Geddy Lee comenta seus quatro álbuns favoritos de rock progressivo dos anos 70
Por André Garcia
Postado em 07 de julho de 2025
O rock surgiu nos anos 50 como um ritmo de dança, e na década seguinte se consolidou como um gênero musical respeitável. Essa guinada se deu em muito graças a nomes como Beach Boys e o "Pet Sounds" (1966) e Beatles com o "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (1967). Dali em diante para o rock, antes tão restrito e formulaico, não havia mais limites para a criatividade.
Não foi à toa que justamente naquela época surgiram o Pink Floyd, Cream, Jimi Hendrix, The Doors, Velvet Underground, Jefferson Airplane, Grateful Dead… Cada nova banda queria levar o rock para um caminho diferente e assim surgiram as primeiras bandas de rock progressivo, como o próprio Pink Floyd e Yes, Genesis e King Crimson — e posteriormente Emerson Lake & Palmer, Jethro Tull, Gentle Giant, Soft Machine… e até mesmo o Queen, em seus primeiros lançamentos.

Nas mãos dessa galera, no começo dos anos 70 as músicas se tornaram mais longas, complexas e pretensiosas para ostentar o primor técnico de seus músicos. Um expoente meio tardio do progressivo foi o Rush, que com "Caress of Steel" (1975), "2112" (1976), "A Farewell to Kings" (1977) e "Hemispheres" (1978) escreveu seu nome na história do gênero.
Conforme publicado pela Far Out Magazine, seu frontman e baixista Geddy Lee listou e comentou aqueles que são seus quatro álbuns favoritos de rock progressivo dos anos 70.
Yes – The Yes Album (1971)
"Fui apresentado a essa banda por um bom amigo na época em que Yes estava começando a despontar. Claro que adorei o baixo incrível de Chris Squire, e ainda sou um grande fã dele até hoje. É impressionante! Mas o Yes oferecia um leque incrível de arranjos intrincados e uma musicalidade inacreditável. Eles são frequentemente criticados por serem complexos demais, mas eu discordo. Há uma simplicidade, uma elegância nas músicas. Sempre considerei eles acessíveis e aventureiros ao mesmo tempo."
Pink Floyd – Meddle (1971)
"Foi muito emocionante [pegar aquela era do Pink Floyd] porque dava para ver que algo único estava acontecendo. Para onde eles iam depois daquilo? ['Meddle'] foi um ótimo precursor para 'Dark Side of the Moon' — literalmente, 'ecos' [do que eles fariam no 'Dark Side…'] já estavam presentes ali. Continua sendo meu favorito por causa daquele momento. Aquele momento em que uma banda realmente começa a atingir seu auge. Conheço o Pink Floyd da época de Syd Barrett, mas, musicalmente, aquela era uma fase diferente, uma banda diferente."
Genesis – Nursery Cryme (1971)
"Eu era um grande fã de Genesis e Peter Gabriel. Foi quando descobri pela primeira vez a ideia de um 'conceito', e que aquilo podia ser algo aventureiro e vibrante, nada monótono. É um disco muito divertido e cativante, me apaixonei pelo som dele. Fiquei totalmente hipnotizado e queria saber como eles tinham feito aquilo. Isso faz parte das raízes do Rush: a criação de um conceito flexível. Os paralelos são óbvios."
Jethro Tull – Thick As a Brick (1972)
"Meu álbum favorito do Jethro Tull. Sei que é em parte uma sátira à ideia de 'disco conceitual', mas é entregue com perfeição. Eu era um gradissíssimo fã enorme do Tull desde muito jovem, eles foram uma das bandas que vi ao vivo em Toronto. Fiquei hipnotizado por Ian Anderson. Sua apresentação era simplesmente mágica e ele a entregava com um senso de humor e um estilo excelentes."
Do top 4 de Geddy Lee, o único disco não lançado em 1971 é de 72. Fica claro qual era ele deve considerar o auge do gênero. Muitos fãs discutem qual seria o seu Big 4 (ou seja, seus quatro maiores expoentes). Para o baixista do Rush pelo visto é Yes, Genesis, Pink Floyd e Jethro Tull. Ian Anderson que me desculpe, mas eu, pessoalmente, trocaria o Jethro Tull pelo King Crimson…
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