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Draconian - "In Somnolent Ruin" reafirma seu espaço de referência na música melancólica

Resenha - In Somnolent Ruin - Draconian

Por
Postado em 18 de maio de 2026

Nota: 8 starstarstarstarstarstarstarstar

In Somnolent Ruin, que ostenta selo e padrão de qualidade draconianos, não surpreenderá tanto quanto não decepcionará.

Intervalando quase 6 anos desde o último lançamento, Under a Godless Veil (2020), os suecos do Draconian retornaram recentemente com novo material, intitulado In Somnolent Ruin. Lançado em 8 de maio de 2026, a longa espera saciou, novamente, as pacientes expectativas.

Foto: Theres Stephansdotter Bjork
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Diretamente ao ponto, sem as verborragias preliminares usuais às minhas análises. In Somnolent Ruin é, indiscutivelmente, um trabalho sólido. Contando com ótima produção, entrega, com a qualidade peculiar ao conjunto, aquela musicalidade que coroou o Draconian como referência nos gêneros de doom/death/gothic metal.

Não há, em linhas gerais, surpresas, ineditismos ou experimentações. Isso, porém, não significa que In Somnolent Ruin seja trabalho previsível ou aquém em virtudes. Muito longe disso. Afinal, o amplo diâmetro musical a que os suecos habitualmente se lançam torna sempre elevada sua estatura artístico-musical. "Professores dos detalhes", eles habitualmente exploram e lapidam, com refinamento e cuidado estético, múltiplas camadas, paisagens e instrumentações, tornando fértil e aprazível a degustação sonora.

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E com In Somnolent Ruin não foi diferente. O novo álbum revalida, com consistência, o espaço de referência ocupado pelo Draconian nos núcleos da música belo-melancólica.

Com arranjos acentuadamente mais pesados, aliados ao protagonismo quase absoluto de passagens arrastadas, In Somnolent Ruin direcionou seus ponteiros, dessa vez, a uma inclinação mais próxima aos aspectos de death/doom metal (ainda que todos os elementos típicos à sua musicalidade, inclusive as influências góticas, abundem ao longo da audição).

Para traçar um panorama geral, em sobrevoo analítico, In Somnolent Ruin espelha um álbum denso, sombrio e soturno. Ritmado com diversas caídas de tempo climáticas, que conduzem o ouvinte a estados de contemplação, meditação e imersão, a audição veleja pela alternância entre a tempestuosa turbulência da catarse sonora e o apaziguamento estável da introspecção.

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Esses contrastes, que fertilizam a qualidade musical de In Somnolent Ruin, acentuam-se ainda mais com o desfile multivariado entre vocais masculinos guturais, capitaneados por Anders Jacobsson, e femininas linhas de canto limpas, cristalinas e angelicais, sob o comando de Lisa Johansson. O ouvinte é exposto, assim, ao impacto sistemático de um torvelinho de distintas emoções.

I Welcome Thy Arrow inaugura com a potência de pesadas guitarras e congrega, já à abertura da audição, todos os elementos que formam o DNA e a anatomia da musicalidade dos suecos. Há cadência rítmica, duetos vocais e caídas de tempo, tudo isso moldado ao intenso sentimentalismo de passagens atmosféricas.

Ainda que In Somnolent Ruin não se distinga pela inovação ou pela experimentação, há momentos que escapam à arquitetura padrão do conjunto. E isso, já em The Monochrome Blade, segunda faixa do álbum. Edificada sobre uma estrutura próxima ao death metal clássico em alguns arranjos, ela sofre o revés de uma caída de tempo que conduz a uma desolada atmosfera, semelhante a The Cry of Mankind, do My Dying Bride.

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Anima, por sua vez, estrutura-se predominantemente à regência de vocais limpos, capitaneados por Daniel Änghede, e se desenvolve em camadas semelhantes ao estilo Tiamat (especialmente em suas fases intermediárias, como em Prey).

Cold Heavens é um contraponto ao andamento arrastado. Com uma rítmica, no geral, mais acelerada, os riffs de guitarras e o andamento da composição remetem, em parte, a uma verve Paradise Lost, sobretudo em sua também era intermediária.

Lethe, que encerra o álbum, é uma canção com multicamadas, que irrompe em explosão sonora após acabrunhada e dramática introdução. Sua principal marca distintiva é, porém, o arranjo de guitarras inserido em seu trecho instrumental (por volta de 4min50s), evocativa de um clima que se afeiçoa ao estilo shoegaze do Alcest. Um momento luminoso e serenado, quase onírico, que se interpõe e se sobrepõe à atmosfera lúgubre, gélida e carregada que dita os contornos da audição. Essa é a minha canção favorita desse trabalho.

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Como já afirmado, In Somnolent Ruin não inova. Assim, àqueles já habituados aos moldes da criação artístico-musical dos suecos, o novo lançamento não surpreenderá tanto quanto não decepcionará. O Draconian gestou mais um material com aquela típica e já conhecida qualidade de seu longevo repertório. Um prato cheio que saciará, à exaustão, os apreciadores de música melancólica, no geral, e os fãs da banda, em particular.

In Somnolent Ruin é, em síntese, um álbum com selo e padrão de qualidade draconianos, envolto, ainda, sob o manto de algumas nuances que lhe intensificam o deleite sonoro.

Não é um material nota 10. Afinal, apesar das incontestáveis virtudes, In Somnolent Ruin homogeneíza-se em meio à extensa discografia do conjunto, representando apenas mais um álbum padrão dos suecos (ainda que esse padrão seja elevado, como de costume). E, também digno de nota, porque, em termos comparativos, In Somnolent Ruin não está à altura de Arcane Rain Fell, verdadeiro magnum opus do Draconian (esse sim, merecedor absoluto do distintivo de "nota 10 com louvor").

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De todo modo, In Somnolent Ruin proporcionará excelentes momentos de degustação e imersão sonoras. Sólido e consistente, comporá, sem dúvidas, o mosaico de álbuns recomendáveis dentro do seleto catálogo da música pesada melancólica.

Boa audição.

Set-list:
1. I Welcome Thy Arrow
2. The Monochrome Blade
3. Anima
4. The Face of God
5. I Gave You Wings
6. Asteria Beneath the Tranquil Sea
7. Cold Heavens
8. Misanthrope River
9. Lethe

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Matéria originalmente publicada na página Rock Show

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Sobre Marcelo R.

"Marcelo R. é natural de Itu. Da fama de sua cidade, herdou alguns exageros, como o gosto pela música e pela literatura. Ávido leitor e aficionado por uma imensa gama de subgêneros do rock, possui especial paixão pelo metal nacional, do qual é incansável apoiador. É colecionador de discos, já tendo completado algumas discografias, como a do Katatonia e a do Bruce Dickinson. Nas horas vagas, é um despretensioso escritor, aventurando-se especialmente em resenhas de livros e de música. Colabora com a página Rock Show, sediada no site Medium. É formado em Direito."
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