Orphaned Land: novo álbum traz sonoridade mais direta

Resenha - All Is One - Orphaned Land

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Por Genilson Alves
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Nota: 8

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Um novo trabalho do Orphaned Land sempre vem cercado de grande expectativa. “All Is One” (Century Media), quinto álbum de estúdio dos israelenses, chega ao público logo após uma bem-sucedida turnê sulamericana, e traz, mais uma vez, consideráveis mudanças no direcionamento musical do conjunto.
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Se nos dois registros anteriores a banda apostou numa sonoridade mais progressiva e épica, em “All Is One” a música do Orphaned Land continua grandiosa e complexa, porém executada de forma muito mais direta. As orquestrações e coros ainda são parte importante das composições (vide a faixa de abertura, que também dá nome ao álbum) e comparecem em quase toda a audição, mas o foco é mesmo o núcleo baixo/ guitarras/ voz/ bateria, e, certamente, as novas músicas serão mais fáceis de reproduzir em cima do palco. Por outro lado, temas como “Through Fire and Water”, “Shama'im” e “Ya Benaye” mostram que as influências orientais se fazem mais presentes do que em qualquer outro trabalho – o que para muitos pode soar como “coisa para gringo ouvir”.

Liricamente, a banda mantém o discurso de paz entre os povos, representada pela união das três grandes religiões monoteístas (conceito já explorado no álbum “Mabool”), e a capa simboliza claramente essa ideia. Desta vez, entretanto, algumas letras parecem trazer um olhar político mais explícito, como em “Fail”, na bela “Let The Truce Be Known” e na balada “Brother” (que ganhou um clipe bem piegas, na linha “We Are The World”).

Todavia, a mudança mais drástica apresentada em “All Is One” – e, provavelmente, a que mais desagradará aos fãs que preferem a primeira fase do grupo – é a quase total ausência do vocal gutural de Kobi Farhi, expediente utilizado somente na supracitada “Fail”.

Em sua nova empreitada, o Orphaned Land deu um passo adiante, elaborando um álbum mais simples, de canções. Por se tratar de uma proposta diferente, pode não ser facilmente assimilada por alguns – até porque não há nenhum “hit” como “Sapari” ou “Ocean Land” –, mas, a cada audição, “All Is One” se revela uma experiência recompensadora.

Faixas:

All Is One
The Simple Man
Brother
Let The Truce Be Known
Through Fire And Water
Fail
Freedom
Shama'im
Ya Benaye
Our Own Messiah
Children

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Sobre Genilson Alves

Genilson Alves é jornalista e autor do blog Radio Sehnsucht.

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