O álbum do AC/DC que era o preferido de Malcolm Young, e também de Phil Rudd
Por Bruce William
Postado em 10 de dezembro de 2025
Quando a gente pensa em AC/DC, é normal a cabeça ir direto para a fase dos grandes palcos, das músicas que viraram sinônimo de festa barulhenta e de refrões que todo mundo sabe. A imagem clássica fica muito colada em Brian Johnson e na engrenagem gigante que a banda virou nos anos seguintes. Só que, dentro do próprio AC/DC, nem sempre a preferência pessoal passa por essa versão mais "monumental" do grupo. Às vezes o coração do músico vai para um disco mais suado, de estrada, com cara de banda tocando como se precisasse provar tudo de novo a cada noite.
É nesse ponto que aparece um detalhe bem interessante: Malcolm Young e Phil Rudd acabam se encontrando na mesma escolha, relembra a Far Out. Quando perguntaram a Rudd qual era seu álbum favorito do AC/DC, ele respondeu sem titubear: "Powerage".

E ele ainda explicou por que tem um carinho especial pelo disco, lembrando que "acho que esse também foi o primeiro álbum do Cliff [Williams, baixo]; era um grande álbum, e tem algumas coisas ali de que eu gosto muito, mas que nós não necessariamente tocamos ao vivo." E completou com aquela visão bem de palco que combina com a banda: "Nosso objetivo é meio que te bater quando tocamos ao vivo; não estamos tentando ser legais com você, queremos te bater, não queremos ser tão bons quando subimos no palco."
O mais bacana é que isso não ficou só do lado do Rudd. Malcolm também confirmou essa preferência quando um fã comentou sobre o álbum. Ele teria respondido algo na linha de "esse também é o meu álbum favorito", e ainda reforçado a ideia de que ali estava o AC/DC "de verdade" enquanto assinava a cópia do cara.
"Powerage" saiu em 1978, ainda com Bon Scott no comando, num momento em que a banda parecia ter encontrado um equilíbrio perfeito entre crueza, swing e aquela agressividade controlada que virou DNA do grupo. É o tipo de disco que não precisa de verniz para soar grande. E essa coincidência entre Malcolm e Rudd diz muito sobre o que mantém o AC/DC funcionando por dentro: a base rítmica, o riff sem firula e a sensação de banda tocando para derrubar parede. Se os dois escolheram o mesmo álbum, não parece nostalgia gratuita, mas sim reconhecimento de onde a máquina estava mais afiada.
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