Blackberry Smoke: Quarto álbum mostra banda revigorada e corajosa
Resenha - Holding All the Roses - Blackberry Smoke
Por Junior Frascá
Fonte: My Guitar
Postado em 17 de fevereiro de 2015
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois de lançar o clássico "The Whippoorwill", em 2012, o BLACKBERRY SMOKE deixou de ser apenas uma promessa e se tornou o principal nome do southern rock contemporâneo. Com muito talento, bom gosto e simplicidade, a banda conseguiu atingir um público muito maior do que o alcançado com seus dois (e também excelentes) primeiros registros, abrindo novas portas. E agora, os caras voltam ao mercado com um novo disco, cercado de grandes expectativas, e mais uma vez conseguem mostrar o quão geniais conseguem ser.
E a primeira coisa que deve ser dita é que "Holding All The Roses" é um disco diferente dos anteriores. Ao invés de se acomodar com o sucesso, sentarem suas bundas no sofá, e comporem um disco igual o anterior, Charlie Starr, Paul Jackson, Brandon Still e os irmãos Brit e Richard Turner ousaram, quiseram mais, e criaram uma obra mais dinâmica e orgânica, e embora mais difícil de assimilar, tão excelente quanto as anteriores.
Mas não pensem que as características principais da sonoridade da banda foi deixada de lado, pois aquele southern rock clássico e cativante ainda está lá, mas agora com bem menos influências de country, e muito mais de hard rock e blues, o que deixou tudo mais sujo e vibrante. E trabalho com o renomado produtor Brendan O’Brian certamente influenciou esse novo "lado" da banda a aflorar.
As faixas que mais representam essa nova tendência do BBS são as agitadas "Let Me Help You (find the door)", "Holding All The Roses", "Rock and Roll Again" e "Playback´s a Bitch", com guitarras afiadas, linhas vocais excelentes e com alguns efeitos bem interessantes, e muito bom gosto nos arranjos e melodias.
"Fire In The Hole" também é outro grande destaque, e na qual a banda chega a mesclar blues com uma levada space rock que chega a fazer os miolos fritarem para entender como aquilo ficou tão homogêneo.
Já os momentos que mais remetem aos discos anteriores dos caras são "Living in the Song", com versos rimados que viciam logo na primeira audição; "Too High", com uma das melhores letras já compostas por Charlie", e a balada "No Way Back to Eden".
Ou seja, temos aqui mais um discaço do BBS, que mostra que a banda não irá se acomodar fácil com o sucesso, buscando cada vez mais diferenciar sua sonoridade sem deixar de lado suas raízes, surpreendendo o ouvinte sem decepcioná-lo. Pode comprar com os dois olhos fechados!
Holding All the Roses – Blackberry Smoke
(2015 – 3 Legged Records – Importado)
1. Let me help you (find the door)
2. Holding all the Roses
3. Living in the Song
4. Rock and Roll Again
5. Woman in the Moon
6. Too High
7. Wish in One Hand
8. Randolph County Farewell
9. Payback’s a Bitch
10. Lay it all on Me
11. No way back to Eden
12. Fire in the Hole.
http://www.blackberrysmoke.com
http://www.facebook.com/BlackberrySmoke
@blackberrysmoke
Outras resenhas de Holding All the Roses - Blackberry Smoke
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lendário álbum dos anos 1970 que envelheceu mal, segundo Regis Tadeu
Bruce Dickinson sobe ao palco com o Smith/Kotzen em Londres
A maior canção de amor já escrita em todos os tempos, segundo Noel Gallagher
As 11 melhores bandas de metalcore progressivo de todos os tempos, segundo a Loudwire
Ex-Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks retoma clássicos da fase áurea em nova turnê
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
A música mais ouvida de cada álbum do Megadeth no Spotify
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Slash aponta as músicas que fizeram o Guns N' Roses "rachar" em sua fase áurea
As melhores músicas de todos os tempos, segundo Dave Gahan do Depeche Mode
Max Cavalera celebra 30 anos de "Roots" com dedicatória especial a Gloria Cavalera
Churrasco do Angra reúne Edu Falaschi, Rafael Bittencourt, Kiko Loureiro, Fabio Lione e mais
O grande erro que Roadie Crew e Rock Brigade cometeram, segundo Regis Tadeu
Tygers of Pan Tang anuncia show extra para São Paulo
Por que a voz de Bruce Dickinson irrita o jornalista Sérgio Martins, segundo ele mesmo
Stjepan Juras desabafa sobre atual irresponsabilidade financeira de Paul Di'Anno
Mamonas Assassinas: músicos já sabiam que iam morrer?
Como Bon Jovi ajudou o jovem Sebastian Bach, mas virou seu grande inimigo



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



