Hellish War: Se tornará outro clássico do Metal brasileiro
Resenha - Keep it Hellish - Hellish War
Por Marco Paim
Postado em 07 de outubro de 2013
Outro dia comentei no facebook sobre o metal brasileiro, de como tem bandas realmente boas e profissionais e que estão lançando ótimos trabalhos nos últimos tempos. Comentei também que o metal brasileiro poderia muito bem se auto-sustentar, ou seja, sem ser preciso de opinião estrangeira, ou mesmo bandas gringas para alavancar o crescimento, bastava que "nossos headbangers" e "rockers" abrissem mais os ouvidos para o que está sendo produzido por aqui e, principalmente, fossem aos shows. Eu mesmo, tenho escutado muito metal/rock nacional e ficado muito satisfeito.

Dentre as bandas que citei na postagem está o HELLISH WAR, uma banda de heavy metal tradicional de São Paulo e que não é novinha, ela vem desde 1995 "aguentando no tranco" as dificuldades de se ter uma banda do estilo no Brasil. Mas eu disse "poderia", porque a realidade ainda não é essa apesar da forte cena underground que se movimenta nas sombras... Por isso trago hoje a resenha deste incrível trabalho lançado pela banda neste ano, o "Keep it Hellish", que defino como excepcional e destruidor!
O som deste álbum remete ao metal tradicional dos anos 80 e 90, áspero, cru, direto e sem frescuras! Bem na veia de bandas como MANOWAR, GRAVE DIGGER, ACCEPT, ICED EARTH e alguma coisa de IRON MAIDEN antigo.

É difícil destacar músicas nesse trabalho, são todas muito bem compostas e cada uma com detalhes especias, seja nos refrões empolgantes, e até épicos, ou nas linhas instrumentais extraordinárias, com afiados e precisos riffs e solos das guitarras de Vulcano e Daniel Job. Já a cozinha, composta por JR (baixo) e Daniel Person (bateria) é simplesmente matadora! E o que falar do vocal de Bil Martins? O cara tem a personalidade e o poder de dar vida ao som com sua interpretação impecável, tornando tudo uma experiência única ao ouvinte.
Seja nas rápidas "Keep it Hellish", com o seu refrão emocionante e épico, "Reflect on the Blade", que possui uma ótima introdução de bateria e que só não é uma música do GRAVE DIGGER por ter Bil nos vocais, e isso se repete em "Master of Wreckage", um dos melhores refrões do álbum, em "Phanton Ship", com um clima mais puxado para o som do MANOWAR e em "Darkness Ride", com uma pegada do IRON MAIDEN moderno em alguns momentos.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Temos também as mais cadenciadas, como a fabulosa e uma das minhas preferidas, "The Challenge", a inspirada "Fire and Killing", com uma linha melódica que lembra o Bruce Dickinson solo, também a extraordinária instrumental "Battle at Sea", destruição! "Scars" tem uma belíssima linha de guitarra, e o álbum fecha com outra preferida, "The Quest", um som que puxa para o IRON MAIDEN dos anos 80, arrastada, empolgante e épica, possui uma belíssima melodia e uma performance excepcional de Bil Martins, pra acabar em grande estilo mesmo!
Que baita álbum!! Com certeza se tornará outro clássico do metal brasileiro. Quem ainda não ouviu ou adquiriu esse petardo, não perca tempo, pois não estaria perdendo meu tempo escrevendo esta resenha se realmente não fosse coisa de primeira. Parabéns a banda pela obra prima, e muito sucesso!!

HELLISH WAR - "Keep it Hellish" (2013)
(Hellion Records (Brazil) / Pure Steel Records (Europe))
01. Keep It Hellish
02. The Challenge
03. Reflects on the Blade
04. Fire and Killing
05. Master of Wreckage
06. Battle at Sea
07. Phantom Ship
08. Scars
09. Darkness Ride
10. The Quest
Lineup
Bil Martins - Vocals
Vulcano - Guitars
Daniel Job - Guitars
JR - Bass
Daniel Person - Drums
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