Arandu Arakuaa: Para o desespero dos puristas
Resenha - Kó Yby Oré - Arandu Arakuaa
Por Vicente Reckziegel
Postado em 02 de novembro de 2013
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Hoje em dia, com a profusão de redes sociais e fóruns de discussão, as frases que surgem com maior frequência nestes lugares são: "Faz tempo que não aparece nada de novo no Rock/Metal, tudo é cópia das bandas antigas, por isso que prefiro as mesmas" e "Odeio essas bandas que incorporam novidades em sua sonoridade, tentando ser diferentes, o legal é as bandas antigas, que nunca tentaram inventar e por isso são clássicas". Uma incrível contradição, não concordam?

Começo esta resenha dessa forma, pois a banda em questão é daquelas que ousaram incorporar novos estilos, uma nova concepção em sua música. Deixaram de lado a mesmice e, com isso, trilharam um caminho perigoso, onde poucos sobrevivem (ou sobreviveram) no sempre sisudo mundo do Metal.
E a melhor critica que pode ser feita do Arandu Arakuaa em seu debut "Kó Yby Oré" é que simplesmente não pode ser feita comparação com nenhuma outra banda em nosso país ou lá fora. Não há como dizer que a música deles se pareça com a banda A ou B. O Arandu é Thrash, é Death, é Heavy e é Rock. É tudo isso e ao mesmo tempo algo completamente diferente. Foge do lugar-comum, como poucos conseguem.

O Arandu é a mistura do peso da cozinha de Saulo Lucena (Baixo) e Adriano Ferreira (Bateria), da bela voz de Nájila Cristina, mas é principalmente concepção da mente do "faz-tudo" Zândhio Aquino (Guitarra, vocal, teclado e mais uma série de instrumentos tribais), que assina como compositor das músicas em "Kó Yby Oré".
Cantando em Tupi-Guarani, e utilizando muito de uma sonoridade que nos remete aos indígenas, tudo isso é feito com conhecimento de causa, e não por simples moda, como muitas bandas fizeram, principalmente na década de 90. É a vivencia da banda que faz com que essas inserções soem naturais, e não deslocadas. E, justamente por isso, o som do Arandu Arakuaa é de difícil assimilação em uma primeira audição, mas que, com o passar do tempo se torna uma grande e prazerosa viagem musical.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Difícil citar destaques individuais, mas eu diria que a soturna "Tupinambá", a bela "A-KaiT-atá" e Gûyrá, que virou um ótimo vídeo que mostra a junção do Metal com a música indígena, merecem uma atenção especial. "Kó Yby Oré" é um disco imprescindível, mesmo que apareçam pessoas que irão utilizar as manjadas frases do inicio da resenha.
Tracklist:
01. T-atá îasy-pe
02. Aruanãs
03. Kunhãmuku’i
04. A-kaî T-atá
05. O-îeruré
06. Tykyra
07. Tupinambá
08. îakaré ‘y-pe
09. Auê!
10. A-î-Kuab R-asy
11. Kaapora
12. Gûyrá
13. Moxy Pee Supé Anhangá

Outras resenhas de Kó Yby Oré - Arandu Arakuaa
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Músico analisa Angine de Poitrine e diz que duo é "puro marketing e pouca música"
Kiko Loureiro diz que muitos motivos contribuíram para sua saída do Megadeth
Flea conta quais são os cinco baixistas que mais influenciaram sua carreira
Greyson Nekrutman avalia seus dois anos como baterista do Sepultura
Iron Maiden não deve comparecer à cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame
Chris Poland diz que vai desmentir Dave Mustaine em seu livro
5 bandas dos anos 80 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
Dream Theater toca trecho de clássico do Van Halen em show no Panamá
A música dos Beatles que tem o "melhor riff já escrito", segundo guitarrista do Sting
Estrela da WWE gostaria que música do Megadeth fosse seu tema de entrada
O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
Anette Olzon relembra saída conturbada do Nightwish e recente e-mail enviado para Tuomas
O "Grito Silencioso": Dave Navarro Reacende Teorias sobre Chris Cornell e Chester Bennington
Ao som de 4 Non Blondes, divulgado o trailer oficial de "Street Fighter"
O que aconteceu em Tabuleiro do Norte (CE) que Aquiles Priester usa de exemplo até hoje
Como Slash, ex-Guns N' Roses, explica a separação em sua biografia?
10 fatos que comprovam que Judas Priest é Heavy Metal
Paul Stanley relembra o dia em que ele chegou mais perto de socar um membro do Kiss no palco

"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Ju Kosso renasce em "Sofisalma" e transforma crise em manifesto rock sobre identidade
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme

