Os dois discos do Deep Purple que Ritchie Blackmore gostaria de esquecer
Por Bruce William
Postado em 05 de agosto de 2025
Ao longo de sua trajetória com o Deep Purple, Ritchie Blackmore foi responsável por alguns dos riffs mais marcantes da história do rock, registrados em trabalhos hoje considerados clássicos como "Machine Head" e "In Rock." Mas nem todos os álbuns da banda agradam ao próprio guitarrista, que, com o passar dos anos, apontou dois discos que ele considera ruins - coincidentemente ambos lançados durante a fase de reunião com Ian Gillan nos anos 1980 e 1990.
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O primeiro alvo de suas críticas é "The House of Blue Light", de 1987. Foi o segundo trabalho após a volta da formação clássica, e apesar do sucesso comercial em países europeus, a relação entre os integrantes já estava abalada. A tensão se refletiu no clima das gravações e, segundo o próprio Blackmore, no resultado final. "Achei 'Perfect Strangers' muito bom. Mas 'The House of Blue Light', achei terrível", afirmou à Record Collector em 1998, em fala resgatada pela Rock and Roll Garage.
Já o segundo álbum rejeitado por Blackmore é "The Battle Rages On", de 1993. O disco marcou a última tentativa de manter Gillan e Blackmore na mesma formação, algo que não deu certo. O guitarrista chegou a elogiar as faixas instrumentais antes dos vocais serem adicionados, mas considerava que o vocalista não combinava com a proposta do grupo naquele momento. O clima nos bastidores ficou tão pesado que ele decidiu abandonar o barco no meio da turnê.
Em uma entrevista posterior, Blackmore disse ter escrito uma carta à banda avisando que ficaria mais seis semanas para que encontrassem um substituto, mas não suportava mais a convivência com Gillan. Apesar das tentativas anteriores de reconciliação, os dois nunca chegaram a um entendimento artístico real. "Escrevi uma carta dizendo que não aguentava mais aquele circo. Amo a banda, mas não suporto o cantor. Sabia que não daria certo, mas aceitaram minha volta mesmo assim. Depois de seis semanas na estrada, percebi que não dava mais. A percepção musical dele e a minha são mundos diferentes."
Após sua saída definitiva do Deep Purple em 1993, Blackmore encerrou sua trajetória no hard rock por um bom tempo. No ano seguinte, iniciou o projeto Blackmore's Night ao lado da esposa Candice Night, explorando sonoridades renascentistas e acústicas. Já os últimos registros com o Purple ainda lhe trazem lembranças amargas, marcadas por desentendimentos e frustrações criativas.
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