Stagma: resenha do álbum auto-entitulado da banda portuguesa
Resenha - Stagma - Stagma
Por Marcos Garcia
Postado em 19 de março de 2018
Nota: 9 ![]()
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Portugal é um país com um cenário musical bem diversificado. Mas para a questão do Metal, somente com o crescimento do MOONSPELL na década de 90 que as atenções do mundo se voltaram à nação pioneira das Grandes Navegações dos séculos XV e XVI. De lá para cá, muitos nomes surgiram, e é interessante ouvir um trabalho como "Stagma", primeiro disco do quinteto STAGMA, que embora tenha raízes lusitanas, é um supergrupo internacional.

A banda nasceu de uma idéia de Alex Santos (guitarrista, prdutor musical e principal compositor do SCAR FOR LIFE), que juntou forças a Joe Petro (do HEAVEN AND EARTH), Vinny Appice (o lendário baterista de nomes como BLACK SABBATH e DIO), Neil Fraser (do TEN, RAGE OF ANGELS), e Rob Mancini (também do SCAR FOR LIFE, e do BONEYARD DOG). O estilo da banda é uma forma versátil de Heavy Metal tradicional com um enfoque sonoro moderno, que é bem agressivo, mas que não nega em momento algum sua vocação para criar melodias de fácil assimilação e refrãos bem acessíveis. Pesado, elegante e melodioso, tudo na medida certa, fora uma boa dose de energia.
Apesar de não estar criando uma nova vertente de Metal, o quinteto sabe ser criativo, verdade seja dita.
As mãos do próprio Alex Santos cuidaram da mixagem e masterização de "Stagma", e o trabalho ficou ótimo. A sonoridade está limpa e bem cuidada, o que é essencial para compreender as melodias do grupo, embora com timbres instrumentais bem agressivos, buscando valorizar as frequências médias e graves (para dar aquela pegada moderna da qual se fala acima). Dessa forma, a sonoridade ficou de primeira, assim como a arte de Zacarias d’Araújo está muito bela, dando aquele visual que chama a atenção e que dá corpo ao som do quinteto.
Podemos dizer que "Stagma" vem para mostrar um trabalho musical diferenciado, onde a energia do Heavy Metal tradicional com um enfoque moderno se funde a influências de Hard Rock e Classic Rock para nos brindar com um trabalho esmerado. A qualidade das composições é alta, graças ao cacife dos integrantes da banda, fora os convidados que deram um toque a mais de classe ao disco.
As harmonias pegajosas e agressivas de "Pokerface" (onde os vocais estão perfeitamente assentados sobre as linhas instrumentais bem feitas, e o refrão realmente seduz o ouvinte), as linhas melódicas bem feitas e de fácil assimilação de "Rocket Machine" (as guitarras estão ótimas, verdade seja dita), o jeitão mais voltado ao Hard Rock clássico de "Faces in the Mirror"; a balada com um jeito mais introspectivo e pesado "Gates of Valhalla" (mais uma vez, as guitarras roubam a cena, com arranjos não muito complicados, mas que estão bem encaixados na proposta da canção), a dose certa de acessibilidade musical que se percebe em "Sister Sister" (onde baixo e bateria mostram-se com boa dose de peso), e as melodias de cair o queixo que são ouvidas em "Written in Stone" são os grandes momentos do álbum, embora "Stagma" seja ótimo como um todo.
Podem se viciar no STAGMA, pois a banda é excelente, e "Stagma" vem para se candidatar à revelação de 2018. E espero de coração que "To Be Continued" seja um sinal que a banda pretende seguir carreira!
Stagma - Stagma
(Headshell Records - Importado)
Tracklist:
1. Genesis
2. Pokerface
3. Rocket Machine
4. Faces in the Mirror
5. Promise Me
6. Gates of Valhalla
7. Castaway
8. Bounty Hunter
9. Sister Sister
10. Viking Nation
11. Written in Stone
12. To Be Continued
Banda:
Rob Mancini - Vocais
Alex Santos - Guitarra base
Neil Fraser - Guitarra solo
Joe Petro - Baixo
Vinny Appice - Bateria
Contatos:
http://www.stagmaband.com/
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