O pior álbum da história do Metallica, segundo o baterista Lars Ulrich
Por Gustavo Maiato
Postado em 28 de janeiro de 2025
Durante uma entrevista ao Loudersound (via Ultimate Guitar), Lars Ulrich, baterista do Metallica, compartilhou reflexões sobre a carreira da banda, seus ídolos e os momentos mais marcantes de sua trajetória. Na ocasião promovendo o álbum "S&M2", Ulrich analisou a discografia do Metallica e falou sobre seus heróis musicais.
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Quando questionado sobre qual seria o pior álbum que já produziu, Lars defendeu o trabalho da banda. "Surpresa! Não fizemos nenhum álbum ruim! Mas, falando sério, sem fugir da pergunta, não vejo nenhum deles como um erro," disse o baterista. "Agora, o ‘Kill 'Em All’, soa como algo de uma outra época, mas é cheio de energia e juventude".
Entre os álbuns da longa discografia do Metallica, Ulrich destacou "Hardwired... To Self-Destruct" (2016) como o trabalho do qual tem menos ressalvas. "É o que mais representa o meu estado mental atual," afirmou.
Ao ser questionado sobre seu "guitar hero", Lars não hesitou em citar Ritchie Blackmore, lendário guitarrista do Deep Purple. "O primeiro show que fui na vida foi do Deep Purple. Eu tinha nove anos e ainda consigo fechar os olhos e vê-lo tocando sua Stratocaster preta e branca com o pé ou esfregando-a contra os alto-falantes. Isso deixou uma impressão em mim. Ele foi o melhor guitarrista de sua geração e, para mim, a definição de um herói da guitarra."
Sobre composições, Lars exaltou Noel Gallagher, do Oasis, destacando a dificuldade de criar canções simples. "A coisa mais difícil do mundo – e digo isso por experiência própria – é escrever uma música simples. Canções como 'Wonderwall', 'Live Forever' e 'Supersonic' são incríveis quando Noel as toca sozinho, apenas com voz e guitarra. É impressionante a vulnerabilidade e a força dessas músicas."
Por fim, Ulrich listou cinco discos que considera os melhores de todos os tempos, destacando sua atemporalidade: "Made in Japan" (Deep Purple), "Lightning to the Nations" (Diamond Head), "No Sleep 'Til Hammersmith" (Motörhead), "Definitely Maybe" (Oasis) e "Rage Against the Machine" (álbum autointitulado)
Nos últimos anos, ele revelou que o som do Rage Against the Machine tem sido especialmente significativo para ele. "Nos últimos tempos, Rage fala comigo mais do que qualquer outra banda."
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