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Stamp

D.I.E.: Proposta mantida em segundo EP

Resenha - II - D.I.E.

Por Vitor Sobreira
Em 06/12/17

Na luta desde 2010, o D.I.E. vem do estado de São Paulo – mais especificamente da cidade Botucatu – e busca referencias tanto no HardCore quanto no Thrash Metal, para produzir uma sonoridade forte, que ainda bebe na fonte do Groove. Como estréia fonográfica, a banda lançou o EP auto-intitulado ‘D.I.E.’, com quatro músicas em 2012. Já em 2016, após a boa receptividade por conta dos shows e do material, lançou este seu segundo EP, ‘II’, também com apenas quatro composições, e novamente em inglês.

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Embalado naquele conhecido ‘envelopinho’ de papel, a arte de capa foi praticamente reaproveitada do primeiro EP, com a diferença crucial de contar com o título ‘II’, abaixo do logo, e ter as cores invertidas (com o branco ocupando o fundo, e o preto o logo). A gravação é bem aceitável e notada logo de cara, tendo sido feita no Odioground Studios, com produção de Fabiano Gil, Umberto Buldrini e da própria banda… Entretanto, o peso não ficou muito em evidência – possivelmente por conta do volume entre os instrumentos, que careceu de um melhor equilíbrio – e ao longo da curta audição, acaba fazendo com que sintamos sua falta.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Visualmente, nas fotos e apresentações, é curioso como a banda optou/opta por máscaras, o que gera ao mesmo tempo uma imagem diferenciada e ainda cria um certo suspense. Musicalmente, o fato de um EP possuir – naturalmente – um número menor de composições, acaba sendo um pouco frustrante, pois dá-se a impressão que a banda poderia ter arriscado mais em lançar um álbum completo, mas, enquanto o mesmo não sai, fiquemos com este aperitivo de quatro atos, chamado ‘II’.

Com um vocal que me remeteu ligeiramente ao de Carlos Lopes, da tradicional Dorsal Atlântica, assim como a performance dos músicos faz jus as faixas, que por sua vez, transitam entre momentos rápidos e outros mais ritmicamente calculados. Isso, é explicitado já na abertura com "Truth Like Yourself", dispensando introduções e indo direto ao assunto, mostrando perfeitamente o tipo de som que o D.I.E. executa. Soando sempre atual, o trabalho segue com a direta "Religion", já se valendo de mais batidas aceleradas, enquanto que "Space to Destroy" se inicia com uma interessante introdução, com arranjos misteriosos de teclado e efeitos, até que o som deságua em uma composição predominantemente cadenciada, com riffs bem fortes e algumas incursões aceleradas quase no final – chegando a ser ligeiramente mais diferente das demais. Por fim, "Lost" mantém a alternância rítmica descrita no início do parágrafo anterior e encerra bem o EP – que a cada audição soa melhor.

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Formação:
Charles Guerreiro (vocal);
Hell Hound (guitarra);
Roger Vorhees (baixo);
Mortiz Carrasco (bateria).

Faixas:
01. Truth Like Yourself
02. Religion
03. Space to Destroy
04. Lost.

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Sobre Vitor Sobreira

Moro no interior de Minas Gerais e curto de tudo um pouco dentro do maravilhoso mundo da música pesada, além de não dispensar também uma boa leitura, filmes e algumas séries. Mesmo não sendo um profissional da escrita, tenho como objetivos produzir textos simples e honestos, principalmente na forma de resenhas, apresentando e relembrando aos ouvintes, bandas e discos de várias ramificações do Metal/Heavy Rock, muitos dos quais, esquecidos e obscuros.

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