Megadeth: "Countdown..." é seu ápice intelectual e comercial
Resenha - Countdown to Extinction - Megadeth
Por Augusto Duarte
Postado em 10 de julho de 2013
Após "Rust in Peace", o desafio do Megadeth agora é outro: fazer um disco tão impactante quanto o anterior. "Countdown to Extinction" marca o ápice intelectual e comercial do Megadeth.
Ok, eu sei que Mustaine já tocou com mais de 20 músicos e às vezes um cara que toca, canta e é o frontman de uma das bandas de metal mais respeitadas da história pode ser um tanto quanto chato. Pois bem, ame ou odeie Mustaine e/ou o Megadeth, mas você vai ter que admitir que Countdown to Extinction é um álbum que te fez ter, figuradamente, um orgasmo pelos ouvidos.
O quinto álbum de estúdio do Megadeth é obrigatório para quem curte Metal e seus demais subgêneros, especialmente o thrash. Nesse trabalho o Megadeth tinha o seu primeiro grande desafio: "O que faremos depois de Rust in Peace?", nesse ponto muitas bandas ficam se autocopiando, tentando viver do álbum que deu certo, vivendo da sombra do que um dia já foram. Felizmente não foi esse o caminho escolhido pelo Megadeth.
Countdown (o chamarei assim) foi tão inovador quanto o anterior, atingindo o mesmo nível técnico e inspirador. Mas claro que a gente não quer se aprofundar na discussão: "Quem foi melhor? R.I.P. ou Countdown?". Os dois são brilhantes e marcaram época, cada um a seu tempo. Qualquer opinião sobre qual é o melhor é válida, pois estão no mesmo nível.
O álbum começa com "Skin O' my teeth" e conforme as faixas vão passando, o ouvinte vai tendo aquela sensação de que uma música é melhor do que a anterior e assim sucessivamente. "Symphony of Destruction" tem o riff mais marcante do Megadeth e é figurinha carimba nos shows onde a banda passa desde então. Além de "This Was My Life", "Psychotron", "Sweating Bullets" e a faixa-título "Countdown to Extinction".
O Megadeth sempre teve uma vantagem em relação a muitas bandas do seu gênero: possuir dois guitarristas solos fantásticos, pois não só Friedman era/é um exímio guitarrista, mas o próprio Dave Mustaine, cantor e principal compositor do grupo. Mustaine sempre nos brindou com performances sensacionais e muito inspiradoras.
Countdown to Extinction foi nomeado para "Melhor Desempenho de Metal" no Grammy Awards de 1993 e a faixa-título do álbum ganhou a Humane Society's Genesis Award, tornando o Megadeth a única banda de Metal a ser dada esta honra.
O álbum alcançou o 2º lugar na Billboard e teve sucesso estrondoso nos Estados Unidos, com certificado duplo de platina. Em 2004, foi lançada uma versão remasterizada, contendo quatro novas músicas.
Manter-se como uma referência por mais de 20 anos não é para qualquer um. Countdown to Extinction representou o apogeu de um estilo que anos mais tarde sofreria uma grande queda no mercado da música. Mais do que isto, representou o espectro daquilo que não pode morrer.
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