. É uma faca de dois gumes porque algumas pessoas veem essas associações e nos rejeitam instantaneamente. É como se eles achassem que não somos rock and roll de verdade porque tocamos com fulano de tal. Meio que servimos como uma banda de entrada para aqueles que estavam entrando nas coisas mais pesadas. Essa é provavelmente a principal razão pela qual cruzamos para os reinos pop ocasionalmente."
Além disso, o artista reconhece que os sons mais populares sempre fizeram parte de sua discoteca. "Meu irmão e eu crescemos ouvindo ABBA e Queen. Tínhamos a escrita pop e a extravagância do rock and roll. Sempre gosto de pensar que o que estamos fazendo é bem sofisticado – mas quando não é, é quando parece cruzar mais esse limite. Ganchos simples tocados bem alto, mas não de uma forma punk. Aprendi a não ponderar essas complexidades. Apenas as supero."
Formado em 2000, o The Darkness despontou como mensageiro de um revival do hard rock no início do século. Seu álbum de estreia, "Permission to Land", chegou ao topo da parada britânica, onde emplacou metade do tracklist como singles e vendeu cerca de um milhão e meio de cópias. Também ganhou disco de ouro nos Estados Unidos, platina no Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
Os trabalhos seguintes não conseguiram manter o sucesso mundial, mas tiveram boa repercussão no Reino Unido. O grupo chegou a encerrar atividades em 2006, retornando cinco anos mais tarde e se mantendo na ativa desde então.
Além de Justin e seu irmão, Dan Hawkins (guitarra), a formação atual da banda conta com o baixista original Frankie Poulain. A bateria está a cargo de Rufus Tiger Taylor, filho de Roger Taylor, baterista do Queen.
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