Judas Priest: voltando ao groove, riffs e vocais agudos
Por Samuel Coutinho
Fonte: Metal da Ilha
Postado em 18 de maio de 2013
Robert Cavuoto do Guitar International, conduziu uma entrevista com o vocalista do JUDAS PRIEST, Rob Halford, e com o guitarrista Richie Faulkner. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.
Guitar International: Algumas das canções executadas em seu novo DVD, "Epitaph", são de 20, 30 e até mesmo 40 anos atrás. Elas realmente resistiram ao tempo e a sonoridade e não datam como muitas bandas dos anos 80. Qual é a sua opinião sobre isso?
Rob Halford: (risos) Você tem razão. Uma música pop dos anos 60 soa como uma música pop dos anos 60, como deveria. Existem diferenças simples, como a produção de "Turbo Lover" ser diferente da produção de "Nostradamus". Existem certas canções de rock que funcionam bem hoje como foram há 20, 30 ou 40 anos atrás, quando você as toca ao vivo com uma guitarra moderna e o som da bateria, há uma conectividade fluindo que fica completamente atraente e que funciona. Dito isto, quando você tira uma música, se for uma boa canção, ela deve durar.
Guitar International: Eu acho que o Judas Priest é uma daquelas raras bandas que podem ir lá e tocar algumas das faixas mais obscuras e os fãs mais incondicionais irão ficar loucos. É difícil escolher uma lista que satisfaça a todos?
Rob Halford: É difícil. Quando você tem sorte e fortuna para ter uma vida longa no rock'n'roll, quanto mais tempo você está no jogo fica mais difícil, porque o seu material depende de você. Você tem que ter o equilíbrio certo e sempre tem várias canções que você precisa tocar, como "Breaking The Law" e "Living After Midnight". Os fãs te deixam famoso por causa essas canções. Quando você tem esse conjunto, nos preocupamos em tocar canções que ofereçam uma textura diferente e dinâmica. É quando você olha para pequenas raridades como "Starbreaker", "Blood Red Skies" e "Never Satisfied". Você as ouve e as toca e começa a fazer sentido nos shows. Cada canção tem o seu momento, com fumaça, fogos, vídeos, iluminação e trocas de roupa. Elas vivem pouco mais de três minutos. É como se você estivesse assistindo a uma ópera ou à um musical. Você tem que pensar que tudo isso vai passar. Então você ensaia e você consegue um hole in one. Você não tem que fazer mudanças. Talvez parte dela é instintiva e outra é intuitiva. Parece que nós sempre tivemos isso, desde o início.
Guitar International: Quando conversamos pela última vez, você disse que estavam começando a escrever novas músicas para o próximo álbum do Judas Priest. Como está o processo agora e vocês tem algum tema para o trabalho?
Richie Faulkner: Ainda não há nenhum tema que pissamos compartilhar, mas estamos trabalhando no CD.
Rob Halford: A estrutura geral e a declaração deste álbum tem muita tradição e herança do Judas Priest. Será algo único, como foi em todos os outros registros que fizemos no passado. É o registro certo que precisamos fazer depois de "Nostradamus". "Nostradamus", foi uma conquista maravilhosa, mas ele tinha uma textura emocional diferente. Precisamos voltar ao groove do metal, aos riffs pesados e vocais agudos - todos os elementos clássicos da banda. Nós não vamos retroceder. Sabemos qual o tipo de música que precisamos tocar. Nós não nos comprometemos com um calendário, a gravadora é muito favorável por isso temos este enorme respeito pelos outros. Eles sabem que nós estamos fazendo nosso melhor para fazer outro grande disco de metal para eles. Estamos indo longe e eu acho que estamos sendo otimistas em dizer que iremos concluir no final deste ano.
Guitar International: Vocês estão compondo juntos no estúdio?
Richie Faulkner: Sim, por volta de dois meses no ano passado, Rob, Glenn (Tipton, guitarrista do Judas Priest) e eu ficamos juntos e partilhamos ideias para ver no que dava. A criatividade não se perde em uma canção de três minutos. Não há confinamentos ou prazos. Estamos tentando experimentar algumas coisas diferentes.
Rob Halford: É divertido e emocionante quando nós três nos reunimos para compor. Tem dias que estamos no estúdio ouvindo algum take e em seguida, ao fundo ouvimos Richie dedilhando na guitarra. Eu vou até ele e pergunto, "Que porra é essa, Richie. O que você está tocando?" e ele re-cria. Em seguida, pegamos e gravamos. Esse é o lado contagiante de como a música funciona. Sempre que eu ouço alguém de qualquer banda de metal, eu sou inspirado instantaneamente. Eu ouço as notas e melodias. É como um gatilho, que é o que acontece em seu próprio mundo.
Leia a entrevista completa (em inglês) no link abaixo:
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