David Ellefson explica porque perdeu o interesse em Kiss e AC/DC; "Foda-se, estou fora"
Por Bruce William
Postado em 25 de dezembro de 2025
Tem músico que lembra da adolescência como um mapa afetivo: os discos que chegaram primeiro, as bandas que eram "só suas", aquela sensação de pertencer a um clube pequeno. David Ellefson descreveu exatamente isso ao falar de como o sucesso gigantesco pode mexer com a relação de um fã (e músico) com as bandas que ele jurava amar.
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No caso dele, a chave é a fase inicial, a descoberta antes da multidão. Ele resumiu essa cabeça assim: "Como músicos, eu gosto de mergulhar fundo. Do achado cedo." E, pra deixar claro que não era papo abstrato, puxou a lembrança de crescer numa cidade pequena, onde "tinha uns quatro metaleiros", em fala reproduzida pela Ultimate Guitar com base em entrevista concedida a Greg Prato.
A primeira rasteira nessa fantasia, segundo Ellefson, veio com o Kiss de "Dynasty" (1979). Ele chamou o disco de "exagerado demais" e emendou: "Eu não curti os figurinos." É aquela fase em que, pra muita gente, o Kiss parece mais calculado, mais "pra fora", e menos aquele troço sujo e direto que tinha fisgado parte dos fãs antes.
A conversa então escorrega do Kiss pra uma sensação mais ampla: quando a banda estoura e vira trilha sonora de gente que, na cabeça do fã "do clube", nunca pisaria naquele território. Ellefson contou que, quando "os caras do time de futebol e as namoradas deles" começaram a ouvir, ele pensou: "Foda-se, estou fora". Sem poesia, sem elaboração.
E aí entra o AC/DC. Ele não desmerece "Back in Black" (1980) - pelo contrário, trata como aquele disco irretocável que todo mundo conhece - mas diz que, depois, quando chegou em "For Those About to Rock" (1981), a reação já era outra: "Eu fiquei tipo… 'ah, tô fora'."
No fundo, o que ele descreve é menos "odeio porque ficou popular" e mais uma espécie de apego ao instante em que a banda ainda parece uma descoberta pessoal. Quando vira patrimônio de geral, ele perde a vontade - e reconhece que isso tem cara de "esnobismo de músico".
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