Roger Waters sobre Nobel da Paz: poderia ter sido dado a Donald Trump, não seria menos absurdo
Por Bruce William
Postado em 13 de outubro de 2025
O disparo veio em forma de vídeo publicado nas redes sociais. Roger Waters criticou a decisão do Comitê Norueguês do Nobel de conceder o Nobel da Paz de 2025 à venezuelana María Corina Machado, figura central da oposição ao governo de Nicolás Maduro. Para o Comitê, Machado teria atuado na defesa da democracia e dos direitos humanos, resistindo à militarização e buscando uma transição pacífica. Waters discorda do diagnóstico - e do próprio rumo do prêmio.
Logo de saída, o músico ironiza a escolha e questiona o legado do inventor do prêmio: diz que Alfred Nobel "deve estar se revirando no túmulo", comenta a dinamite e solta que Nobel "provavelmente era um idiota completo". A seguir, volta o canhão para a ganhadora e para quem a escolheu: "María Corina Machado é uma idiota. Ela não tem nada a ver com a paz."

Para enfatizar o absurdo que enxerga na decisão, Waters usa um paralelo que cunhou o título: "poderia ter sido dado a Donald Trump, não seria menos absurdo". Na sequência, faz um apelo direto ao Comitê: que "comece a se comportar como ser humano" e "com QI acima da temperatura ambiente".
O britânico aproveita para situar a crítica em um histórico de escolhas que, na visão dele, descolam o prêmio de sua missão. Cita Henry Kissinger entre os laureados e lembra que Trump já chegou a ser cogitado. É o gancho para sua definição de paz: "expressar verdade e amor aos nossos irmãos e irmãs" e defender direitos humanos universais e iguais, não um carimbo dado por conveniência geopolítica.
No final do vídeo, Waters desloca o foco para o Oriente Médio. Condena o que chama de plano de paz dos EUA para Gaza, critica o envolvimento de Tony Blair e pergunta retoricamente se "estão loucos". A proposta dele, diz, seria começar pela situação do povo palestino, onde, segundo sua leitura, faltam justamente os elementos de justiça que dão substância à palavra "paz".
Entre elogios e ataques nas redes, sobra o núcleo do recado: para Roger Waters, o Nobel da Paz só faz sentido quando mede coerência entre meios e fins, e a premiação de 2025, tal como foi anunciada, para ele não passa nesse teste.
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