Evergrey: um álbum perfeito para quem ainda não conhece a banda

Resenha - Atlantic - Evergrey

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Por Junior Ferreira e Henrique Haag Ribacki
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Lançado em 25 de Janeiro de 2019 o 11º álbum de estúdio do Evergrey traz uma grande diversidade dentro do que a banda veio nos oferecendo nesses mais de 20 anos de carreira. Mesmo com menos recursos como corais e participações especiais e até mesmo em fotografia em relação aos videoclipes se comparado com o seu antecessor "The Storm Within" (2016), o novo álbum não fica nem um pouco atrás em qualidade musical em que a banda compensa na própria "cozinha" trazendo riffs e solos simplesmente estonteantes.

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"A Silent Arc" inicia com um som de um submarino, e em seguida nos presenteia com um dos riffs mais agressivos que a banda já criou nos últimos anos, parecendo que ondas gigantescas estão em colisão com a sua cabeça! A música tem uma atmosfera bem variada, que é uma das características mais marcantes da banda e que os fãs gostam muito, combinando muito peso e melodia. O vocal menos agressivo e mais dramático de Tom é um destaque na abertura deste álbum. Os teclados de Rikard, desde o último álbum "The Storm Within", parece ter um destaque maior ainda, com arranjos simplesmente inacreditáveis. Foi o primeiro single que a banda soltou antes do lançamento do álbum, mostrando perfeitamente qual é o direcionamento desse novo álbum.

"Weightless" começa com o peso da bateria de Jonas e o riff pesado de Henrik, sem dúvida é uma das músicas mais comerciais que a banda já lançou, lançar um videoclipe para ela foi uma boa sacada! Tom leva o vocal pra um linha mais pop, a música é repetitiva, mas nem por isso é ruim, talvez seja a mais fácil de "digerir" para aqueles que ainda não conhecem ou ainda estão começando. O baixo de Johan se ouve mais do que nunca, timbre, peso, simplesmente perfeitos para o que a banda vem fazendo nos últimos anos. O solo de guitarra tem bastante destaque, marcando a entrada para uma parte instrumental bem pesada!

"All I Have" começa mais misteriosa, com riffs de guitarra bem diferentes do que estamos costumamos. A impressão que temos é que Tom se entrega quando canta, como se estivesse julgando a si próprio por não poder oferecer mais do que tem, música muito profunda. O baixo de Johan e a bateria de Jonas marcam o tempo, enquanto o refrão é um dos mais tristes da banda nos últimos anos. O solo de guitarra de Tom mostra um lado bem melodioso e triste, enquanto o solo final da música de Henrik marca de uma forma diferenciada as melodias principais da música, parecido com a "Black Undertow" do álbum "Hymns for the Broken" (2014).

"A Secret Atlantis" começa bem pesada, tem vocais levemente rasgados, diferente das músicas anteriores, mas sem forçar muito a barra. O refrão é muito marcante começando com vocal forte passando em seguida por uma linha mais melódica e finalmente terminando de forma um pouco mais agressiva. Essa música lembra um pouco o álbum "Torn" (2008) pelo peso das guitarras. A única do álbum que tem um solo de teclado de Rikard que se mistura com os riffs de guitarra perfeitamente, marcando muito bem o meio da música de forma diferenciada antes do solo de guitarra.

"The Tidal", faixa instrumental que traz o clima do título do álbum como se fosse a reprodução de algo relacionado ao oceano, serve perfeitamente de introdução para a música seguinte "End Of Silence", que também teve um videoclipe lançado com cenas do show da banda na sua terra natal, Gotemburgo.

"End of Silence" poderia ser muito bem uma faixa do "The Storm Within"! Lembra inclusive a faixa título do álbum anterior, mais lenta, diferenciada, progressiva, começando devagar e crescendo com o refrão bem melódico. O solo de guitarra não é virtuoso, é uma mistura de teclado bem diferente do restante do álbum, mas que combina muito com a música.

"Currents" é uma música Evergrey "raiz", lembra canções como "Nosferatu" ou "More Than Ever", mas sem corais, o que aliás ficou faltando nesse álbum. É uma música pesada, com refrão forte, destaque novamente para o baixo de Johan e o teclado de Rikard no refrão! Destaque para o solo de Tom "à la" David Gilmore do Pink Floyd.

"Departure¨ é um casamento lindo entre baixo, teclado e bateria, música que arrepia e até faz chorar os mais sentimentais. O som da guitarra limpa e do violão são perfeitos. A melodia principal de teclado que se repete ao decorrer da música, parecido com o que podemos ouvir durante o álbum anterior ¨The Storm Within¨. Mesmo se tratando de uma balada, a música mostra o seu peso em várias partes que é a principal característica desse álbum como um todo, porém de forma mais simples com melodias mais tristes, com a presença de todos os instrumentos. Em baladas como ¨...and the Distance...¨ (Glorious Collision, 2011), por exemplo, vemos também a combinação entre peso e melodia, mas evoluindo de uma forma mais rápida e menos dramática. Outras também conhecidas como "Waking Up Blind" (The Inner Circle, 2004) e "Closure" (Monday Morning Apocalypse, 2006) em que durante a música inteira a guitarra aparece em um solo muito discreto ou a música segue praticamente só com piano e voz vemos "Departure" se destacando como uma das baladas mais diferentes em estrutura musical do que os exemplos apresentados e como as outras que já estamos acostumados, com certeza uma música de grande destaque.

"The Beacon" durante a introdução ouvimos conversas ao fundo, lembrando os álbuns anteriores com partes faladas que certamente tem referência com o conceito central desse e dos últimos dois trabalhos da banda. Além disso temos a referência ao oceano com som de pássaros e ondas, mais uma vez uma música que nos lembra da temática adotada para o álbum. E como não poderia faltar, o peso das guitarras e do baixo é muito presente e ganha muito destaque juntamente com os teclados de Rikard que a todo momento nos traz a referência do oceano. Ao final temos o fechamento com uma bela melodia de violão.

"This Ocean" é uma das músicas mais pesadas do álbum e que traz muitos elementos de power metal, mais agitada com riffs mais frenéticos. Guitarras e bateria agressivas, o ótimo refrão que repete bastante. Uma música ótima para fechar o álbum com chave de ouro e deixar com a aquela vontade de repetir todas as músicas por diversas vezes.

Tracklist:

01. A Silent Arc
02. Weightless
03. All I Have
04. A Secret Atlantis
05. The Tidal
06. End Of Silence
07. Currents
08. Departure
09. The Beacon
10. This Ocean

Lançamento AFM Records com distribuição no Brasil pela Valhall Music e Urubuz Records.

A página Evergrey Brazil vem trabalhando arduamente para retomar o sucesso da banda no Brasil realizando sorteios e gerando conteúdo para os seus fãs. De o seu like na página e ajude a trazê-los na turnê do novo álbum!

Mais informações:
https://www.facebook.com/evergreybrazil/




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