Orphaned Land: Uma importante mensagem para os dias de hoje
Resenha - All Is One - Orphaned Land
Por Renan Soares
Postado em 01 de março de 2018
Nota: 10 ![]()
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Recentemente, estava eu navegando pela internet pesquisando sobre bandas de metal que conseguiram inovar em seus sons de alguma forma, e entre esse grupo seleto, encontrei a banda israelense Orphaned Land, que acabou me chamando a atenção.
Orphaned Land - Mais Novidades
Achei interessante a proposta da banda de colocar elementos da música tradicional oriental dentro do metal, tendo assim, eles se tornado os precursores do "Oriental Metal" (o que prefiro chamar de 'folk metal', mas ok).
Em sua discografia, um álbum em específico chamou minha atenção mais do que os outros, sendo ele, o que escolhi para fazer uma primeira edição da banda. O "All Is One", lançado em 2013.
Logo na capa já percebe-se claramente a temática abordada no trabalho. Vê-se uma união dos três símbolos das principais religiões monoteístas do mundo, a cruz do cristianismo, a Estrela de Davi do judaísmo e a lua do islãmismo, sendo essas também as três crenças presentes no povo de Israel.
A faixa-título, que é a que abre o disco, mostra em sua letra a mensagem principal do trabalho, a de paz entre as três religiões, que é muito importante no dia de hoje, principalmente no país natal deles onde costuma ocorrer conflitos por questões religiosas.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Outra faixa com uma mensagem interessante é a "Let the Truce Be Known", que fala da histórica trégua de natal entre as tropas durante a primeira guerra mundial.
Em todas as músicas do álbum encontra-se trechos em suas letras que fazem referências a histórias presentes nas culturas das religiões citadas, como por exemplo, em "Our Own Messiah", que contêm versos de uma oração judia, e em "Brother", que conta a historia dos irmãos Isaac e Ishmael, onde na crença judaica, acredita-se que Isaac foi sacrificado no templo da montanha, e na crença islãmica, se diz que foi Ishmael.
A sonoridade ao longo do disco é bastante linear, sendo a mistura da música tradicional oriental como o peso do metal, como já dito anteriormente, uma junção que sempre dar certo em minha opinião (já vi algumas outras bandas tentarem esse proposta ocasionalmente em algumas músicas). O mais diferenciado que tivemos no trabalho foram as faixas "Freedom", "Brother" e "Fail", a primeira por ser completamente instrumental, outra por ser uma balada, e a outra por ser a única contendo vocais guturais (que eram muito mais comuns em trabalhos anteriores do grupo).
Sonoramente, o disco é impecável, e cativa os ouvidos do ouvinte do início ao fim, mas, esse detalhe se torna apenas um adendo no trabalho levando em questão a importância da mensagem passada nele como um todo, principalmente em um mundo intolerante em que vivemos hoje.
O álbum foi feito em 2013, mas para quem ler as letras pode até achar que ele foi feito esse ano de tão atual que sua temática é.
TRACKLIST:
01 All Is One
02 The Simple Man
03 Brother
04 Let The Truce Be Known
05 Through Fire And Water
06 Fail
07 Freedom
08 Shama'im
09 Ya Benaye
10 Our Own Messiah
11 Children
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