Skin Risk: Som moderno, sem destoar das raízes do thrash
Resenha - Skin Risk - Skin Risk
Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
Postado em 02 de setembro de 2014
Belos e trabalhados solos de guitarra, viradas de batera explosivas, boas levadas de baixo e temática lírica diversificada, tudo temperado com característicos riffs, fazem o som da SKIN RISK, banda que, embora debute nos palcos e aparelhos de som, é formada por músicos experientes no cenário cearense, como o baterista e manager Mailson Buson (ex DONZELA) e o vocalista Diógenes Felipe (ex CRITICAL DEATH). A banda pratica um thrash metal hiper pesado, mas não procura se prender ao thrash oitentista da bay area ou ao thrash alemão como fazem muitas de suas contemporâneas O som aqui é bem moderno, como o do METALLICA atual ou MACHINE HEAD, sem destoar das raízes do thrash.
O disco começa nos riffs de "Troo", uma bem fundamentada crítica àqueles que um dia sonham ser "o rei dos headbangers" e em algum momento da vida acabam deixando o metal de lado, demonizando o que um dia lhes fez a cabeça. "Respeite-me pelo que fui, despreze-me pelo que sou", diz a letra que é arrematada num longo e visceral solo. Com uma levada de baixo contagiante e guitarras marcantes, a ainda mais veloz "Face Who" critica a mega exposição feita nas redes sociais pelos próprios internautas, a exibição da intimidade para desconhecidos e os danos que isso pode causar até explodir num brado "Enfie a hashtag no seu ...".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O lamento pelas vítimas da Boite Kiss, em Santa Maria, agora vem transformado em fúria. Já esquecemos disso? Quem foi separado de seus entes queridos por pontes intransponíveis, as tais pontes quebradas da letra, jamais esquecerá. A música incomoda, a letra incomoda, reabre feridas abertas, assim como fez o SEPULTURA em seu último álbum ("Grief"), embora em um diferente estágio do Modelo de Kübler-Ross, mas também longe da aceitação. Esse é o seu papel e é bom que ainda haja, pelo menos na música, gente para lembrar desse episódio que incomoda mais ainda. O instrumental é mais que apropriado, com batidas enérgicas, solo desesperado e o que é fundamental: revolta.
"In The Mid Way", fala sobre tentar vários empregos, apenas por sobrevivência, sem realizar seus verdadeiros sonhos. É mais um petardo furioso que antecede à faixa que dá nome e razão de ser à banda e ao EP. SKIN RISK, a banda e a música, focam naquilo por que quase todo headbanger também é apaixonado: as tatuagens, os "riscos na pele que refletem as entranhas da alma". Se você gosta de tatoos e metal é bem improvável que não vá gostar. A faixa é curta e merecia ser um pouco maior. A crueza da capa também poderia ser revista, uma vez que não reflete o conteúdo de refinado instrumental e teor lírico acima da média.
Ainda, para um vindouro full length, a banda ainda precisa aprimorar o inglês. Em termos de conteúdo, no entanto, tanto nas idéias que almejam passar quanto na forma que essas ideias são transformadas em música, a SKIN RISK já botou o pé na estrada (ou os dois punhos na cara) no caminho certo.
A line up do EP, gravado no VTM Studio e lançado pelo selo independente Buson Records, é Diogenes Felipe (vocais), Alex Magoo(guitarra), Ricardo Aragão (baixo) e Mailson Buson (bateria). Recentemente, a banda anunciou mudanças de formação com a entrada de Jean Pinheiro e Átila Monteiro nas guitarras.
Web:
http://www.soundclound.com/skinrisk
https://pt-br.facebook.com/SkinRisk
Contatos para show:
[email protected]
85 86383682
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Morre Clarence Carter, intérprete de música que virou hit em tradução do Titãs
A música sobre John Lennon que Paul McCartney ainda acha difícil cantar ao vivo
"Prefiro morrer a tocar com eles novamente": a banda que não se reunirá no Hall of Fame 2026
O disco do Pink Floyd que foi a gota d'água para Roger Waters; "é simplesmente um lixo"
A banda com que ninguém suportava dividir estrada nos anos 70 - nem os próprios colegas de turnê
A música do Dream Theater que é a preferida de Herman Li, guitarrista do Dragonforce
Jason Newsted não quer que "...And Justice For All" seja remixado
O clássico que Brian May acha que o Queen estragou ao gravar; "Nunca gostei, para ser franco"
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
A música mais "louca, progressiva e fora da curva" do Metallica, segundo Lars Ulrich
A troca de afagos entre Kiko Loureiro e Angra nas redes sociais: "Agora eu quero mais"
A música "bobinha" dos Beatles que superou um clássico dos Beach Boys
26 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de maio
O maior guitarrista da história para Bruce Springsteen; "um gigante para todos os tempos"
Os dois melhores álbuns dos anos 1970, segundo David Gilmour
A dica sensual de Ney Matogrosso para Paulo Ricardo que revolucionou carreira do RPM
Avenged Sevenfold: Curiosidades sobre a banda que talvez você não saiba
A música agitada que nasceu como balada romântica e se tornou um hit dos anos 90

"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Biohazard fez a espera de treze anos valer a pena ao retornar com "Divided We Fall"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível
