D.I.E.: Proposta mantida em segundo EP

Resenha - II - D.I.E.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Vitor Sobreira
Enviar correções  |  Ver Acessos

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Na luta desde 2010, o D.I.E. vem do estado de São Paulo - mais especificamente da cidade Botucatu - e busca referencias tanto no HardCore quanto no Thrash Metal, para produzir uma sonoridade forte, que ainda bebe na fonte do Groove. Como estréia fonográfica, a banda lançou o EP auto-intitulado 'D.I.E.', com quatro músicas em 2012. Já em 2016, após a boa receptividade por conta dos shows e do material, lançou este seu segundo EP, 'II', também com apenas quatro composições, e novamente em inglês.

Steven Tyler: primeira vez aos 7 anos, com duas gêmeasRock, Revolução e Satanismo

Embalado naquele conhecido 'envelopinho' de papel, a arte de capa foi praticamente reaproveitada do primeiro EP, com a diferença crucial de contar com o título 'II', abaixo do logo, e ter as cores invertidas (com o branco ocupando o fundo, e o preto o logo). A gravação é bem aceitável e notada logo de cara, tendo sido feita no Odioground Studios, com produção de Fabiano Gil, Umberto Buldrini e da própria banda... Entretanto, o peso não ficou muito em evidência - possivelmente por conta do volume entre os instrumentos, que careceu de um melhor equilíbrio - e ao longo da curta audição, acaba fazendo com que sintamos sua falta.

Visualmente, nas fotos e apresentações, é curioso como a banda optou/opta por máscaras, o que gera ao mesmo tempo uma imagem diferenciada e ainda cria um certo suspense. Musicalmente, o fato de um EP possuir - naturalmente - um número menor de composições, acaba sendo um pouco frustrante, pois dá-se a impressão que a banda poderia ter arriscado mais em lançar um álbum completo, mas, enquanto o mesmo não sai, fiquemos com este aperitivo de quatro atos, chamado 'II'.

Com um vocal que me remeteu ligeiramente ao de Carlos Lopes, da tradicional Dorsal Atlântica, assim como a performance dos músicos faz jus as faixas, que por sua vez, transitam entre momentos rápidos e outros mais ritmicamente calculados. Isso, é explicitado já na abertura com "Truth Like Yourself", dispensando introduções e indo direto ao assunto, mostrando perfeitamente o tipo de som que o D.I.E. executa. Soando sempre atual, o trabalho segue com a direta "Religion", já se valendo de mais batidas aceleradas, enquanto que "Space to Destroy" se inicia com uma interessante introdução, com arranjos misteriosos de teclado e efeitos, até que o som deságua em uma composição predominantemente cadenciada, com riffs bem fortes e algumas incursões aceleradas quase no final - chegando a ser ligeiramente mais diferente das demais. Por fim, "Lost" mantém a alternância rítmica descrita no início do parágrafo anterior e encerra bem o EP - que a cada audição soa melhor.

Confira você também este EP, e que venha o futuro 'full length'!

Formação:
Charles Guerreiro (vocal);
Hell Hound (guitarra);
Roger Vorhees (baixo);
Mortiz Carrasco (bateria).

Faixas:
01. Truth Like Yourself
02. Religion
03. Space to Destroy
04. Lost.


Outras resenhas de II - D.I.E.

D.I.E.: Clara evolução em novo material




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "D.I.E."


Steven Tyler: primeira vez aos 7 anos, com duas gêmeasSteven Tyler
Primeira vez aos 7 anos, com duas gêmeas

Rock, Revolução e SatanismoRock, Revolução e Satanismo

Pilares: O início do Heavy Metal em 1969Pilares
O início do Heavy Metal em 1969

Cover: 15 bandas que são quase tão boas quanto o originalCover
15 bandas que são quase tão boas quanto o original

Rock: as dez lendas mais macabras do gêneroRock
As dez lendas mais macabras do gênero

Elke e Alexei: Um Casamento Heavy Metal; assista no YoutubeElke e Alexei
Um Casamento Heavy Metal; assista no Youtube

Alter Bridge: Myles Kennedy compara Tremonti e SlashAlter Bridge
Myles Kennedy compara Tremonti e Slash


Sobre Vitor Sobreira

Moro no interior de Minas Gerais e curto de tudo um pouco dentro do maravilhoso mundo da música pesada, além de não dispensar também uma boa leitura, filmes e algumas séries. Mesmo não sendo um profissional da escrita, tenho como objetivos produzir textos simples e honestos, principalmente na forma de resenhas, apresentando e relembrando aos ouvintes, bandas e discos de várias ramificações do Metal/Heavy Rock, muitos dos quais, esquecidos e obscuros.

Mais matérias de Vitor Sobreira no Whiplash.Net.

adClio336|adClio336