O álbum de banda de Metal clássica dos anos oitenta que Brian Johnson detesta; "um lixo"
Por Bruce William
Postado em 12 de janeiro de 2025
A relação entre Judas Priest e AC/DC remonta ao final dos anos 70, quando as duas bandas compartilharam palcos durante a turnê europeia de "Highway to Hell". K.K. Downing, guitarrista do Priest, descreveu essa experiência como uma das mais especiais de sua carreira. "Os caras foram muito gente fina, eles até nos deixavam viajar com eles nas rotas mais longas. Bon [Scott] era um total cavalheiro, sua dedicação aos fãs era incomparável."
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A consistência do AC/DC foi essencial para manter sua base de fãs, como Rob Halford observou em uma entrevista em vídeo dos anos 80. Na ocasião, Halford disse que celebrou a chegada de Johnson à banda, afirmando que o vocalista foi a escolha perfeita para continuar o legado de Bon Scott. "Quando ouvi 'Back in Black', pensei: 'Isso é ótimo'. Foi um alívio para todos os fãs, incluindo para mim mesmo".
Décadas depois, essa conexão ganhou outro capítulo curioso quando Rob invadiu acidentalmente o camarim do AC/DC durante o festival Power Trip, em 2023, onde ambas bandas se apresentaram. Apesar do susto inicial, Halford foi recebido calorosamente por Brian Johnson, com quem trocou abraços e rápidas palavras de apoio, conforme o vocalista contou para a Metal Hammer:
"Olhei ao redor e lá estava Brian [Johnson, vocalista do AC/DC]! Brian estava sentado em um sofá fumando um cigarro. Eu disse: 'Brian!' e nós nos abraçamos e tudo mais. Falei: 'Cara, me desculpe mesmo, eu não deveria estar aqui,' e ele respondeu: 'Não, tudo bem. Só queremos manter tudo tranquilo.' Então tive uma breve conversa com ele e foi isso, basicamente. Desejei boa sorte, mandei meus cumprimentos para Angus [Young, guitarrista] e para todos os outros, e fui embora."
Johnson, porém, nunca teve papas na língua. Em uma entrevista ao Westword em 2001, ele relembrou um episódio nos anos oitenta, quando um executivo sugeriu que o AC/DC mudasse sua imagem. A ideia era inspirada em bandas britânicas da época, incluindo o Judas Priest, que, segundo o executivo, teria adotado o visual de couro sob orientação comercial.
Segue o trecho da conversa exatamente como aconteceu:
Westword: "Alguma vez um executivo de gravadora ou um empresário quis que vocês fizessem algo diferente? Alguém que dissesse: 'Isso está na moda agora; por que vocês não tentam?'"
Brian Johnson: "Sim, lá em meados dos anos 80, quando havia coisas horríveis como [imita um cantor de lounge], 'We built this city on rock and roll.' [diz entre risos, enquanto cantarola trecho da música do Starship]. Isso ainda me faz vomitar até hoje. Mas, enfim, tivemos a visita de um figurão que disse: 'Talvez vocês devessem pensar em mudar a imagem.' E nós olhamos para ele e dissemos: 'O que você sabe sobre imagem?' E ele respondeu: 'Nós temos aquela banda inglesa, com um vocalista chamado Rob. Careca..."
Westword: "Judas Priest?"
Brian Johnson: "Judas Priest! É isso mesmo, amigo. Estou ficando velho, minha memória está indo embora. Mas ele disse que eles tinham assumido o controle do Judas Priest e os transformado, fazendo todos vestirem couro. Mas o álbum era um lixo! Como meu pai costumava dizer: 'Você não pode polir um pedaço de merda.' Então simplesmente expulsamos o cara e dissemos para ele nunca mais voltar. E, se voltasse, seria com sérios riscos à saúde dele."
No fim das contas, apesar das críticas, Brian Johnson pode nem ter prestado atenção no álbum do Judas Priest a que se referia, e se foi isso mesmo, o tamanho e importância da banda de Halford se sobrepôs ao comentário, e conforme ficou claro na história contada por Rob que aconteceu no Power Trip, o respeito e importância mútua que ambos têm um pelo outro suplanta tudo.
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