A poderosa canção dos anos 70 que Bono considera entre as melhores letras de todos os tempos
Por Bruce William
Postado em 05 de agosto de 2025
No início dos anos 1990, Bono declarou que havia aprendido algo essencial sobre compor: "Você tem que começar com o coração; o coração como base da política". Era uma visão coerente com a imagem do U2 naquela época: uma banda engajada, que buscava levantar questões sociais em suas letras, como nos clássicos "Sunday Bloody Sunday" e "Pride (In the Name of Love)".
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Ao lançar "Achtung Baby" em 1991, o grupo tentou mostrar um lado mais humano, frágil e até irônico. Para isso, Bono passou a se inspirar em outras formas de expressar sentimentos e questionamentos. Um dos artistas que ele mais admirava nesse sentido era Marvin Gaye, principalmente pelo que conseguiu fazer em "What's Going On", lançado em 1971. "Marvin Gaye ainda me parece uma luz real", afirmou Bono. "Ele misturou tudo naquele álbum, falava abertamente sobre sexo, política e espiritualidade".
A faixa-título, além de ser um marco do soul e da Motown, entrou para a história como uma das músicas mais fortes contra a Guerra do Vietnã. Ironicamente, Bono escreveu uma canção chamada "What's Going On" nos anos 70, sem conhecer a versão de Marvin. Anos depois, já admirador declarado da obra, passou a incluir a música nos shows do U2 e participou de dois covers oficiais: um em 2001 com vários artistas, em apoio ao combate à Aids, e outro ao vivo em 2017.
Durante um discurso em 2022, ao receber o Prêmio Fulbright, Bono citou a letra de "What's Going On" como uma das maiores já escritas na música popular, ao lado de "The Times They Are a-Changin'" (Bob Dylan) e "I Saw Her Standing There" (The Beatles). Ele ainda mencionou "Short People", de Randy Newman, como exemplo de que "humor também tem valor", mas a escolha de Marvin Gaye se destacou por sua seriedade, e por uma coincidência trágica.
Poucos dias após gravar a música novamente, em setembro de 2001, Bono viu o mundo mudar com os atentados de 11 de setembro. "De todas as coincidências", disse ao Irish Independent, "estávamos gravando uma das músicas anti-guerra mais famosas da história, e dias depois você nunca precisou tanto escutar aquela canção". A letra dizia: "Não precisamos escalar. Veja, guerra não é a resposta. Só o amor pode vencer o ódio". Essas palavras, tão potentes naquele momento, logo deixaram de tocar nas rádios assim que a resposta militar americana começou.
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