A melhor música do clássico álbum "Powerage" do AC/DC, segundo Angus Young
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de dezembro de 2025
Em 1978, o AC/DC vivia sua fase mais desafiadora e rebelde - uma época em que, como escreve a jornalista Gaia Neiman para a Far Out, havia "uma crise geral de identidade no rock". Enquanto vários grupos migravam para um som mais polido e comercial, os irmãos Young mantinham firme a proposta crua e incendiária que sempre caracterizou a banda.
No álbum "Powerage", uma faixa resume essa postura indomável: "Riff Raff", justamente a música favorita de Angus Young no disco. Em declaração resgatada por Neiman, o guitarrista confessou: "Se eu pensar só na guitarra, já que sou guitarrista, eu diria 'Riff Raff'. O trabalho de guitarra foi um desafio, mas interessante na forma como a música se desenrola. Essa é a minha resposta como guitarrista."

A jornalista destaca que Angus credita os riffs - como sempre - ao irmão Malcolm Young, e ressalta como a faixa vai além do aspecto técnico: a expressão riff raff era usada de forma depreciativa para rotular "gente de má reputação", algo que o rock também simbolizava aos olhos mais conservadores da época. Segundo Neiman, a faixa "costura o cinismo com que a sociedade enxergava o rock", especialmente após escândalos que envolveram Bon Scott no final dos anos 1960.
Gaia Neiman chama atenção para a abertura da música, observando que: "Os primeiros 40 segundos, feitos praticamente só da guitarra de Angus, são alguns dos mais tensos e antecipatórios de todo o rock." Quando a banda finalmente entra após essa introdução, "Riff Raff" explode em pura eletricidade - e por isso virou uma presença quase obrigatória nos shows da banda ao longo dos anos.
A jornalista relembra uma performance marcante ocorrida em 2017, quando o Guns N' Roses levou Angus Young ao palco durante um show na Holanda. Ela descreve que "o público ficou em êxtase ao ver Angus destruir o riff usando roupas comuns, e não seu tradicional uniforme escolar".
Neiman conclui que a forma descontraída da letra - que retrata um sujeito que "não carrega arma", "não fez nada de errado" e está apenas "se divertindo" - simboliza o espírito desprendido que a banda possuía na época: "Se isso não captura o espírito despreocupado e acidentalmente lendário do AC/DC no fim dos anos 1970, nada mais captura."
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